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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Resenha Cinéfila - A Múmia

Como vimos nas colunas Inesquecíveis e Esquecíveis do cinema, a franquia A Múmia, iniciada em 1999, teve seus altos e baixos. O estúdio responsável, a Universal Pictures,após o sucesso financeiro de Drácula-A História Não Contada, de 2014, (confira a trajetória do Drácula na coluna dos Grandes Personagens) revelou que estava planejando criar um Universo Cinematográfico dos clássicos monstros dos filmes, e entre os filmes estava o reboot de A Múmia. Alguns nomes foram cogitados para a direção, mas quem ficou com o trabalho foi o Alex Kurtzman.

País - Estados Unidos
Ano - 2017
Duração - 107 min 
Direção - Alex Kurtzman
Produção - Alex Kurtzman, Chris Morgan, Sean Daniel, Sarah Bradshaw 
Roteiro - David Koepp, Christopher McQuarrie, Dylan Kussman
História - Jon Spaihts, Alex Kurtzman, Jenny Lumet
Gênero - Ação, Aventura, Fantasia, Terror
Música - Brian Tyler
Cinematografia - Ben Seresin
Edição - Paul Hirsch
Companhias produtoras - K/O Paper Products, Sean Daniel Company
Distribuição - Universal Pictures
Lançamento - Estados Unidos 9 de junho de 2017
Idioma - Inglês
Orçamento - US$ 125 milhões
Receita - US$ 183.367.746 Bilheteria atual clic aqui

Tom Cruise como Nick Morton.
Sofia Boutella como Princesa Ahmanet / A Múmia.
Annabelle Wallis como Jenny Halsey.
Jake Johnson como Sgto. Vail.
Courtney B. Vance como Col. Gideon Forster.
Russell Crowe como Dr. Henry Jekyll.
Javier Botet como Set
Selva Rasalingam como Rei Menehptre.
Dylan Smith como Lorenzo Montanari
Rez Kempton como Foreman

Marwan Kenzari como TBA

Na Mesopotâmia, séculos atrás, Ahmanet (Sofia Boutella) tem seus planos interrompidos justamente quando está prestes a invocar Set, o deus da morte, de forma que juntos possam governar o mundo.  Mumificada, ela é aprisionada dentro de uma tumba. Nos dias atuais, o local é descoberto por acidente por Nick Morton (Tom Cruise) e Chris Vail (Jake Johnson), saqueadores de artefatos antigos que estavam na região em busca de raridades. Ao lado da pesquisadora Jenny Halsey (Annabelle Wallis), eles investigam a tumba recém-descoberta e, acidentalmente, despertam Ahmanet. Ela logo elege Nick como seu escolhido e, a partir de então, busca a adaga de Set para que possa invocá-lo

Uma das ideias dessa nova produção,foi que,ao contrário dos filmes anteriores, a história se passaria contemporaneamente e traria novos elementos para a história dessa criatura, que dessa vez,não seria mais nenhum sacerdote amaldiçoado, mas uma princesa egípcia. O terror ficaria um tanto de lado, o filme seria mais voltado para a ação com uma mistura de humor.


Para encabeçar o elenco,o protagonista escolhido foi ninguém menos que o famosíssimo Tom Cruise, que não necessita de maiores apresentações. O astro dividiria a cena com alguns nomes pouco conhecidos, como Sofia Boutella, Annabelle Wallis, Jake Johnson e o oscarizado Russel Crowe.

Quem escreveu o roteiro foram alguns nomes badalados: David Koepp, Christopher McQuarrie e Dylan Kussman. O filme se inicia nos apresentando a filha do Faraó do Egito, a princesa Ahmanet, que faz um pacto com uma divindade mas acaba sendo condenada à mumificação. Após essa apresentação,a história vem para os dias atuais. Entra em cena o saqueador Nick Morton, que, buscando encontrar algum artefato ou riqueza que o tire da pindaíba, acaba acidentalmente encontrando o sarcófago da tal princesa e a despertando. Logicamente, sobra agora para o nosso azarado herói encontrar uma forma de impedir os planos da criatura e salvar o mundo.

