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sábado, 24 de junho de 2017

Resenha Cinéfila - Piratas do Caribe - Navegando em Águas Misteriosas

Quatro anos depois da fraca terceira produção, os piratas mais icônicos dos últimos tempos retornaram, fazendo a festa para os seus fãs.

Venha conferir...
Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas
Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides
Direção - Rob Marshall
Produção - Jerry Bruckheimer
Produção executiva - Mike Stenson, Chad Oman, John De Luca, Barry Waldman, Ted Elliott, Terry Rossio
Roteiro - Ted Elliott, Terry Rossio
Baseado em On Stranger Tides, de Tim Powers, Pirates of the Caribbean, de Walt Disney
Gênero - Aventura
Música - Hans Zimmer
Direção de arte - John Myhre
Direção de fotografia - Dariusz Wolski
Figurino - Penny Rose
Edição - David Brenner, Wyatt Smith
Companhias produtoras - Walt Disney Pictures, Jerry Bruckheimer Films
Distribuição - Walt Disney Studios Motion Pictures
Lançamentos:
Portugal 19 de maio de 2011
Estados Unidos 20 de maio de 2011
Brasil 20 de maio de 2011
Idioma - Inglês
Orçamento - US$ 250 milhões
Receita - US$ 1.045.713.802

Johnny Depp como Capitão Jack Sparrow
Penélope Cruz como Angelica, a filha de Barba Negra
Ian McShane como Edward Teach / Barba Negra, o pirata capitão do Queen Anne's Revenge
Geoffrey Rush como Capitão Hector Barbossa, antigo capitão pirata
Kevin McNally como Joshamee Gibbs, o Primeiro Oficial de Sparrow.
Richard Griffiths como Rei Jorge II da Grã-Bretanha
Judi Dench como uma dama da sociedade.
Stephen Graham como Scrum, um pirata
Sam Claflin como Phillip Swift, um missionário.
Àstrid Bergès-Frisbey como Syrena, uma sereia.
Greg Ellis como Tenente Comandante Theodore Groves
Damian O'Hare como Tenente Gilette.
Keith Richards como Capitão Teague Sparrow, pai de Jack.
Sebastian Armesto como Rei Fernando VI da Espanha
Roger Allan como Henry Pelham.
Anton Lesser como Lorde John Carteret.

O capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) vai até Londres para resgatar Gibbs (Kevin McNally), integrante de sua tripulação no Pérola Negra. Lá ele descobre que alguém está usando seu nome para conseguir marujos em uma viagem rumo à Fonte da Juventude. Sparrow investiga e logo percebe que Angelica (Penélope Cruz), um antigo caso que balançou seu coração, é a responsável pela farsa. Ela é filha do lendário pirata Barba Negra (Ian McShane), que está com os dias contados. Desta forma, Angelica quer encontrar a Fonte da Juventude para que seu pai tenha mais alguns anos de vida. No encalço deles está o capitão Barbossa (Geoffrey Rush), que agora trabalha para o império britânico.

Bruckheimer novamente à frente da produção, deixou dessa vez o Gore Verbinski de lado e colocou o Rob Marshal para sentar na cadeira de diretor. O roteiro foi novamente de responsabilidade de Ted Elliot e Terry Rossio, que também se juntaram à produção executiva. O roteiro dessa vez foi inspirado no livro On Stranger Tides, de Tim Powers - que já havia inspirado o jogo The Secret of Monkey Island, da Lucas Arts. A trama da obra diz respeito à busca pela fonte da juventude, que é o elemento que irá impulsionar a busca dos personagens dessa obra.

Mais uma vez o orçamento chamou a atenção:se o antecessor gastou 300 milhões,o 4º filme queimou nada menos que 378.5 milhões,um absurdo.Só o cachê do Depp foi 130 milhões.Para baratear os custos,as filmagens dessa vez se afastaram um pouco do mar e foram para terra firme,assim como houve uma redução no uso dos efeitos especiais.

