BREAKING
Mostrando postagens com marcador Resenha do blog. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resenha do blog. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Resenha Cinéfila - Planeta dos Macacos - A Guerra 2017

Em 2011, uma conhecida franquia retornou aos cinemas. Com versões que variam e foram concebidas desde os anos 70, Planeta dos Macacos retornou às telonas e foi um enorme sucesso. Em 2015 apostaram na sequência: Planeta dos macacos - O Confronto, e agora fecham essa trilogia com Planeta dos macacos - A Guerra.

E aqui vamos nós, resenhar mais um lançamento das telonas... 


Planeta dos Macacos-A Guerra - War for the Planet of the Apes
País - Estados Unidos
Ano -   2017
Duração - 140 min 
Direção - Matt Reeves
Produção - Peter Chernin, Dylan Clark, Rick Jaffa, Amanda Silver
Roteiro - Mark Bomback, Matt Reeves
Baseado em Personagens criados por Rick Jaffa e Amanda Silver La planète des singes de Pierre Boulle
Gênero - Ação, Aventura, Drama, Ficção Científica, Suspense
Música - Michael Giacchino
Cinematografia - Michael Seresin
Edição - William Hoy, Stan Salfas
Companhia produtora - Chernin Entertainment
Distribuição - 20th Century Fox
Lançamentos:
Brasil 3 de agosto de 2017
Estados Unidos 04 de julho de 2017
Idioma - Inglês
Orçamento - US$ 150 milhões
Receita - US$ 278.234.087

Macacos
Andy Serkis como César, 
Steve Zahn como "Bad Ape",
Karin Konoval como Maurice,
Terry Notary como Rocket,
Judy Greer como Cornélia,
Max Lloyd-Jones como Olhos Azuis,
Michael Adamthwaite como Luca,
Aleks Paunovic como um gorila albino da tribo de César.
Alessandro Juliani como Spear,
Ty Olsson como Rex,

Humanos
Woody Harrelson como Coronel
Gabriel Chavarria como Preacher
Chad Rook como Boyle
Amiah Miller como Nova

Humanos e macacos cruzam os caminhos novamente. César (Andy Serkis) e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército de soldados liderados por um impiedoso coronel (Woody Harrelson). Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito e outros são capturados, César luta contra seus instintos e parte em busca de vingança. Dessa jornada, o futuro do planeta poderá estar em jogo.

Para entender essa produção é preciso conhecer os eventos passados nas obras anteriores,então sugiro que tentem encontrar nos sites que baixam filmes. Resumindo a história,a trama aqui se dá por conta de uma evolução dos símios,onde eles se livraram do jugo humano e procuram viver em sociedade,à parte de nossa raça,cuja grande parte foi dizimada por um vírus misterioso,e como de costume, o ser humano não se sente confortável quando se ver ameaçado por outra espécie que está se tornando dominante,embora os primatas não queiram confrontos. Quem lidera os macacos, é um primata evoluído, chamado Cesar.

A história aqui tem início após os eventos mostrados na produção anterior. César está sendo caçado por um grupo militar, liderado por um coronel, vivido pelo conhecido woody Harrelson. O tal vírus agora apresenta uma evolução: está tirando a capacidade de comunicação entre os humanos sobreviventes. Obcecado em eliminar César, por sua vez,ao sofrer uma perda, ele se determina numa missão pessoal: eliminar o coronel e assim findar a guerra entre as espécies.

Basicamente nisso se resume essa obra. Como anteriormente, os personagens centrais são os primatas e dessa vez,os confrontos são em escala reduzida. O roteiro prioriza mais a jornada pessoal do protagonista César, portanto não se prende a subtramas ou diálogos. Curiosamente os antagonistas humanos são um tanto relegados em boa parte da projeção. E por não haver a necessidade de diálogos, já que os macacos se comunicam através de olhares e sinais, tudo isso rende alguns dos melhores momentos do filme.

Na parte técnica, podemos destacar o bom trabalho do diretor de fotografia além da trilha sonora, usadas de forma excepcional no primeiro ato do filme. Acompanhando a jornada de César e seus companheiros, temos a impressão de estar assistindo um antigo western, por conta das paisagens sombreadas pela fotografia e a trilha.

