BREAKING
Mostrando postagens com marcador Dom Rafael Boareto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dom Rafael Boareto. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de março de 2016

S & M Society - Dicas do Jogo para Dominantes


Seja paciente! Até que você entre em um contrato com um submisso, você não tem mais direito de ordenar-lhe em torno do que ninguém. Dê o seu tempo para conhecer você e como você é e sutileza são elementos importantes de uma posição dominante. Da mesma forma, força e suavidade caminham lado a lado. A sensibilidade e a consciência (ou falta dela) que você mostra no mundo real é susceptível de ser repetido no parque infantil.

Seja humilde. Você pode ser Deus/Deusa de presente para o mundo, mas ninguém precisa ouvir ou quer ouvi-lo. Você terá muitas oportunidades para mostrar o quão bom você é e muitas oportunidades de fazer um tolo de si mesmo. Não importa o que você diz, o "verdadeiro eu" irá mostrar através de uma cena. Não prepare-se para uma falha do desenvolvimento das expectativas que você sabe que nunca poderá alcançar.

Esteja aberto. Embora o top é classicamente considerado como o professor em SM, você sempre pode aprender a partir do seu sub, não importa o quão inexperiente. Esteja disposto a aprender com outros Dominadores que podem ter uma perspectiva totalmente diferente da sua. Tente se aproximar viagens por agora familiar com uma atitude de espanto e de descoberta. Esteja ciente de que todo mundo tem o seu ou o seu próprio estilo pessoal.

Comunique-se! Você é responsável por descobrir informações básicas essenciais sobre as pessoas que você jogar, como a experiência, os limites, gostos e desgostos, e informações sobre saúde. SM Jogado sem esse conhecimento é como uma roleta russa. Fale sobre sua cabeça espaço e sua visão do SM com a sua parte inferior, de modo que eventuais incertezas podem ser tratadas antes que você comece a jogar. Definir claramente os papéis, regras, limites e contratos. Não tome por garantido que o seu sub sabe instintivamente as regras do jogo .

Seja honesto. Se você não tiver experiência em uma área que o seu sub gostaria de experimentar, ser honesto sobre isso. Seu parceiro tem o direito de saber isso. Seja honesto com você mesmo e tomar sua submissa apenas para aqueles níveis em que você está totalmente no controle da situação. A segurança deve ser sempre a primeira preocupação, tendo prioridade sobre o quão quente é uma sessão em particular.

Seja sensível. Há uma linha muito tênue entre: sensíveis, carinhosos dominantes e auto-justifica torrão arrogante, insensível. A cena deve ser uma síntese criativa de suas necessidades e fantasias e às necessidades e fantasias do outro. Embora, na superfície, seu submisso é servi-lo, o que realmente está acontecendo é que o dominante e o submisso estão servindo uns aos outros. Ganhe a confiança completa de seu submisso e nunca violar ou ameaçar que vai quebrar essa confiança. Sua apresentação é um presente para você. Use-a adequadamente.

Seja realista. Fim da cena com sub querendo mais, não querendo ter havido menos. Lembre-se que o poder, controle e sensibilidade são as chaves, e não apenas a intensidade da estimulação. Seja claro sobre o que é fantasia, e tem pouco a ver com o que funciona na prática. Seus livros ilustrados favoritos pornô podem ser estimulantes em si, mas não tente imitá-los até o último detalhe.

Ser realmente dominante! Submissas à procura de alguém que vai assumir o seu corpo e mente, e não apenas para a força bruta. As pessoas reais são procuradas, não apenas de papelão imagens de anúncios de cigarro ou estereótipos machistas. Seu domínio realça toda a sua existência. Não cobrir ou substituto para outras áreas de sua vida que é você . Faça a sua queda submissa no amor com você, e esperar que ele ou ela para dar a si mesmo até você totalmente.

Acompanhamento das regras, esperar obediência, e punir adequadamente quando é chamado. Não fugir de sua responsabilidade para o sub. Seja confiável e esperar a confiança. Você concordou em assumir o papel dominante agora assuma.

Ser saudável! Atividade extenuante, SM exige que seus participantes a saúde física e emocional superior. Muitos fatores, incluindo a quantidade que você dorme, seus hábitos alimentares, e seu consumo de álcool e drogas afetam seu desempenho e resistência durante uma cena. Não tente fazer SM quando a sua energia física ou emocional é baixo. Como uma posição dominante que têm uma responsabilidade especial de estar no controle de si mesmo e no topo da cena. Eu posso fazê-lo de qualquer maneira " viola a sua confiança em você e Submissas pode ser perigoso. Se você não quer aceitar as responsabilidades, você não deve jogar o jogo!

Divirta-se! Afinal, o sexo é toda sobre ter um bom tempo. Você ganhou , e você tem direito ao original, prazeres intensos que vêm jogar SM responsável, criativo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

BDSM Society - Ter uma Submissa

Ter uma submissa não é ter apenas um corpo para abusar, usar, maltratar, marcar ou satisfazer qualquer outra de suas parafílias, quando quiser e da forma que desejar. Não é apenas dar ordens e usar a linguagem feudal. Não é apenas decorar a definição de BDSM, Bondage, Shibari, Sadomasoquismo etc. E achar que é um verdadeiro mestre na dominação.
 
Ter uma submissa é ter uma mulher que lhe dará a alma e esta irá te pertencer por toda a eternidade. É ter uma mulher que fará de tudo para te fazer feliz, como Dominador, como baunilha, como chocolate ou como qualquer outra definição tosta que queira usar para te definir dentro desse seu microuniverso que gosta de chamar de “domínios”.
 