Entre o elenco, além do retorno de Depp e Rush, além de outros nomes já conhecidos dos fãs, tivemos duas baixas consideráveis, Orlando Bloom e Keira Knightley, cujos personagens não retornaram. O lugar da Keira foi ocupado por outra personagem, vivida pela conhecida Penélope Cruz. O filme ganha um novo antagonista, o famoso pirata Barba Negra, vivido pelo ator Ian McShane. Mal desenvolvido, ele não consegue ser tão interessante quanto os que já conhecemos, chegando a vestir a carapuça do personagem clichezão e pouco atraente. Para evitar os erros cometidos na última produção, o roteiro recebe um certo polimento e a trama é bem explicada ao espectador. Se o Jack foi quase um coadjuvante no Fim do Mundo, dessa vez ele assume o protagonismo.

Johnny Depp não perde o fio da meada e seu personagem ressurge com todos os conhecidos maneirismos. Porém, longe do ineditismo de suas primeiras aparições,o personagem começa a se tornar repetitivo, mas isso não tira a sua mítica e é ele quem continua segurando as pontas. E se o filme não apresenta nada de novo,ao menos aprenderam com os erros da infame terceira produção, e não querendo correr riscos, os responsáveis se prendem ao que dera certo com os dois primeiros filmes. Mesmo assim, não estamos livres de cenas maçantes, em especial o papo furado entre Sparrow e sua ex-namorada. Ao menos o filme é mais curto,finalmente aprenderam a não espichar a duração. O roteiro também não traz uma inovação, se prende a uma história básica, e sem as reviravoltas constantes e traições que marcaram o episodio anterior.

E a troca de diretores? Esperavam que o Marshal realizasse um trabalho superior ao do Gore e concedesse uma nova vitalidade à franquia. Pode-se dizer que houve até mesmo uma perda de qualidade, as cenas de batalha não foram bem orquestradas e o processo de fotografia também teve uma qualidade questionável, com um tom tão escuro que chega a incomodar. Talvez por não ter muita experiência com esse gênero,o seu trabalho ficou afetado.

Como ocorrera antes, a crítica dividiu as opiniões. Mas para os fãs, não importava muita coisa.Sparrow e seus companheiros tinham um público fiel e inabalável a pontos negativos. Mais uma vez o filme ultrapassou a bilheteria de 1 bilhão e 45 milhões, ficando atrás do Baú da Morte. Talvez até se imaginasse que a série poderia atracar seu navio com esse título, mas com essas arrecadações,só se os produtores estivessem loucos. O filme fechou com uma cena pós-crédito que já antecipava que o Jack não penduraria a espada.



sábado, 17 de junho de 2017

Resenha Cinéfila - Piratas do Caribe - No Fim do mundo

Como vimos anteriormente,essa sequência foi filmada paralela com o título antecessor. Justamente por isso,tanto a produção como o enredo seguem de onde nos despedimos dos personagens um ano antes.

Piratas do caribe: No Fim Do Mundo
Pirates of the Caribbean: At World's End
País - Estados Unidos
Ano - 2007
Duração - 168 min 
Direção - Gore Verbinski
Produção - Jerry Bruckheimer
Produção executiva - Mike Stenson, Chad Oman, Bruce Hendricks
Eric McLeod
Roteiro - Ted Elliott, Terry Rossio
Baseado em Pirates of the Caribbean, de Walt Disney
Gênero - Aventura
Música - Hans Zimmer
Direção de arte - Rick Heinrichs
Direção de fotografia - Dariusz Wolski
Figurino - Penny Rose
Edição - Craig Wood, Stephen Rivkin
Companhias produtoras - Walt Disney Pictures, Jerry Bruckheimer Films
Distribuição - Buena Vista Pictures
Lançamentos:
Estados Unidos 25 de maio de 2007
Brasil 25 de maio de 2007
Portugal 25 de maio de 2007
Idioma - Inglês
Orçamento - US$ 300 milhões
Receita - US$ 963.420.425