Por trás da excelência da obra, está a mão do diretor Matt Reeves. Ele acerta nos ângulos e combina muito bem a inserção dos efeitos digitais, bem necessários para dar convicção ao filme,e dosa bem os momentos de tensão, batalhas e clímax. Mas o filme não escapa dos momentos negativos, e o principal é o ritmo lento que ele assume no decorrer da exibição e quando assume os momentos dramáticos e de crises existencialistas.A ação existe,mas de forma pausada, em grande parte o filme assume aquela aura mais contemplativa e com isso em dados momentos,torna-se arrastado.


sábado, 24 de junho de 2017

Resenha Cinéfila - Piratas do Caribe - Navegando em Águas Misteriosas

Quatro anos depois da fraca terceira produção, os piratas mais icônicos dos últimos tempos retornaram, fazendo a festa para os seus fãs.

Venha conferir...
Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas
Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides
Direção - Rob Marshall
Produção - Jerry Bruckheimer
Produção executiva - Mike Stenson, Chad Oman, John De Luca, Barry Waldman, Ted Elliott, Terry Rossio
Roteiro - Ted Elliott, Terry Rossio
Baseado em On Stranger Tides, de Tim Powers, Pirates of the Caribbean, de Walt Disney
Gênero - Aventura
Música - Hans Zimmer
Direção de arte - John Myhre
Direção de fotografia - Dariusz Wolski
Figurino - Penny Rose
Edição - David Brenner, Wyatt Smith
Companhias produtoras - Walt Disney Pictures, Jerry Bruckheimer Films
Distribuição - Walt Disney Studios Motion Pictures
Lançamentos:
Portugal 19 de maio de 2011
Estados Unidos 20 de maio de 2011
Brasil 20 de maio de 2011
Idioma - Inglês
Orçamento - US$ 250 milhões
Receita - US$ 1.045.713.802

Johnny Depp como Capitão Jack Sparrow
Penélope Cruz como Angelica, a filha de Barba Negra
Ian McShane como Edward Teach / Barba Negra, o pirata capitão do Queen Anne's Revenge
Geoffrey Rush como Capitão Hector Barbossa, antigo capitão pirata
Kevin McNally como Joshamee Gibbs, o Primeiro Oficial de Sparrow.
Richard Griffiths como Rei Jorge II da Grã-Bretanha
Judi Dench como uma dama da sociedade.
Stephen Graham como Scrum, um pirata
Sam Claflin como Phillip Swift, um missionário.
Àstrid Bergès-Frisbey como Syrena, uma sereia.
Greg Ellis como Tenente Comandante Theodore Groves
Damian O'Hare como Tenente Gilette.
Keith Richards como Capitão Teague Sparrow, pai de Jack.
Sebastian Armesto como Rei Fernando VI da Espanha
Roger Allan como Henry Pelham.
Anton Lesser como Lorde John Carteret.

O capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) vai até Londres para resgatar Gibbs (Kevin McNally), integrante de sua tripulação no Pérola Negra. Lá ele descobre que alguém está usando seu nome para conseguir marujos em uma viagem rumo à Fonte da Juventude. Sparrow investiga e logo percebe que Angelica (Penélope Cruz), um antigo caso que balançou seu coração, é a responsável pela farsa. Ela é filha do lendário pirata Barba Negra (Ian McShane), que está com os dias contados. Desta forma, Angelica quer encontrar a Fonte da Juventude para que seu pai tenha mais alguns anos de vida. No encalço deles está o capitão Barbossa (Geoffrey Rush), que agora trabalha para o império britânico.

Bruckheimer novamente à frente da produção, deixou dessa vez o Gore Verbinski de lado e colocou o Rob Marshal para sentar na cadeira de diretor. O roteiro foi novamente de responsabilidade de Ted Elliot e Terry Rossio, que também se juntaram à produção executiva. O roteiro dessa vez foi inspirado no livro On Stranger Tides, de Tim Powers - que já havia inspirado o jogo The Secret of Monkey Island, da Lucas Arts. A trama da obra diz respeito à busca pela fonte da juventude, que é o elemento que irá impulsionar a busca dos personagens dessa obra.