Ter uma submissa é ter uma mulher que no seu dia a dia irá trabalhar normalmente e, quando estiver na sua presença, irá ajoelhar aos seus pés e implorará para que você a humilhe, a penetre, a arrombe, faça dela o que você quiser, pois você é o Dono.
 
Mesmo assim, depois de fazer tudo isso e até algo a mais que sua imaginação perversa possa querer, no fim, quando estiver tudo terminado, as velas estiverem sido apagadas, o chicote não estará mais cortando o ar e nem marcando a pele dela, neste momento ela irá olhar nos teus olhos com a voz trêmula e irá dizer: “Eu te amo demais, Dono. Obrigada por me fazer sua!”.
 
Você com um sorriso de satisfação, por ter proporcionado àquela pequenina criatura um prazer que não poderia ser traduzido em palavras, irá dizer: “Eu também te amo muito, minha cadelinha. Tenho muito orgulhoso e estou feliz por você me pertencer!”.
 
Sim, desse jeito mesmo. Um declarando amor ao outro, após uma sessão. Dessa forma mesmo sem bordões linguísticos usados nos feudos. Sem exibições em lugares públicos. Apenas os dois. Da forma mais primitiva que pode haver entre um homem e uma mulher. Quando isso acontecer, O Dominador terá a sua submissa. E a submissa será de um Dominador.
 
LuciusGhostwish

Compartilhado por BDSM Society



sábado, 8 de agosto de 2015

BDSM Society - Barreiras de uma Submissa

Sabe qual é o grande diferencial entre as subs que se realizam e as que ainda não alcançaram seus sonhos?!?!?

Tem uma barreirinha que elas conseguiram superar. Todas elas tiveram uma barreira inicial, que travava, limitava... Um desconforto, um medo. Mas tiveram coragem pra derrubar a barreira, adquiriram confiança e conforto pra servir.

Em cada história de sucesso vc vê um "conforto" em servir, não que signifique facilidade, conforto significa que aceitaram seu papel, aceitaram o papel do Dono a tal ponto que não queriam outra coisa além daquilo.

A caminhada inicial, de formação da sub, quase se resume a isto, vencer a barreira e deixar fluir.

Tem o que se aprende, claro, mas só se aprende, só se absorve quando se permite, quando não existe filtro, barreira impedindo.

Em cada sub que se torna referência, exemplo se destaca a fluidez da submissão, pq quando existe fluidez, tudo é natural, acaba convergindo para o que foi ensinado.

Se vc acha que uma sub lembra-se do que foi ensinado no momento exato que recebe uma ordem, se engana, ela não é tomada por pensamentos do tipo: sub deve fazer isto, sub não deve questionar, sub não deve argumentar, etc... Estes pensamentos são as barreiras, limitadores. No momento exato que a sub recebe uma ordem ela só tem um pensamento: obedecer da melhor maneira possível, fazer o seu melhor.

Evidentemente está implícito que a ordem respeita a consensualidade, caso contrário, toda e qualquer reação contrária é plenamente justificada.

Existe uma frase comum no meio: a submissão é libertadora.

Pq é quando vc consegue fazer tudo que deseja e desejou, sem medo. Observe a qtde de desejos, vontades, expectativas que levam alguém a se descobrir submissa, imagina a alegria de poder realizar, fazer sem medo, sem pudor, sem se sentir julgada. É a liberdade de ser o que de fato vc é.

Mas nenhuma sub consegue isso de maneira fácil, todas enfrentaram suas barreiras, provavelmente todas pensaram em desistir.

Fluir significa que se tem a percepção de que é sua submissão que vem na frente, nada mais interfere, é isto que agrada ao Dono, é isto que a destaca, que a torna atraente, especial, orgulho de seu Senhor. Nenhum outro artifício vale mais que a própria submissão.
O entendimento da submissão envolve perceber que não precisa agradar com roupas, com erotismo, com apelo de qualquer espécie, exceto quando desejo do Dono, compõe o entendimento de que se sua submissão é natural e intuitiva, isto basta. É uma das barreiras a superar, entender o que de fato é importante pra uma sub e se sentir capaz de se doar neste objetivo, na entrega.

Portanto, não é no aprendizado que se falha, não existe um caminho longo de aprendizado, existe sim uma dificuldade em derrubar a barreira, se libertar.

Ser sub é confiar, deixar tudo na mão do Dono. Se vc não tem conseguido isso, se vc faz as coisas sempre com uma ressalva, sinal que a informação, antes de ser recebida por vc, passa pela barreira, sofre um sobressalto, um filtro, não flui.

Tudo que é conversado, tratado entre Dom e sub serve como norte, mas é quando começa a ser natural, mais próxima estará de ser a sub que deseja.

A barreira envolve história de vida, formação, conceitos... Não é fácil se libertar de bagagem tão grande, de tantos medos, receios. Mas servir é saltar no escuro, caminhar sem medo.

Existe apenas um pequeno detalhe... Ou imenso detalhe... Superada a barreira, que tipo de sub se revela?

Cabe ao Dom olhar além da barreira. Como quando olhamos por cima do muro pra ver como é uma casa, ou olhamos através das grades e cercas. Vc não vê o muro, a grade, a cerca, vc vê o que fica por trás. Buscamos onde dorme a sub, tentamos ver que tipo de sub é. A habilidade de um Dom começa a ser medida ai, na capacidade que tem de enxergar a sub, de acertar na leitura. Pode errar e perder oportunidades, pode acabar comprando um problema, mas pode acertar e encontrar uma bela sub.

O sucesso dos relacionamentos passa pelo sucesso da leitura, do entendimento, da afinidade, da cumplicidade e, fundamentalmente, da confiança.