Johnny Depp como Capitão Jack Sparrow
Keith Richards como Capitão Teague
Orlando Bloom como Will Turner
Keira Knightley como Elizabeth Swann
Geoffrey Rush como Capitão Hector Barbossa,
Bill Nighy como Davy Jones
Tom Hollander como Lorde Cutler Beckett
Jack Davenport como Almirante James Norrington
Chow Yun-Fat como Capitão Sao Feng
Naomie Harris como Tia Dalma/Calypso
Stellan Skarsgård como "Bootstrap" Bill Turner
Kevin McNally como Joshamee Gibbs
Jonathan Pryce como Governador Weatherby Swann
Lee Arenberg e Mackenzie Crook como Pintel e Ragetti
David Bailie como Cotton
Martin Klebba como Marty

Lorde Cutler Beckett (Tom Hollander) e sua Companhia das Índias Orientais assumiram o controle do navio fantasma Flying Dutchman. Sob o comando do almirante James Norrington (Jack Davenport), saem matando piratas. Para salvar a pele dos que restam, Will Turner (Orlando Bloom), Elizabeth Swann (Keira Knightley) e o capitão Barbossa (Geofrey Rush) precisam reunir os Nove Lordes da Corte da Irmandade para tentar derrotar Beckett. O último que falta é Jack Sparrow (Johnny Depp), que está preso no baú de Davy Jones (Bill Nighy). Para salvar Sparrow, eles viajam até Cingapura e enfrentam o pirata Sao Feng (Chow Yun-Fat) para recuperar os mapas que os levarão ao fim do mundo, onde está o último dos nobres.


Um dos atrativos da terceira produção foi o seu orçamento: 300 milhões de dólares, fazendo do filme, o mais caro já produzido em Hollywood, algo tão monstruoso quanto o Kraken, o monstro que assombra os 7 mares nessa franquia. Com essa enxurrada de dinheiro no orçamento, o novo título tornou-se absurdo nos efeitos especiais principalmente. Personagens que julgávamos mortos, retornam do fundo do oceano também. Em Hollywood, a morte nunca é uma certeza.

Com tanta coisa acontecendo nesse título, o roteiro torna-se uma confusão só. Deixaram muitas pontas abertas,e fatos precisando de esclarecimento. Por conta disso, o humor, que se fez presente e aliviava certas situações nos antecessores, é bem menor. O filme é mais sombrio e a necessidade de se explicar tudo e amarrar as pontas, as reviravoltas intermináveis e o excesso de diálogos,torna o filme enfadonho. Para completar, a longa duração, (quase 3 horas) não ajuda em nada. O filme acaba se arrastando com uma história confusa, e recheada de efeitos para tentar compensar as falhas enormes vistas nessa produção, que só não naufraga por completo, principalmente graças ao apelo e carisma do Johnny Depp com seu personagem.

Porém, o Jack praticamente se torna um coadjuvante em seu terceiro filme. Como dito, o roteiro é cheio de reviravoltas, e numa dessas, quem mais se destaca é justamente o Davy Jones, vivido pelo Bill Nighy. Mas, ele não está só no posto de antagonista. O Lorde Cutler Beckett , vivido pelo ator Tom Hollander ocupa papel de destaque nessa sequência. O filme também erra por repetir fatos que vimos anteriormente. Comprova que em seu terceiro ato,a fórmula dos piratas começou a naufragar, boiando numa mesmice que já não possui tantos atrativos.

Mas se destacamos até agora os pontos negativos, por que não dar uma chance aos positivos? Graças ao bom processo de edição, a ação quando ocorre, é ininterrupta, com boas cenas de batalhas, regadas pelos efeitos e os cenários continuam impressionando. Uma curiosidade no elenco é a presença do sujeito que serviu de inspiração para o Johnny Depp criar seu personagem. Ninguém menos que o Keith Richards, vivendo justamente o pai do Jack Sparrow.