Mais uma vez o orçamento chamou a atenção:se o antecessor gastou 300 milhões,o 4º filme queimou nada menos que 378.5 milhões,um absurdo.Só o cachê do Depp foi 130 milhões.Para baratear os custos,as filmagens dessa vez se afastaram um pouco do mar e foram para terra firme,assim como houve uma redução no uso dos efeitos especiais.

Entre o elenco, além do retorno de Depp e Rush, além de outros nomes já conhecidos dos fãs, tivemos duas baixas consideráveis, Orlando Bloom e Keira Knightley, cujos personagens não retornaram. O lugar da Keira foi ocupado por outra personagem, vivida pela conhecida Penélope Cruz. O filme ganha um novo antagonista, o famoso pirata Barba Negra, vivido pelo ator Ian McShane. Mal desenvolvido, ele não consegue ser tão interessante quanto os que já conhecemos, chegando a vestir a carapuça do personagem clichezão e pouco atraente. Para evitar os erros cometidos na última produção, o roteiro recebe um certo polimento e a trama é bem explicada ao espectador. Se o Jack foi quase um coadjuvante no Fim do Mundo, dessa vez ele assume o protagonismo.

Johnny Depp não perde o fio da meada e seu personagem ressurge com todos os conhecidos maneirismos. Porém, longe do ineditismo de suas primeiras aparições,o personagem começa a se tornar repetitivo, mas isso não tira a sua mítica e é ele quem continua segurando as pontas. E se o filme não apresenta nada de novo,ao menos aprenderam com os erros da infame terceira produção, e não querendo correr riscos, os responsáveis se prendem ao que dera certo com os dois primeiros filmes. Mesmo assim, não estamos livres de cenas maçantes, em especial o papo furado entre Sparrow e sua ex-namorada. Ao menos o filme é mais curto,finalmente aprenderam a não espichar a duração. O roteiro também não traz uma inovação, se prende a uma história básica, e sem as reviravoltas constantes e traições que marcaram o episodio anterior.

E a troca de diretores? Esperavam que o Marshal realizasse um trabalho superior ao do Gore e concedesse uma nova vitalidade à franquia. Pode-se dizer que houve até mesmo uma perda de qualidade, as cenas de batalha não foram bem orquestradas e o processo de fotografia também teve uma qualidade questionável, com um tom tão escuro que chega a incomodar. Talvez por não ter muita experiência com esse gênero,o seu trabalho ficou afetado.

Como ocorrera antes, a crítica dividiu as opiniões. Mas para os fãs, não importava muita coisa.Sparrow e seus companheiros tinham um público fiel e inabalável a pontos negativos. Mais uma vez o filme ultrapassou a bilheteria de 1 bilhão e 45 milhões, ficando atrás do Baú da Morte. Talvez até se imaginasse que a série poderia atracar seu navio com esse título, mas com essas arrecadações,só se os produtores estivessem loucos. O filme fechou com uma cena pós-crédito que já antecipava que o Jack não penduraria a espada.



segunda-feira, 19 de junho de 2017

Resenha Cinéfila - A Múmia

Como vimos nas colunas Inesquecíveis e Esquecíveis do cinema, a franquia A Múmia, iniciada em 1999, teve seus altos e baixos. O estúdio responsável, a Universal Pictures,após o sucesso financeiro de Drácula-A História Não Contada, de 2014, (confira a trajetória do Drácula na coluna dos Grandes Personagens) revelou que estava planejando criar um Universo Cinematográfico dos clássicos monstros dos filmes, e entre os filmes estava o reboot de A Múmia. Alguns nomes foram cogitados para a direção, mas quem ficou com o trabalho foi o Alex Kurtzman.