Se uma sub dorme em vc, o que é preciso pra ela agir com tamanha liberdade? Que vc a permita. O baunilhismo costuma ser uma barreira, uma barreira composta de histórias, medos, coisas que ouviu, que aprendeu... Tem de tudo ali, normalmente essa barreira impede não só a sub, mas te impede de ser feliz. Por isto a sub ajuda a baunilha e vice versa, pq se vc consegue libertar a sub, vc consegue libertar a mulher.

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

BDSM Society - Safeword - "Seu uso e o porque usar nas praticas do BDSM"

“Safeword” – Palavra de segurança, previamente combinada entre as partes envolvidas numa atividade BDSM, para indicar que se atingiu determinado tipo de limite, físico ou psicológico, ou que alguma coisa não está bem, como por exemplo cãibras, tonturas, dificuldade na respiração, etc., ou simplesmente que não se está a ter prazer e se quer parar. Esta palavra é geralmente usada pelo “bottom”, mas pode igualmente ser usada pelo “Top”. O uso da “safeword” não é sinal de fraqueza e deve ser usada e respeitada, sem qualquer tipo de julgamento ou ressentimento.

As “safewords” são, como é óbvio, de escolha pessoal e devem ser fáceis de memorizar e ser sempre relembradas antes de iniciar qualquer atividade. No fundo são uma forma simples e fácil de comunicar. Para evitar confusões, desentendimentos ou atrapalhações não devem ser escolhidas “safewords” diferentes cada vez que se faz uma sessão ou se muda de parceiro.
 
Palavras ou expressões, como “pára” ou “não”, passíveis de “escaparem” inadvertidamente durante uma sessão BDSM, ou muitas vezes usadas em “jogos” de resistência (“resistance play”), onde essas expressões não significam parar, não devem ser utilizadas. A safeword reconhecida universalmente é “Safeword”. Há quem prefira usar um sistema de “safewords” universal ,mais completo, como “Vermelho”, “Amarelo” e “Verde”, para sinalizar parar, abrandar (chamar a atenção para algo que esteja a incomodar, como uma corda, ou mudar o local da estimulação) e avançar (ou aumentar a intensidade), respectivamente.

O fato de existirem “safewords” não significa uma delegação da responsabilidade no “bottom” e tem de existir uma atenção permanente por parte do “Top” aos sinais que possam denunciar que alguma coisa não está bem, como a respiração, contrações musculares, etc. Certas práticas, física e/ou psicologicamente mais intensas, podem conduzir a um estado de êxtase – “subspace”, em que o indivíduo perde a sensibilidade à dor e em certa medida a consciência, devido à produção excessiva de endorfinas. Nestes casos, não existe normalmente a coerência necessária para proferir a “safeword”, aumentando o risco de eventuais danos. A monitorização constante do comportamento do “bottom” durante uma sessão mais intensa é fundamental para que se possa identificar a situação e parar imediatamente.

Em determinadas situações em que não é possível falar, como o uso de mordaças, máscaras ou outros objetos de inserção oral, a “safeword” deverá ser substituída por um sinal ou gesto de segurança – “safesign”, como levantar uma mão, agitar a cabeça, ou deixar cair um objecto da mão, por exemplo.

As “safewords” e “safesigns” podem gerar um sentimento de segurança e consensualidade, mas de nada servem ao “bottom”, particularmente se estes estiverem total ou parcialmente imobilizados, na presença de um “top” que não seja íntegro, sério e respeitador. O não respeitar uma “safeword” é sinônimo de quebrar a Consensualidade, deixando de ser BDSM para passar a ser abuso/violência, ou seja, crime punível por lei.

Site Estilo BDSM

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

BDSM Society - Ponto de vista: "Mestre"

1. Ninguém nasce Mestre. Ser Mestre é algo que se aprende e, principalmente, se merece.

2. Nenhum Mestre merece seu submisso. Se ele se entregou a você, receba-o como um presente.

3. A submissa dá tudo sem pedir nada em troca. Mas, mesmo sem que ele peça nada, há uma coisa que é essencial dar: razão para confiar.

4. Tua submissa já existia antes de se entregar a você. Ela tem uma história, um passado e uma personalidade e não há outra pessoa no mundo igual a ela. Ela não é e não deve ser tratado como um objeto que possa ser moldado de acordo com tuas fantasias pré-definidas. Pode conquistá-la. Pode e deve educá-la ao teu gosto e para teu prazer. Mas tem que ser inteligente o bastante para construir isto se baseando no que ela já é. Isto tem nome, se chama “respeito”.

5. Você é quem dá as ordens e dita as regras. Quando uma ordem é dada, é para ser obedecida. Por isto, pense bem antes de decidir e mandar o que quer que seja.

6. Se tua submissa sentir prazer sendo desprezado ou tratado com indiferença, desempenhe tal papel. Mas nunca o despreze ou seja indiferente a ele na realidade.

7. Estude tua submissa com tanta atenção como ela te estuda. Ou ainda com mais.

8. Não confunda prazer com felicidade. É teu direito exigir que tus submissa te dê prazer, muitas vezes, aliás, sem que ele receba nenhum em troca. Mas temos o dever de lhes fazer feliz e vice-versa.

9. Lembre-se: nem sempre está claro para a submissa o que lhe dá prazer ou não dá. E, muitas vezes, nem para nós mesmos. Com cuidado e carinho, tudo é possível.

10. Faça com que tua submissa cresça, se desenvolva, veja prazer em te servir bem. Se não se preocupar com isto, ou ficarão estagnados ou então enfraquecerão e no final nem mesmo você conseguirá ser digno de beijar os pés dela.