Mesmo com o esplendor do orçamento e seus efeitos impressionantes, esse título não angariou muita simpatia dos críticos, que reconheceram seus pontos positivos mas foram unânimes em declarar que a história não era nenhum tesouro. O filme é sim, o mais fraco dessa trilogia, mantendo aquela velha máxima do terceiro filme, que poucos conseguem quebrar. Apesar disso, foi mais uma vez um sucesso de arrecadação, com mais de 963 milhões nas bilheterias.



domingo, 11 de junho de 2017

Resenha Cinéfila - Piratas do Caribe - O Baú da Morte

O enorme sucesso crítico e de bilheteria rendeu seus frutos.3 anos depois.Jack Sparrow e sua trupe retornaram para uma nova aventura em alto mar.Uma das ideias dos executivos da Disney era desde o início fazer uma trilogia. Visto que a produção anterior emplacou muito bem e os personagens,em especial o do Depp,tinham força junto ao público,a ideia seguia em frente.

Piratas do Caribe - O Baú da Morte
Dead Man's Chest
País - Estados Unidos
Ano - 2006
Duração - 151 min 
Direção - Gore Verbinski
Produção - Jerry Bruckheimer
Produção executiva - Mike Stenson, Chad Oman, Bruce Hendricks, Eric McLeod
Roteiro - Ted Elliott, Terry Rossio
Baseado em Pirates of the Caribbean, de Walt Disney
Gênero - Aventura
Música - Hans Zimmer
Direção de arte - Rick Heinrichs
Direção de fotografia - Dariusz Wolski
Figurino - Penny Rose
Edição - Craig Wood, Stephen Rivkin
Companhias produtoras - Walt Disney Pictures, Jerry Bruckheimer Films
Distribuição - Buena Vista Pictures
Lançamentos:
Estados Unidos 7 de julho de 2006
Portugal 20 de julho de 2006
Brasil 21 de julho de 2006
Idioma - Inglês
Orçamento - US$ 225 milhões
Receita - US$ 1.066.179.725
Johnny Depp como Capitão Jack Sparrow
Orlando Bloom como Will Turner
Keira Knightley como Elizabeth Swann
Bill Nighy como Davy Jones, o capitão do Holandês Voador
Jack Davenport como James Norrington
Stellan Skarsgård como "Bootstrap" Bill Turner
Tom Hollander como Lorde Cutler Beckett
Kevin McNally como Joshamee Gibbs
Lee Arenberg como Pintel
Mackenzie Crook como Ragetti
David Bailie como Cotton
Jonathan Pryce como Governador Weatherby Swann

Elizabeth Swann, a filha do governador Weatherby, está prestes a se casar com o ferreiro Will Turner. Porém o evento é atrapalhado pela ameaça de Davy Jones (Bill Nighy), o capitão do assombrado navio Flying Dutchman, que tem uma dívida de sangue com o capitão Jack Sparrow, amigo do casal. Temendo ser amaldiçoado a uma vida após a morte como escravo de Jones, Sparrow precisa encontrar o misterioso baú da morte para escapar da ameaça.

Em time que está ganhando não se mexe. O produtor Jerry Bruckheimer voltou a se reunir com o Gore Verbinski e grande parte da mesma equipe técnica do filme anterior. Hans Zimmer agora assumiria a trilha sonora e os roteiristas Ted Elliott e Terry Rossio iriam desenvolver o roteiro entre eles mesmos,sem mais ninguém agregando ideias. Da mesma forma,o elenco visto anteriormente retornou,com outros nomes se juntando a eles. O grande destaque dos estreantes na produção,foi o ator Bill Nighy, interpretando o novo antagonista,o Davy Jones.Outro veterano ingressou o elenco, o conhecido Stellan Skarsgard.

Os roteiristas percorreram o mesmo caminho da produção antecessora, uma história sobrenatural como pano de fundo para colocar os personagens em ação. Para isso, se inspiraram na lenda do Holandês Voador, um famoso navio-fantasma, que, segundo suas histórias, sempre seria visto vagando acima das ondas, de forma inexplicável,em noites de tempestade. O tal navio seria comandado por um  capitão que vaga pelos mares, procurando almas para servir em seu navio por um século. Davy Jones seria o capitão desse navio, e não suportando a dor de perder seu verdadeiro amor, ele arrancou seu próprio coração e o colocou no Baú da Morte, enterrando-o em um lugar secreto. Ele se tornou uma criatura bizarra, parte polvo, parte caranguejo, parte homem. Essa história se tornaria um arco, que se finalizaria na terceira produção.