País - Estados Unidos
Ano - 2017
Duração - 107 min 
Direção - Alex Kurtzman
Produção - Alex Kurtzman, Chris Morgan, Sean Daniel, Sarah Bradshaw 
Roteiro - David Koepp, Christopher McQuarrie, Dylan Kussman
História - Jon Spaihts, Alex Kurtzman, Jenny Lumet
Gênero - Ação, Aventura, Fantasia, Terror
Música - Brian Tyler
Cinematografia - Ben Seresin
Edição - Paul Hirsch
Companhias produtoras - K/O Paper Products, Sean Daniel Company
Distribuição - Universal Pictures
Lançamento - Estados Unidos 9 de junho de 2017
Idioma - Inglês
Orçamento - US$ 125 milhões
Receita - US$ 183.367.746 Bilheteria atual clic aqui

Tom Cruise como Nick Morton.
Sofia Boutella como Princesa Ahmanet / A Múmia.
Annabelle Wallis como Jenny Halsey.
Jake Johnson como Sgto. Vail.
Courtney B. Vance como Col. Gideon Forster.
Russell Crowe como Dr. Henry Jekyll.
Javier Botet como Set
Selva Rasalingam como Rei Menehptre.
Dylan Smith como Lorenzo Montanari
Rez Kempton como Foreman

Marwan Kenzari como TBA

Na Mesopotâmia, séculos atrás, Ahmanet (Sofia Boutella) tem seus planos interrompidos justamente quando está prestes a invocar Set, o deus da morte, de forma que juntos possam governar o mundo.  Mumificada, ela é aprisionada dentro de uma tumba. Nos dias atuais, o local é descoberto por acidente por Nick Morton (Tom Cruise) e Chris Vail (Jake Johnson), saqueadores de artefatos antigos que estavam na região em busca de raridades. Ao lado da pesquisadora Jenny Halsey (Annabelle Wallis), eles investigam a tumba recém-descoberta e, acidentalmente, despertam Ahmanet. Ela logo elege Nick como seu escolhido e, a partir de então, busca a adaga de Set para que possa invocá-lo

Uma das ideias dessa nova produção,foi que,ao contrário dos filmes anteriores, a história se passaria contemporaneamente e traria novos elementos para a história dessa criatura, que dessa vez,não seria mais nenhum sacerdote amaldiçoado, mas uma princesa egípcia. O terror ficaria um tanto de lado, o filme seria mais voltado para a ação com uma mistura de humor.


Para encabeçar o elenco,o protagonista escolhido foi ninguém menos que o famosíssimo Tom Cruise, que não necessita de maiores apresentações. O astro dividiria a cena com alguns nomes pouco conhecidos, como Sofia Boutella, Annabelle Wallis, Jake Johnson e o oscarizado Russel Crowe.

Quem escreveu o roteiro foram alguns nomes badalados: David Koepp, Christopher McQuarrie e Dylan Kussman. O filme se inicia nos apresentando a filha do Faraó do Egito, a princesa Ahmanet, que faz um pacto com uma divindade mas acaba sendo condenada à mumificação. Após essa apresentação,a história vem para os dias atuais. Entra em cena o saqueador Nick Morton, que, buscando encontrar algum artefato ou riqueza que o tire da pindaíba, acaba acidentalmente encontrando o sarcófago da tal princesa e a despertando. Logicamente, sobra agora para o nosso azarado herói encontrar uma forma de impedir os planos da criatura e salvar o mundo.

Era fato que haveriam comparações com o famoso antecessor de 1999,que era uma aventura descompromissada, com toques à la Indiana Jones,e que, como destacado, é um pipocão gostoso até hoje de se assistir. O roteiro desse novo filme peca principalmente pelo fato de que,como adiantado, querem criar um universo compartilhado com outras produções, como a Disney vem fazendo com os personagens da Marvel e agora como a Warner vem fazendo com os da DC. Por querer mostrar que esse filme vai interligar com o que eles planejam para os próximos anos, que é trazer personagens como Frankenstein, Lobisomem, o Homem invisível, a partir já dessa produção se tenta criar uma conexão com tudo isso e por conta desse fato, a história padece de um melhor desenvolvimento. Essa tentativa de conectar e referenciar os personagens, como por exemplo o do Russel Crowe, que vive o dr. Jekyll do clássico O Médico e o Monstro,acaba criando uma certa confusão, cria cenas conflitantes e com isso,a trama principal acaba sendo um tanto colocada de lado.Além de não acrescentar nada de relevante à mesma. A entrada do Jekyll destoa por completo o que havia sido apresentado até então, a impressão é que pausaram o filme para introduzir uma outra trama.