Melhor parar por aqui, para esses tenho muitas coisas a dizer que talvez agora não me recordo.
 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

BDSM Society - Seja Livre para viver suas fantasias

Gosta da ideia de ser amarrado, mas não quer sentir dor? Não tem problema. No BDSM não há papéis rígidos e todo mundo pode fazer o que quiser. Você pode dominar sem necessariamente disciplinar; pode sentir dor sem ser humilhado; pode até mesmo ser amarrado, humilhado e sentir dor sem absolutamente nenhum objetivo sexual. Você pratica com quantas pessoas quiser, onde quiser e do modo que bem entender.
Aliás, o BDSM não tem nenhuma definição exata e, como subcultura, abrange muitas práticas e fetiches que não se encaixam perfeitamente na sigla. É o caso de podólatras ou amantes de roupas de couro, por exemplo.
Também não importa qual é o seu sexo, cor, classe social ou credo. Todos podem ser o que bem quiserem, variar de papel e mesclar elementos de quantos fetiches desejarem. As suas preferências são o limite.
Existem, claro, subculturas dentro do BDSM que praticam fetiches que especificam pessoas. Por exemplo, há grupos que exaltam a submissão feminina aos homens, outros sentem-se mais à vontade com a supremacia feminina. Há fetiches por pessoas de diferentes características físicas, com certos tipos de roupas, comportamentos ou maneirismos. Mas nenhuma fantasia predomina sobre todas as outras. O BDSM, como um todo, engloba absolutamente tudo o que você conseguir imaginar, basta encontrar pessoas que pensam de forma parecida com a sua.
No BDSM, as pessoas são muito mais do que apenas masoquistas, dominadoras ou submissas. Quem decide o que, como, quando, com quem e com qual intensidade o BDSM deve estar presente na sua vida é você mesmo.
 

Texto foi extraído pela página BDSM Society do site:
http://lugardemulher.com.br/voce-sabe-o-que-e-bdsm-parte-1/

terça-feira, 4 de agosto de 2015

BDSM Society - Quem pratica o BDSM em tempo integral não cansa?!?!?

Quem entra em um relacionamento 24/7 assim o faz por espontânea vontade. Os participantes conversam e entram em acordo sobre todos os aspectos desse relacionamento: são estabelecidos regras e limites, as práticas que podem ser feitas e as que não podem e em que exatamente a pessoa dominadora controlará a vida da submissa. Às vezes é uma questão apenas sexual e pode haver controle de orgasmos ou masturbação, por exemplo. Outras pessoas adotam o controle de roupas, dinheiro ou até da alimentação. Tudo depende de quanto o submisso está disposto a submeter e de quanto tempo e disponibilidade o dominador tem para dominar, além do prazer de ambos.

O arranjo dessas relações, na verdade, não é muito diferente aquele feito em um relacionamento tradicional. Quando duas pessoas se casam, elas também precisam combinar quem toma conta de casa, quem faz as compras e quem cuida dos filhos, por exemplo. A diferença nesse caso está no fato de que os integrantes assumem a posição de dominador ou submisso. É comum que as partes elaborem um contrato simbólico, especificando os deveres, limites e funções de cada um.

A qualquer momento alguma das partes pode decidir que não quer mais viver o relacionamento e seguir sua vida, pois não há nada que o aprisione essencialmente. Apesar de não ter a mesma formalidade, o término de uma relação BDSM pode ser tão difícil quanto o término de um casamento e retirar a coleira é um ato tão significativo quanto a devolução de uma aliança.

Esqueça a idéia de que tudo é sobre sexo. Os praticantes de BDSM podem se apaixonar, amar e demonstrar afeto como todo mundo. Ninguém age o tempo inteiro como um carrasco ou escravo. Há momentos de lazer e carinho e quem vive em um relacionamento de dominação e submissão ainda faz coisas como sair para jantar ou ir ao cinema. A única cartilha do BDSM é a do consentimento e segurança; todas as outras regras são criadas por você. 

 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

BDSM Society - Depoimento.

“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.” - (Voltaire)

Alguns acontecimentos me fizeram pensar muito a respeito das coisas que me cercam e principalmente sobre a opinião que tenho sobre algumas pessoas. De início, muitas vezes, admiramos algumas atitudes e posteriormente quando temos um tempinho para pensar melhor, percebemos que tudo aquilo não passa de um monte de asneiras.

Uma das maiores asneiras, na minha opinião, que tem acontecido e que não consigo engolir é o que alguns “entendidos” sobre BDSM andam dizendo por ai. Insistem em dizer para os outros o que é e o que não é BDSM. Tentam impor doutrinas, regras, atitudes e querem abolir virtudes das pessoas por acharem que tais virtudes ou posturas não fazem parte do que eles classificam como sendo BDSM. Uma condição para dizer o que devemos ou não devemos fazer e como fazer.

Montei (montamos) um grupo para discutir alguns temas na comunidades do Facebook. Fiz questão de ser polêmica, eu gosto disso. Nessas horas podemos ver a verdadeira face da pessoa. Claro que a minha intenção, além de polemizar, era também de tentar obter o maior número de opiniões diferentes possíveis sobre o tema, afinal é ouvindo os outros que podemos conhecer e até mesmo mudar alguns de nossos conceitos e atitudes e, consequentemente, aprender algo novo, e assim, nos tornamos melhores como praticantes BDSMistas e seres humanos.

E o que mais achei engraçado foi a arrogância que alguns “entendidos” se expressavam: “isso não é BDSM”. Sinceramente, uma coisa que não entendo é isso. Essa separação. Dizer o que é e o que não é. Fico puta da vida com atitudes assim. Não gosto de nada que seja imposto, e muito menos, que digam como eu devo agir ou pensar.

Não aceito mesmo!!