O novo filme foi uma produção muito maior que a anterior,com custo de 225 milhões. As locações ocorreram em lugares variados, ao contrário da Maldição do Pérola Negra, tendo de ser necessárias as construções de muito mais cenários. Mais uma vez a Light e Magic se responsabilizou pelos efeitos, muito mais trabalhosos, principalmente os que dariam vida ao Davy Jones.

Em relação ao elenco e seus personagens,não há muito o que se comentar. Depp segue à risca sua interpretação já conhecida,e continua divertido como Jack Sparrow. Bill Nighy é o grande destaque, como o pirata amaldiçoado mais uma vez, e se torna um rival à altura do mítico Jack. Keira Knightley ganha mais desenvolvimento à trama, já o Bloom, perde pontos por sua inexpressividade e uma ausência de carisma dessa vez. O roteiro coloca os personagens em jornadas diferentes,  Jack procura o Baú da Morte para se salvar de um destino sombrio, enquanto Will e Elisabeth,separados à força,lutam para se reencontrar. Há quem diga que ele é mais sombrio que o visto anteriormente, mas a diversão continua bem garantida,com excelentes cenas de ação e humor. É interessante notar a tripulação do Davy Jones, formada por tripulantes esquisitos, devido há mais de um século de servidão no navio fantasma, eles tomam formas de criaturas marinhas e tornam-se uma atração a mais de ser observada de forma minuciosa.

Como sempre.tiveram os pontos negativos.Nesse aqui,mais uma vez a duração excessiva é questionável e os furos no roteiro também não passam despercebidos. Pelo fato dos fãs terem noção do que os esperam,em sua primeira hora de exibição, a história precisa ser apresentada sem pressa.Também, pelo fato do filme se encerrar sem conclusão,visto que, como dito, a intenção era fechar o arco com uma terceira produção, muita gente ficou insatisfeita,até mesmo porque teria de esperar mais um ano para isso. O trabalho do Zimmer também não foi digno de elogios. Padecendo de falta de inspiração, o maestro e compositor entrega um dos trabalhos mais frágeis de sua carreira. 

Ao contrário do antecessor, a recepção crítica ao segundo filme recebeu opiniões mistas. Algumas davam contas que a produção perdera já em sua segunda empreitada, o frescor e a originalidade do antecessor. Mas os fãs não estavam nem aí. O filme fez nada menos que 1. 066 179 725 dólares mundialmente, entrando na seletíssima lista dos filmes que ultrapassaram essa arrecadação. O filme acabou conquistando o Oscar, BAFTA Award ,e o Satellite Award e seis prêmios da Sociedade dos Efeitos Visuais,por melhores efeitos especiais. Outros prêmios incluem Filme Favorito, Filme de Drama, Ator (Johnny Depp) e Dupla na Tela (Johnny Depp e Keira Knightley) no People's Choice Awards; e Melhor Filme e Melhor Interpretação (Johnny Depp) no MTV Movie Awards.



domingo, 4 de junho de 2017

Resenha Cinéfila - Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra


Mais uma sequência de um blockbuster de enorme sucesso retorna esse mês aos cinemas. Será o 5º filme da franquia Piratas do Caribe, que deu aos fãs de aventura,um personagem impagável,o cômico e atrapalhado Jack Sparrow, vivido pelo famoso Johnny Depp. Como é nosso hábito, vamos destrinchar nessa coluna, todos os filmes lançados até o momento, concluindo com a resenha da mais nova produção.

Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra
Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl
País - Estados Unidos
Ano - 2003
Duração - 143 min 
Direção - Gore Verbinski
Produção - Jerry Bruckheimer
Produção executiva - Mike Stenson, Chad Oman, Bruce Hendricks
Paul Deason
Roteiro - Ted Elliott, Terry Rossio, Stuart Beattie, Jay Wolpert
Baseado em Pirates of the Caribbean, de Walt Disney
Gênero -  Aventura
Música - Klaus Badelt, Hans Zimmer
Direção de arte - Brian Morris
Direção de fotografia - Dariusz Wolski
Figurino - Penny Rose
Edição - Craig Wood, Stephen Rivkin, Arthur Schmidt
Companhias produtoras - Walt Disney Pictures, Jerry Bruckheimer Films
Distribuição - Buena Vista Pictures
Lançamentos:
Estados Unidos 9 de Julho de 2003
Brasil 29 de Agosto de 2003
Portugal 5 de Setembro de 2003
Idioma - Inglês
Orçamento - US$ 140 milhões
Receita - US$ 654.264.015
Johnny Depp como Capitão Jack Sparrow
Geoffrey Rush como Capitão Hector Barbossa
Orlando Bloom como Will Turner
Keira Knightley como Elizabeth Swann
Jack Davenport como Comodoro James Norrington
Jonathan Pryce como Governador Weatherby Swann
Kevin McNally como Joshamee Gibbs
Damian O' Hare como Tenente Gilette
Lee Arenberg como Pintel
Mackenzie Crook como Ragetti
Zoë Saldaña como Anamaria
David Bailie como Cotton
Martin Klebba como Marty

Em pleno século XVII, o pirata Jack Sparrow (Johnny Depp) tem seu navio saqueado e roubado pelo capitão Barbossa (Geoffrey Rush) e sua tripulação. Com o navio de Sparrow, Barbossa invade e saqueia a cidade de Port Royal, levando consigo Elizabeth Swann (Keira Knightley), a filha do governador (Jonathan Pryce). Decidido a recuperar sua embarcação, Sparrow recebe a ajuda de Will Turner (Orlando Bloom), um grande amigo de Elizabeth que parte em seu encalço. Porém, o que ambos não sabem é que o Pérola Negra, navio de Barbossa, foi atingido por uma terrível maldição que faz com que eles naveguem eternamente pelos oceanos e se transformem em esqueletos à noite.

2003 foi o ano em que o capitão Jack Sparrow desembarcou nas telonas de cinema do mundo todo. Com produção do conhecido Jerry Bruckheimer e direção do Gore Verbinski, o roteiro do filme foi baseado na verdade,num brinquedo chamado Pirates of the Caribbean dos parques temáticos da Walt Disney Parks and Resorts. Não por menos,uma das produtoras foi os estúdios Disney.

Um dos cabeças do filme foi o Bruckheimer.Ao se envolver no projeto, ele pediu aos roteiristas  Ted Elliott e Terry Rossio desenvolverem a história, a recheando de um elemento sobrenatural. Na verdade, anterior a esses dois,outros nomes estavam escrevendo a trama, Jay Wolpert desenvolveu um roteiro baseado no brinquedo em 2001 e Stuart Beattie o reescreveu no início de 2002.

Um fato é que, o gênero Piratas, estava naufragado há tempos em Hollywood. Uma da últimas produções nesse estilo, A Ilha da Garganta Cortada (1995), além de ter sido um horrendo fracasso de bilheteria, ainda é visto até hoje como um dos piores filmes de todos os tempos. Foi a ideia de tentar resgatar esse tipo de produção, que atraiu o diretor Gore Verbinski, tanto pela possibilidade de utilizar tecnologia moderna para a obra como homenagear o brinquedo que ele próprio se divertira em algum momento de sua vida.

Das ideias surgiu o inigualável Jack Sparrow,um pirata falastrão, malandro e acima de tudo, atrapalhado, que sempre consegue se sair com certas trolagens, das mais difíceis situações.O figura ficou conhecido por suas histórias mirabolantes e recheadas de falta de credibilidade,que dão conta de que ele teria escapado de uma ilha deserta onde fora abandonado. O escolhido para viver o personagem foi o conhecidíssimo Johnny Depp. Um fato ainda mais curioso, foi o tom de interpretação escolhido por Depp para viver o pirata.

Sparrow tem um trejeito afetado, insinuando uma possível homossexualidade. O ator conta que se inspirou em figuras conhecidas tanto do cenário musical como até mesmo de personagens de animações. Suas inspirações teriam sido o guitarrista do famoso grupo Rolling Stones, o Keith Richards e o personagem Looney Tunnes, Pepe Le Gambá, (ou Pepe Le Pew). A atuação do Johnny não caiu no agrado dos executivos da Disney, mas ele sabia bem o que estava fazendo.