Colocar o Tom Cruise como coadjuvante foi uma mistura de erro e acerto. O ponto positivo,é que o Cruise tem um público fiel, e geralmente o atrai para as salas de exibição, o que já dá aos produtores,uma certeza de retorno financeiro.ainda mais numa produção de 125 milhões.Sem falar que bate uma certa curiosidade em ver ele sair das tradicionais produções nas quais concentrou sua carreira nas últimas décadas.Nosso cinquentenário e carismático astro,como sabemos,é praticamente um astro dos filmes de ação nos dias atuais,ele deixou de lado a versatilidade dos anos 80 e 90,onde se aventurava nos mais diversos gêneros.Portanto,bate uma certa curiosidade em ver como ele se sai num filme recheado de elementos sobrenaturais.

Isso é o ponto negativo. Por agora ser um ator de ação, obrigatoriamente o roteiro tende a se prender em mostrar o Cruise nas mais loucas peripécias, regadas às habituais correrias que ele se proporciona,explosões e coisas do tipo. Ainda mais porque ele teima em dispensar dublês e encarar essas maluquices que vemos em cena. Cruise parece não acertar na construção do seu personagem, sai de suas características habituais e faz uma mescla de personalidades que não combinam com o que conhecemos dele.O recheio fica por conta do humor, o que tira a identidade ainda mais do filme,que não define o seu gênero. Seria terror ou comédia?

Mas os problemas vão mais além.A história é bem simplista e apela muito, principalmente em conceder à Múmia, tal qual o célebre Imhotep, poderes acima de qualquer coisa. Suas intenções são dúbias: escolher um homem para invocar em seu corpo, o deus Set, que irá governar o mundo a seu lado. E o "escolhido", lógico, é o azarado Cruise. Com isso, as personagens femininas limitam-se a coadjuvar em torno da estrela maior. Com essa trama pouco inspirada,recheiam o filme com muita ação e ponto final. Na parte técnica,outra bola fora é a péssima fotografia, que deixa o filme bastante escuro e dificultando o trabalho dos demais profissionais. A cenografia e os efeitos de maquiagem acabam prejudicados pela péssima visibilidade das cenas. Os pontos positivos ficam por conta da força motriz, que são as cenas de ação mais os efeitos especiais. A sequência de queda livre do avião é fantástica. Também não ignoremos os trabalhos de maquiagem,por mais que a fotografia queira atrapalhar.

Resumindo, a mais nova produção com essa criatura,( e o mais novo filme do Cruise,não ignoremos isso), não conquistou a crítica de forma alguma. Nos States,alguns apontam como sendo um dos piores ou o pior de sua carreira, enquanto em nosso país,também não se desmancharam de amores por ele. Mas o filme vem fazendo sucesso em alguns países, como a China. Em seu primeiro final de semana ele fez nada menos que 52,2 milhões de dólares. No resto do mundo, uma das mais recentes contagens já atingiam 142 milhões de bilheterias. Se vai chegar ao menos em meio bilhão,é pouco provável, mas deve ao menos recuperar seus custos e dar algum dinheiro aos produtores. Quanto ao Tom, ele deve voltar às telonas ainda esse ano,e para o próximo já temos a confirmação do 6º titulo de uma franquia encabeçada por ele que não decepciona nunca:Missão: Impossível.

sábado, 17 de junho de 2017

Resenha Cinéfila - Piratas do Caribe - No Fim do mundo

Como vimos anteriormente,essa sequência foi filmada paralela com o título antecessor. Justamente por isso,tanto a produção como o enredo seguem de onde nos despedimos dos personagens um ano antes.