Vejo muita gente alienada por ai. Gente que não age e nem tem a postura que deveria ter, contrariando assim, a experiência que orgulham tanto em dizer que tem. Na verdade percebo que não sabem absolutamente nada. Não sabem nada sobre o assunto e muito menos sabem o suficiente para dizer aos outros o que devem fazer e, principalmente, não sabem o que é ter respeitar. Lançam suas teorias toscas e acham que devemos aceitá-las. Não podemos questionar, pois caso contrário, não estaremos dentro do que por eles, é defendido como sendo BDSM.

Quem acompanha me conhece um pouco, já deve ter percebido que sou radicalmente contra a utilização do título de “mestre” para os Dominadores praticantes do BDSM. Fazem apenas algumas coisas e se acham no direito de serem chamados assim. Alias, exigem ser chamados assim. Daqui a pouco, teremos “doutores” e até mesmo “ph. D.” no assunto. Para que isso? O que isso faz com o meio enriqueça ou cresça como comunidade respeitada? Nada. É ridículo isso. Serve apenas para massagear o ego de algumas pessoas frustrado que não sabem viver a vida lá fora. Preferem viver na fantasia e ai de quem dizer algumas para eles. Sai de baixo!

E ando percebendo também, é que tais atitudes estão indo para a outra classe do meio: as submissas. Sim, elas mesmas. Muitas se acham muito conhecedoras do BDSM e exigem que seus egos sejam massageados também. Afinal, por que não? Afinal essas submissas também são “entendidas”. Com certeza, daqui a pouco vão reivindicar títulos também. Afinal por que não termos uma mestra submissa? Ser usarmos os mesmos critérios que alguns dominadores utilizam para se intitularem mestres, o direito pode ter expandido e garantido a essas submissas também. Não é?

Existe uma diferença muito grande entre aqueles que sabem e aqueles que acham que sabem. Uma coisa que aprendi nesses 40 anos de vida é que existem por demais aqueles que acham que sabem, e por isso, tentam de toda forma possível impor os seus “conhecimentos” e não aceitam ser questionado. Escrevem, avaliam, censuram, determinam regras, metem a colher nos relacionamento dos outros e ditam condições para que as pessoas vivam dentro do que acham que é certo, mas não são capazes de se avaliaram, não são capazes de fazer uma crítica sobre a sua postura e muito menos aceitam opiniões diferentes das suas.

Aqueles que sabem é fácil de serem identificados. Primeiro: respeitam sua opinião. Mesmo que ela seja diferente. Não impõem nada e se repararem, em seus conselhos sempre existe algo do tipo “faça o que for melhor para você e seja feliz”, “o importante é você ter consciência do que está fazendo”, “faça tudo com responsabilidade”, “veja se isso não vai prejudicar ninguém”. Meu Dono, sempre me aconselha assim. Puxa minha orelha quando faço algo irresponsável e me mostra onde errei. Aprendo e nada é imposto a mim. Escolho seguir o seu conselho ou não. Sigo sempre, pois sei que ele entende e tudo que me diz é para o meu próprio bem.

Voltando aos que acham que sabem, principalmente no meio BDSM, uma coisa que me irrita profundamente é a classificação que utilizam para os não praticantes do BDSM: “os baunilhas”. Sinceramente eu acho isso sem sentido demais. Fazendo uma análise mais detalhada, se ser baunilha é aquele pessoa que não pratica o BDSM, posso ser rotulado como tal, afinal não é toda vez que “pratico BDSM” quando estou com meu Dono. A gente conversa sobre coisas do cotidiano: casa, família, trabalho, política etc. Pelo que sei, segundo algumas teorias do meio, isso é “baunilha”.

Será que essas pessoas que defendem essa teoria são como o Batman e o Robin do seriado da década de 60?…. Não entendeu? Explico!!!

Para serem Batman e Robin, Bruce Wayne e Dick Grayson precisavam adicionar um botão vermelho, abria-se uma passagem secreta na parede, eles entravam nela e vestiam suas respectivas roupas de super-heróis.

Será que para alguns Dominadores ou submissas serem realmente Dominadores e submissas precisam “vestir” suas fantasias e assim se sentirem como tal?

Sim, existem pessoas que vestem as fantasias de Dominador e submissas. Se escondem por traz de perfis do Facebook. Avatares fakes, álbum de fotos que não dizem nada. Tudo falso. Vivem no “mundo de Oz” ou no “país das maravilhas” e acham que a vida real é assim. E se você aborda um tema do dia-a-dia, mas do que rápido eles vêm lhe dizer: isso não é BDSM.

Agora eu pergunto: Se os praticantes do BDSM em sua maioria são adultos, possuem estabilidade econômica, tem acesso a meios de informação para aprenderem mais, por que existem tantos que acham que sabem, sendo que na verdade, não sabem de nada?

O que vejo são marmanjos que viajam mais na maionese do que minha a filha de dez anos. Dominadores que exploram submissas financeiramente, para não dizer daqueles, que na maior cara de pau, chantageam mesmo. “Dominadores” e “submissas” que não sabem nada pelo fato de terem preguiça em ler, se informar ou simplesmente aceitar opiniões diferentes e acham mais fácil encher as comunidades de informações totalmente fantasiosas.

E mesmo com todos esses exemplos, alguns “entendidos” têm a petulância de dizer que coisas que acontecem no cotidiano “baunilha” não é BDSM. Eu só digo uma coisa para esses fantasiados:

Eu não visto nenhum traje para me tornar submissa. Vivo o BDSM 24 horas por dia. Para mim, o BDSM vai muito além de uma cena. Ele está presente em tudo e a todo momento. Desde o instante que levanto e tomo uma xícara de chá no café da manhã até a hora que deito a noite.