Era fato que haveriam comparações com o famoso antecessor de 1999,que era uma aventura descompromissada, com toques à la Indiana Jones,e que, como destacado, é um pipocão gostoso até hoje de se assistir. O roteiro desse novo filme peca principalmente pelo fato de que,como adiantado, querem criar um universo compartilhado com outras produções, como a Disney vem fazendo com os personagens da Marvel e agora como a Warner vem fazendo com os da DC. Por querer mostrar que esse filme vai interligar com o que eles planejam para os próximos anos, que é trazer personagens como Frankenstein, Lobisomem, o Homem invisível, a partir já dessa produção se tenta criar uma conexão com tudo isso e por conta desse fato, a história padece de um melhor desenvolvimento. Essa tentativa de conectar e referenciar os personagens, como por exemplo o do Russel Crowe, que vive o dr. Jekyll do clássico O Médico e o Monstro,acaba criando uma certa confusão, cria cenas conflitantes e com isso,a trama principal acaba sendo um tanto colocada de lado.Além de não acrescentar nada de relevante à mesma. A entrada do Jekyll destoa por completo o que havia sido apresentado até então, a impressão é que pausaram o filme para introduzir uma outra trama.


Colocar o Tom Cruise como coadjuvante foi uma mistura de erro e acerto. O ponto positivo,é que o Cruise tem um público fiel, e geralmente o atrai para as salas de exibição, o que já dá aos produtores,uma certeza de retorno financeiro.ainda mais numa produção de 125 milhões.Sem falar que bate uma certa curiosidade em ver ele sair das tradicionais produções nas quais concentrou sua carreira nas últimas décadas.Nosso cinquentenário e carismático astro,como sabemos,é praticamente um astro dos filmes de ação nos dias atuais,ele deixou de lado a versatilidade dos anos 80 e 90,onde se aventurava nos mais diversos gêneros.Portanto,bate uma certa curiosidade em ver como ele se sai num filme recheado de elementos sobrenaturais.

Isso é o ponto negativo. Por agora ser um ator de ação, obrigatoriamente o roteiro tende a se prender em mostrar o Cruise nas mais loucas peripécias, regadas às habituais correrias que ele se proporciona,explosões e coisas do tipo. Ainda mais porque ele teima em dispensar dublês e encarar essas maluquices que vemos em cena. Cruise parece não acertar na construção do seu personagem, sai de suas características habituais e faz uma mescla de personalidades que não combinam com o que conhecemos dele.O recheio fica por conta do humor, o que tira a identidade ainda mais do filme,que não define o seu gênero. Seria terror ou comédia?

Mas os problemas vão mais além.A história é bem simplista e apela muito, principalmente em conceder à Múmia, tal qual o célebre Imhotep, poderes acima de qualquer coisa. Suas intenções são dúbias: escolher um homem para invocar em seu corpo, o deus Set, que irá governar o mundo a seu lado. E o "escolhido", lógico, é o azarado Cruise. Com isso, as personagens femininas limitam-se a coadjuvar em torno da estrela maior. Com essa trama pouco inspirada,recheiam o filme com muita ação e ponto final. Na parte técnica,outra bola fora é a péssima fotografia, que deixa o filme bastante escuro e dificultando o trabalho dos demais profissionais. A cenografia e os efeitos de maquiagem acabam prejudicados pela péssima visibilidade das cenas. Os pontos positivos ficam por conta da força motriz, que são as cenas de ação mais os efeitos especiais. A sequência de queda livre do avião é fantástica. Também não ignoremos os trabalhos de maquiagem,por mais que a fotografia queira atrapalhar.

Resumindo, a mais nova produção com essa criatura,( e o mais novo filme do Cruise,não ignoremos isso), não conquistou a crítica de forma alguma. Nos States,alguns apontam como sendo um dos piores ou o pior de sua carreira, enquanto em nosso país,também não se desmancharam de amores por ele. Mas o filme vem fazendo sucesso em alguns países, como a China. Em seu primeiro final de semana ele fez nada menos que 52,2 milhões de dólares. No resto do mundo, uma das mais recentes contagens já atingiam 142 milhões de bilheterias. Se vai chegar ao menos em meio bilhão,é pouco provável, mas deve ao menos recuperar seus custos e dar algum dinheiro aos produtores. Quanto ao Tom, ele deve voltar às telonas ainda esse ano,e para o próximo já temos a confirmação do 6º titulo de uma franquia encabeçada por ele que não decepciona nunca:Missão: Impossível.

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