Piratas do caribe: No Fim Do Mundo
Pirates of the Caribbean: At World's End
País - Estados Unidos
Ano - 2007
Duração - 168 min 
Direção - Gore Verbinski
Produção - Jerry Bruckheimer
Produção executiva - Mike Stenson, Chad Oman, Bruce Hendricks
Eric McLeod
Roteiro - Ted Elliott, Terry Rossio
Baseado em Pirates of the Caribbean, de Walt Disney
Gênero - Aventura
Música - Hans Zimmer
Direção de arte - Rick Heinrichs
Direção de fotografia - Dariusz Wolski
Figurino - Penny Rose
Edição - Craig Wood, Stephen Rivkin
Companhias produtoras - Walt Disney Pictures, Jerry Bruckheimer Films
Distribuição - Buena Vista Pictures
Lançamentos:
Estados Unidos 25 de maio de 2007
Brasil 25 de maio de 2007
Portugal 25 de maio de 2007
Idioma - Inglês
Orçamento - US$ 300 milhões
Receita - US$ 963.420.425

Johnny Depp como Capitão Jack Sparrow
Keith Richards como Capitão Teague
Orlando Bloom como Will Turner
Keira Knightley como Elizabeth Swann
Geoffrey Rush como Capitão Hector Barbossa,
Bill Nighy como Davy Jones
Tom Hollander como Lorde Cutler Beckett
Jack Davenport como Almirante James Norrington
Chow Yun-Fat como Capitão Sao Feng
Naomie Harris como Tia Dalma/Calypso
Stellan Skarsgård como "Bootstrap" Bill Turner
Kevin McNally como Joshamee Gibbs
Jonathan Pryce como Governador Weatherby Swann
Lee Arenberg e Mackenzie Crook como Pintel e Ragetti
David Bailie como Cotton
Martin Klebba como Marty

Lorde Cutler Beckett (Tom Hollander) e sua Companhia das Índias Orientais assumiram o controle do navio fantasma Flying Dutchman. Sob o comando do almirante James Norrington (Jack Davenport), saem matando piratas. Para salvar a pele dos que restam, Will Turner (Orlando Bloom), Elizabeth Swann (Keira Knightley) e o capitão Barbossa (Geofrey Rush) precisam reunir os Nove Lordes da Corte da Irmandade para tentar derrotar Beckett. O último que falta é Jack Sparrow (Johnny Depp), que está preso no baú de Davy Jones (Bill Nighy). Para salvar Sparrow, eles viajam até Cingapura e enfrentam o pirata Sao Feng (Chow Yun-Fat) para recuperar os mapas que os levarão ao fim do mundo, onde está o último dos nobres.


Um dos atrativos da terceira produção foi o seu orçamento: 300 milhões de dólares, fazendo do filme, o mais caro já produzido em Hollywood, algo tão monstruoso quanto o Kraken, o monstro que assombra os 7 mares nessa franquia. Com essa enxurrada de dinheiro no orçamento, o novo título tornou-se absurdo nos efeitos especiais principalmente. Personagens que julgávamos mortos, retornam do fundo do oceano também. Em Hollywood, a morte nunca é uma certeza.

Com tanta coisa acontecendo nesse título, o roteiro torna-se uma confusão só. Deixaram muitas pontas abertas,e fatos precisando de esclarecimento. Por conta disso, o humor, que se fez presente e aliviava certas situações nos antecessores, é bem menor. O filme é mais sombrio e a necessidade de se explicar tudo e amarrar as pontas, as reviravoltas intermináveis e o excesso de diálogos,torna o filme enfadonho. Para completar, a longa duração, (quase 3 horas) não ajuda em nada. O filme acaba se arrastando com uma história confusa, e recheada de efeitos para tentar compensar as falhas enormes vistas nessa produção, que só não naufraga por completo, principalmente graças ao apelo e carisma do Johnny Depp com seu personagem.

Porém, o Jack praticamente se torna um coadjuvante em seu terceiro filme. Como dito, o roteiro é cheio de reviravoltas, e numa dessas, quem mais se destaca é justamente o Davy Jones, vivido pelo Bill Nighy. Mas, ele não está só no posto de antagonista. O Lorde Cutler Beckett , vivido pelo ator Tom Hollander ocupa papel de destaque nessa sequência. O filme também erra por repetir fatos que vimos anteriormente. Comprova que em seu terceiro ato,a fórmula dos piratas começou a naufragar, boiando numa mesmice que já não possui tantos atrativos.