Se para alguns “entendidos”, BDSM é separação, é rotular quem não pratica. E se achar melhor do que os outros só porque faz algumas coisas diferentes com o parceiro(a). É falar: isso pode. Isso não pode. É tentar impor aos outros uma doutrina limitadora de conceitos e escolhas. Para mim, não é.

Para mim, BDSM é acima de tudo respeito. Respeitar quem pensa como você ou quem pensa diferente. É ter consciência que ninguém é obrigado a gostar das mesmas coisas que você e mesmo assim, por ser um praticante, você não é melhor que ninguém.

Não sei dizer que sou uma praticante do BDSM que gosta de fazer coisas “baunilhas” ou uma “baunilha” que gosta de praticar BDSM. Afinal, para mim, um amoroso e demorado papai-mamãe, por exemplo, pode ser tão delicioso como uma sessão de spanking. O que vale é o prazer que sinto e o prazer que proporciono ao meu Dono. Seja ele físico ou psicológico. Seja dentro de uma cena ou numa conversa sobre economia exterior. O que importa mesmo é estarmos nos deliciando com cada minuto um do lado do outro.

Se viajo na maionese? Sim, claro que viajo. Mas com os pés no chão e dentro da realidade, afinal sou uma mulher adulta.
 
 

domingo, 14 de junho de 2015

BDSM Society - Ter uma mulher submissa

Ter uma submissa não é ter apenas um corpo para abusar, usar, maltratar, marcar ou satisfazer qualquer outra de suas parafílias, quando quiser e da forma que desejar. Não é apenas dar ordens e usar a linguagem feudal. Não é apenas decorar a definição de BDSM, Bondage, Shibari, Sadomasoquismo etc. E achar que é um verdadeiro mestre na dominação.
Ter uma submissa é ter uma mulher que lhe dará a alma e esta irá te pertencer por toda a eternidade. É ter uma mulher que fará de tudo para te fazer feliz, como Dominador, como baunilha, como chocolate ou como qualquer outra definição tosta que queira usar para te definir dentro desse seu microuniverso que gosta de chamar de “domínios”.
Ter uma submissa é ter uma mulher que no seu dia a dia irá trabalhar normalmente e, quando estiver na sua presença, irá ajoelhar aos seus pés e implorará para que você a humilhe, a penetre, a arrombe, faça dela o que você quiser, pois você é o Dono.
Mesmo assim, depois de fazer tudo isso e até algo a mais que sua imaginação perversa possa querer, no fim, quando estiver tudo terminado, as velas estiverem sido apagadas, o chicote não estará mais cortando o ar e nem marcando a pele dela, neste momento ela irá olhar nos teus olhos com a voz trêmula e irá dizer: “Eu te amo demais, Dono. Obrigada por me fazer sua!”.
Você com um sorriso de satisfação, por ter proporcionado àquela pequenina criatura um prazer que não poderia ser traduzido em palavras, irá dizer: “Eu também te amo muito, minha cadelinha. Tenho muito orgulhoso e estou feliz por você me pertencer!”.
Sim, desse jeito mesmo. Um declarando amor ao outro, após uma sessão. Dessa forma mesmo sem bordões linguísticos usados nos feudos. Sem exibições em lugares públicos. Apenas os dois. Da forma mais primitiva que pode haver entre um homem e uma mulher. Quando isso acontecer, O Dominador terá a sua submissa. E a submissa será de um Dominador.

Publicado por Lucius Ghostwish.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

BDSM Society - Reflexão do dia!

Muito se diz que a sub deve obedecer seu Dono quase cegamente (alguns omitiriam o "quase"). Mas é evidente que a sub deve confiar em seu Dono afinal a entrega pressupõe tal confiança.
Ainda assim, muito se oscila diante da ordem dada, diante da condução do Dono.
Mas se a sub aceitar ser conduzida (apresentada) a um novo universo, não conhecido por ela e que, muitas vezes, modifica a própria leitura da vida baunilha, pq questionar, duvidar, vacilar?
Quando partimos para novas descobertas, precisamos de guia, no BDSM este guia é o Dono, a sub se entrega ao Dom na expectativa de que vai se descortinar um universo novo cheio de novas leituras e abordagens. Mesmo sendo tão claro isto, são frequentes os casos onde a sub trava.
Para facilitar a reflexão, vamos eliminar da equação as relações oportunistas, maldosas e que não seguem os preceitos BDSM, nesses casos não é rebeldia e sim bom senso.
Existem as respostas fáceis: medo, insegurança, cultura, aprendizado, erro de condução, erro de leitura, circunstâncias, etc. Apesar de serem fáceis, não significa que não são verdadeiras, mas o intuito é ir mais longe, se aprofundar mais.
Afinal, o que faz uma sub travar diante de uma ordem/condução do Dono?
RT & RB

sábado, 25 de abril de 2015

Dom Rafale Boareto - 10 coisas que o homem espera de uma mulher na relação.