O restante do elenco foi formado por rostos bem conhecidos: Orlando Bloom, na época, em alta por conta da trilogia O Senhor dos Anéis,viveria o ferreiro Will Turner. A lindinha Keira Knightley viveria o interesse romântico de Will, a Elisabeth Swann. O veterano Geoffrey Rush seria o antagonista do capitão Sparrow, o capitão Hector Barbossa. Jonathan Pryce seria o  Governador Weatherby Swann, E Jack Davenport como Comodoro James Norrington.

Na parte técnica,o filme agregou equipes e profissionais de respeito. A empresa responsável pelos efeitos especias foi a Industrial Light e Magic,do George Lucas.A trilha sonora ficaria por conta do  compositor Klaus Badelt, em parceria com o conhecido Hans Zimmer, que anteriormente trabalhara com o Gore em O Chamado (detalhes sobre esse filme estão na coluna dos Inesquecíveis do Cinema).

Um dos grande atrativos do filme,além das locações impressionantes e a cenografia, são os figurinos detalhados dos personagens, uma atração à parte. Mas é nos personagens altamente carismáticos que estão a grande força da obra, especialmente no trio Sparrow/Turner/Swann.

Johnny Depp toma o filme para si,e constrói um de seus maiores personagens em toda a sua carreira. Com um currículo de personagens memoráveis,seu Jack Sparrow não poupa os fãs, com altas doses de língua afiada, maneirismos, malandragem e esperteza, o capitão Jack encara todo tipo de situação, sempre se dando bem, (ou não), nas mais variadas situações que ele encara. Mostrando aos executivos que o olhavam com desconfiança que ele estava seguro em sua interpretação, Depp arrebata os fãs da obra no instante em que surge com seus trejeitos duvidosos. Não por menos, sua atuação foi indicada ao Oscar daquele ano.

Olrlando e Keira tem uma ótima química e convencem com sua paíxão reprimida um pelo outro. Não se deixando ofuscar pelo excelente Depp, eles tem seu espaço para brilhar e não ficarem relegados a meros coadjuvantes. Seus personagens se tornam peças-chaves para a trama e irão encarar toda a sorte de aventuras no mar, andar na prancha, procurar tesouros e quebrar maldições. O veterano Rush se torna também um bom antagonista, com sua tripulação amaldiçoada.

O roteiro faz uma mistura de humor e aventuras como não se via desde o famoso Indiana Jones, logicamente, não comparando os gêneros, mas sim a magia por trás das produções. E ainda faz referência aos brinquedos no qual o roteiro se baseia, com detalhes em certas cenas que quem conhece o parque,percebe de imediato. Talvez o ponto negativo seja a duração excessiva, o filme poderia terminar com uns 20 minutos a menos. Também tem as subtramas dispensáveis e certas repetições de sequências. Mas no conjunto da obra, o filme se saiu bem. Existiam temores que o filme poderia ser um fracasso, principalmente por conta do gênero escolhido. Mas o que aconteceu foi o contrário. Muito bem recepcionado pela crítica, o filme foi um excelente sucesso de bilheteria. Com custo de 140 milhões, arrecadou mais de 654 milhões. Foi o quarto filme de maior bilheteria do ano de 2003.

Por sua interpretação do Capitão Jack Sparrow, Johnny Depp venceu um Screen Actors Guild Award de Melhor Ator, um MTV Movie Award e um Empire Award, ele também foi indicado a um Golden Globe, um BAFTA Award e um Oscar de Melhor Ator, com o filme sendo também indicado nas categorias de Melhor Maquiagem, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som  e Melhores Efeitos Visuais.  Venceu o BAFTA Award de Melhor Maquiagem, o Saturn Award de Melhor Figurino  e o People's Choice Awards de Filme Favorito.


E claro não poderíamos deixar de registrar uma grande falha neste filmaço, reparem em um cowboy, com um chapéu branco, participando da cena no lado esquerdo da imagem.




 
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