Mas se destacamos até agora os pontos negativos, por que não dar uma chance aos positivos? Graças ao bom processo de edição, a ação quando ocorre, é ininterrupta, com boas cenas de batalhas, regadas pelos efeitos e os cenários continuam impressionando. Uma curiosidade no elenco é a presença do sujeito que serviu de inspiração para o Johnny Depp criar seu personagem. Ninguém menos que o Keith Richards, vivendo justamente o pai do Jack Sparrow.

Mesmo com o esplendor do orçamento e seus efeitos impressionantes, esse título não angariou muita simpatia dos críticos, que reconheceram seus pontos positivos mas foram unânimes em declarar que a história não era nenhum tesouro. O filme é sim, o mais fraco dessa trilogia, mantendo aquela velha máxima do terceiro filme, que poucos conseguem quebrar. Apesar disso, foi mais uma vez um sucesso de arrecadação, com mais de 963 milhões nas bilheterias.



domingo, 11 de junho de 2017

Resenha Cinéfila - Piratas do Caribe - O Baú da Morte

O enorme sucesso crítico e de bilheteria rendeu seus frutos.3 anos depois.Jack Sparrow e sua trupe retornaram para uma nova aventura em alto mar.Uma das ideias dos executivos da Disney era desde o início fazer uma trilogia. Visto que a produção anterior emplacou muito bem e os personagens,em especial o do Depp,tinham força junto ao público,a ideia seguia em frente.

Piratas do Caribe - O Baú da Morte
Dead Man's Chest
País - Estados Unidos
Ano - 2006
Duração - 151 min 
Direção - Gore Verbinski
Produção - Jerry Bruckheimer
Produção executiva - Mike Stenson, Chad Oman, Bruce Hendricks, Eric McLeod
Roteiro - Ted Elliott, Terry Rossio
Baseado em Pirates of the Caribbean, de Walt Disney
Gênero - Aventura
Música - Hans Zimmer
Direção de arte - Rick Heinrichs
Direção de fotografia - Dariusz Wolski
Figurino - Penny Rose
Edição - Craig Wood, Stephen Rivkin
Companhias produtoras - Walt Disney Pictures, Jerry Bruckheimer Films
Distribuição - Buena Vista Pictures
Lançamentos:
Estados Unidos 7 de julho de 2006
Portugal 20 de julho de 2006
Brasil 21 de julho de 2006
Idioma - Inglês
Orçamento - US$ 225 milhões
Receita - US$ 1.066.179.725
Johnny Depp como Capitão Jack Sparrow
Orlando Bloom como Will Turner
Keira Knightley como Elizabeth Swann
Bill Nighy como Davy Jones, o capitão do Holandês Voador
Jack Davenport como James Norrington
Stellan Skarsgård como "Bootstrap" Bill Turner
Tom Hollander como Lorde Cutler Beckett
Kevin McNally como Joshamee Gibbs
Lee Arenberg como Pintel
Mackenzie Crook como Ragetti
David Bailie como Cotton
Jonathan Pryce como Governador Weatherby Swann

Elizabeth Swann, a filha do governador Weatherby, está prestes a se casar com o ferreiro Will Turner. Porém o evento é atrapalhado pela ameaça de Davy Jones (Bill Nighy), o capitão do assombrado navio Flying Dutchman, que tem uma dívida de sangue com o capitão Jack Sparrow, amigo do casal. Temendo ser amaldiçoado a uma vida após a morte como escravo de Jones, Sparrow precisa encontrar o misterioso baú da morte para escapar da ameaça.

Em time que está ganhando não se mexe. O produtor Jerry Bruckheimer voltou a se reunir com o Gore Verbinski e grande parte da mesma equipe técnica do filme anterior. Hans Zimmer agora assumiria a trilha sonora e os roteiristas Ted Elliott e Terry Rossio iriam desenvolver o roteiro entre eles mesmos,sem mais ninguém agregando ideias. Da mesma forma,o elenco visto anteriormente retornou,com outros nomes se juntando a eles. O grande destaque dos estreantes na produção,foi o ator Bill Nighy, interpretando o novo antagonista,o Davy Jones.Outro veterano ingressou o elenco, o conhecido Stellan Skarsgard.