Para um homem, o fato de sua mulher o entender bem tanto no plano emocional como no sexual é o sinal de que ele encontrou a "mulher perfeita".
É certo que nem todos os homens são iguais e esperam o mesmo de suas mulheres. Há alguns que privilegiam o emocional em uma relação sexual, enquanto outros só fazem questão que o sexo seja bom.
É importante que você conheça os gostos do seu homem, já que para eles não há mulher mais sensual do que aquela que o conhece e o entende em todos os aspectos. E se existem diferenças, também existem semelhanças no que eles querem. Veja a seguir 10 coisas que eles costumam apreciar na hora do sexo.
image
1. Espontaneidade
O que ele quer é que você saiba compreendê-lo, que quando ele quiser transar você o acompanhe no jogo, quando algo não lhe agradar que você simplesmente não o faça e quando você tiver desejos de fazer algo não fique calada e proponha sem pudores. O que ele deseja é que você não se iniba na frente dele na hora do sexo.
2. Frases quentes
Na cama não pode existir vergonha nem pudores. Sendo assim, ele espera que você diga tudo o que tiver vontade, que você o guie com palavras ou com as mãos, que você se solte e que não tenha problemas em gritar ou dizer muitas coisas eróticas. Para eles, ver a mulher se retorcendo de prazer e excitando-o só com palavras é um cenário perfeito.
3. Ser surpreendido
Não há coisa de que eles gostem mais do que uma mulher que seja capaz de tomar iniciativa de vez em quando. Para eles, você tomar a decisão de alguma situação é muitas vezes um alívio e faz com que você pareça mais atraente. Surpreenda-o ao chegar do trabalho ou então no lugar que ele menos esperar. Com certeza ele não negará um momento de prazer.
4. Cumpra as fantasias dele
Você ser capaz de escutar as fantasias dele, entendê-las e ao menos pensar em realizá-las é importante. Mas se você as realiza sem que ele tenha que insistir muito é o céu. Busque uma fantasia que seja cômoda para você, mas que ao mesmo tempo irá surpreendê-lo na cama.
5. A "rapidinha"
O sexo rápido, sem estímulos e que acontece pela simples vontade, é algo que eles adoram e necessitam de vez em quando. Não se coloque na defensiva quando ele quiser surpreendê-la e entre no jogo dele. Uma escapadinha rápida de vez em quando não faz mal a ninguém e a questão de às vezes não existir um jogo de sedução antes do sexo não quer dizer que ele não a ame ou que não pense em você e sim o contrário, é porque ele te deseja muito e gosta de você.
6. Dar a ele um bom início de dia
Este é um dos pré-requisitos que todos os homens, sem distinção, elegem quase como o número um. Acordar de uma maneira agradável e enchê-los de vitalidade e energia para o resto do dia é algo que eles agradecem de verdade. Muitas vezes, ao chegar do trabalho ele está cansado e só quer dormir, por isso aproveitar as energias da manhã é para ele uma boa opção para começar o dia. Programe o despertador para um pouquinho mais cedo e surpreenda-o.
7. Assuma o comando
Não espere que ele tome a iniciativa em tudo o que vocês forem fazer na hora do sexo. É verdade que eles gostam de dominar, mas, muitas vezes, preferem ser submissos diante de uma mulher decidida que os domina e os seduz e, mais ainda, que mesmo que a mulher não seja assim, que na hora do sexo ela saiba ter, sobretudo, uma questão de atitude.
8. Somente sexo
Querer que tudo seja perfeito, romântico e sensual pode ser algo desgastante para algumas pessoas. Por isso, muitas vezes, os homens desfrutam do sexo só pelo sexo, sem preparações românticas.
9. Carinho após o sexo
Uma das coisas que os homens mais odeiam é que logo depois de uma transa espetacular a mulher saia apressada para tomar banho. Os homens, mesmo que isso pareça coisa só de mulher, também gostam de receber carinho depois do sexo. Muitos deles preferem que você fique ao menos uns instantes ao lado deles, descansando após tanta agitação e compartilhando beijos, carinhos e comentários sobre o prazer que vocês sentiram.
10. Que você aprecie o sexo
Que os homens desfrutam ou necessitam mais de sexo pode ser uma realidade, mas para eles é incrível que uma mulher não se intimide ao reconhecer que ela gosta de sexo tanto quanto ele. As mulheres tendem a ocultar que também pensam em sexo e que o desejam continuamente. Sendo assim, uma mulher que reconheça isso sem pudores é quase como ganhar na loteria. Por isso, não tenha vergonha de querer fazer sexo sem que ele tenha proposto ou em qualquer lugar. Ele te amará por isso
 




domingo, 22 de março de 2015

Dom Rafael Boareto - Doms Verdadeiros

Autoconfiança e autoestima são, de longe, os maiores fatores que determinam o sucesso uma relação D/s. Eu sei que isso é mais fácil dizer do que fazer, mas um Dom amoroso e carinhoso vai querer ver a sua submissa crescer e a ensina a valorizar a sua própria beleza, não irá forçar uma mudança em você. Eu sei que soa démodé, mas é verdade. É necessário esclarecer que o tamanho e o peso de uma pessoa não têm absolutamente nada a ver com Dominação e submissão. Eu estou acima do peso e isso não tem qualquer influência sobre a minha capacidade de ser um Dom de sucesso ou desejável.
Em geral, eu acredito que as características de um Dominante não se manifestam em tudo. Na verdade, as pessoas que mais se identificam como sendo Doms “verdadeiros” não são seres humanos incríveis, que se acham acima da média, que possuem superpoderes ou são seres escolhidos pelos deuses. Primeiramente elas descobrem o caminho a percorrer. São conscientes de suas limitações, conhecem profundamente as suas qualidades e sabem o momento certo de serem o que são.
Um Dom bom é atencioso e competente. Ele atrai a submissa e raramente precisa se promover ou vangloriar de suas habilidades. Acima de tudo, ele certamente não gasta o seu tempo dizendo ao mundo o quão grande e dominante ele é. São pessoas generosas e que cultuam o respeito ao próximo e assim ganham o respeito daqueles que as seguem. Eu sempre tive a impressão de que, se alguém insiste muito em tentar convencer você e todos os outros que ele é um Dom, provavelmente não é.
Minha satisfação pessoal vem da relação D/s amorosa que implica em compromisso e no apego emocional. A submissa não é apenas um pedaço de carne para mim. Essa é a minha preferência e, como tal, se desenvolve durante um longo período de tempo. Eu primeiro conheço a pessoa. Conheço-a realmente. Se as regras estão acertadas e os desejos compatíveis então à questão de D/s é abordada e é o momento de vivê-la.