Os roteiristas percorreram o mesmo caminho da produção antecessora, uma história sobrenatural como pano de fundo para colocar os personagens em ação. Para isso, se inspiraram na lenda do Holandês Voador, um famoso navio-fantasma, que, segundo suas histórias, sempre seria visto vagando acima das ondas, de forma inexplicável,em noites de tempestade. O tal navio seria comandado por um  capitão que vaga pelos mares, procurando almas para servir em seu navio por um século. Davy Jones seria o capitão desse navio, e não suportando a dor de perder seu verdadeiro amor, ele arrancou seu próprio coração e o colocou no Baú da Morte, enterrando-o em um lugar secreto. Ele se tornou uma criatura bizarra, parte polvo, parte caranguejo, parte homem. Essa história se tornaria um arco, que se finalizaria na terceira produção.

O novo filme foi uma produção muito maior que a anterior,com custo de 225 milhões. As locações ocorreram em lugares variados, ao contrário da Maldição do Pérola Negra, tendo de ser necessárias as construções de muito mais cenários. Mais uma vez a Light e Magic se responsabilizou pelos efeitos, muito mais trabalhosos, principalmente os que dariam vida ao Davy Jones.

Em relação ao elenco e seus personagens,não há muito o que se comentar. Depp segue à risca sua interpretação já conhecida,e continua divertido como Jack Sparrow. Bill Nighy é o grande destaque, como o pirata amaldiçoado mais uma vez, e se torna um rival à altura do mítico Jack. Keira Knightley ganha mais desenvolvimento à trama, já o Bloom, perde pontos por sua inexpressividade e uma ausência de carisma dessa vez. O roteiro coloca os personagens em jornadas diferentes,  Jack procura o Baú da Morte para se salvar de um destino sombrio, enquanto Will e Elisabeth,separados à força,lutam para se reencontrar. Há quem diga que ele é mais sombrio que o visto anteriormente, mas a diversão continua bem garantida,com excelentes cenas de ação e humor. É interessante notar a tripulação do Davy Jones, formada por tripulantes esquisitos, devido há mais de um século de servidão no navio fantasma, eles tomam formas de criaturas marinhas e tornam-se uma atração a mais de ser observada de forma minuciosa.

Como sempre.tiveram os pontos negativos.Nesse aqui,mais uma vez a duração excessiva é questionável e os furos no roteiro também não passam despercebidos. Pelo fato dos fãs terem noção do que os esperam,em sua primeira hora de exibição, a história precisa ser apresentada sem pressa.Também, pelo fato do filme se encerrar sem conclusão,visto que, como dito, a intenção era fechar o arco com uma terceira produção, muita gente ficou insatisfeita,até mesmo porque teria de esperar mais um ano para isso. O trabalho do Zimmer também não foi digno de elogios. Padecendo de falta de inspiração, o maestro e compositor entrega um dos trabalhos mais frágeis de sua carreira. 

Ao contrário do antecessor, a recepção crítica ao segundo filme recebeu opiniões mistas. Algumas davam contas que a produção perdera já em sua segunda empreitada, o frescor e a originalidade do antecessor. Mas os fãs não estavam nem aí. O filme fez nada menos que 1. 066 179 725 dólares mundialmente, entrando na seletíssima lista dos filmes que ultrapassaram essa arrecadação. O filme acabou conquistando o Oscar, BAFTA Award ,e o Satellite Award e seis prêmios da Sociedade dos Efeitos Visuais,por melhores efeitos especiais. Outros prêmios incluem Filme Favorito, Filme de Drama, Ator (Johnny Depp) e Dupla na Tela (Johnny Depp e Keira Knightley) no People's Choice Awards; e Melhor Filme e Melhor Interpretação (Johnny Depp) no MTV Movie Awards.



 
Copyright © 2013 Infinitamente Nosso
Design by FBTemplates | BTT