domingo, 15 de março de 2015

Dom Rafael Boareto - Níveis de Dominação

Nível – 1 – O “Soft” amante Dominante:
Essas pessoas não estão olhando para a troca de poder ou de comando ou controle de outra. Eles gostam de uma sexualidade que atua apenas da D / s passo. Atos D / s são considerados como jogos divertidos e temperar os relatórios são feitos e prazer ao parceiro. Acima de tudo, a docilidade do outro que é apreciada e inspirador. Os jogos “são simples e orientadas para uma puramente sexual. É principalmente um role-play entre os parceiros antes de uma relação com a relação de autoridade.
Nível -2 – Teatro Dominante:
Eles são seguidores da Internet e da Web, que parecem cheias dominar e controlar as suas observações. Gozam de humilhação e desempenham papéis nas suas relações comerciais. Eles amam rebaixamento e apresentaram o seu agir de acordo com os seus pedidos. Eles Love Train (desenvolver) assunto novo porque sinto confortado em seus conhecimentos, mesmo que eles são fracos. Eles não vão forçar sua sujeito aos seus limites ou apenas em um relacionamento virtual. Este tipo de vangloriar dominante e do valor dos sujeitos foram treinados para exercer a sua jurisdição.
* Nível 3 – Role Players (Dominante / Master):
Essas pessoas gostam de jogar o “Master” e valorizar a obediência do sujeito. Usando um colar para eles é uma passagem obrigatória antes do início do relacionamento. O serviço e a satisfação de suas necessidades serão promulgadas regras para o seu assunto. Eles não têm interesse para o progresso e o desenvolvimento do seu objecto. Eles raramente dão exercícios de aprendizagem e, se eles fizerem isso, eles estão pouco interessados em comentários, resultados e sensações experimentadas pelos seus “alunos”. O domínio não está orientada para a evolução do assunto.
* Nível 4 – O real dominante (mestre não):
Eles controlam e dirigem os seus sujeitos temporariamente e dentro dos limites acordados. A grande diferença entre pessoa e que a mencionada acima é a consciência de que o poder vem do seu objecto. Eles são geralmente animado por ser obedecida durante as sessões de BDSM, mas também fora. Eles não sentem satisfação em obrigar os outros à submissão. Os jogos “ainda estão dentro dos limites acordados. Eles não podem conceber a relação D / s, de um prazer partilhado.
Nível -5 – True Master / jogo Dominante:
Eles são, também, o controle e a direção do assunto em um curto período de tempo e de permanecer acordado limites. Eles apreciam e aspirar a ser servido e obedecido. Eles correm os jogos e apresentar os seus sujeitos a actos e dor leve que suportar. Eles infligem uma palmada ao ponto de dor, mas não vai suficientemente longe para dar lugar à secreção de endorfinas no corpo. O prazer vem a dor que eles causam, não sensações experimentadas por seu conteúdo. Eles gerir e controlar o sujeito individual, mas não o controle da reunião. A reunião termina, geralmente no mesmo nível de intensidade que tinha começado.
Nível -6 – Mestrado / ponto dominante (sem-nomeação prazo):
Eles dominam o relatório, mas pode ter acordado às limitações de tempo. Eles querem ser obedecidos em ambos os relatórios e não-erótica erótico e o sujeito deve se reunir no prazo que foi acordado. Eles “vai agir” como dominante, quando lhes apetecer e de acordo com seus humores e desejos. Muitas vezes, eles “atuará” por vários dias, (o mestre-de-semana ou para um tempo limitado, por exemplo), mas eles mantêm a liberdade de interromper a qualquer momento. Os limites de The Game é baseado nas limitações de tempo que pode dar. Eles não querem se mudar para outros relacionamentos do que por curtos períodos de jogos são sempre boas razões. Eles podem oferecer exercícios para o assunto, mas eles fazem perguntas sobre o desempenho ea sensação sentida durante o exercício.
* Nível 7 – A hora da verdade de professores:
Eles têm um relatório de Master para Slave e tendo em seu conteúdo como sua propriedade exclusiva e inteira, sem limitação de tempo ou lugar. Eles procuram os desejos e necessidades dos seus sujeitos e assegurar-lhes “crescer”. O comandante deve reinar sobre a vida do sujeito individual. Eles administram suas próprias vidas, mas o seu tema comum continua a ser a principal preocupação de seu tempo livre. As sessões terão como objectivo para o avanço do assunto. Dominam as práticas e jogos. Eles assistem e observando as reações e os sentimentos do seu objecto. Eles sabem que o processo de liberação da secreção de endorfinas. Eles constantemente observar as mudanças físicas do seu objecto e leva ao sub-espaço. Eles viellent pós-sessão e voltar para acalmar seus sujeitos e suas necessidades.
Nível – 8 – Full-time professores:
Eles têm total controle sobre o relacionamento e assegurar o bem-estar do seu objecto. Os limites dentro do relacionamento são vistos
como oportunidades de crescer. Apresentaram os seus deveres e sanções. Eles consideram o seu assunto como uma posse rara e preciosa forma que com o tempo e jogos. Eles têm um papel de marido, amigo, guia e protetor. Seus poderes acordo sobre todos os aspectos da sua vida do sujeito (física, mental, moral, material …), o que dá a relação de uma “realidade” (poder ou magnitude) muito mais forte do casamento. Há, em geral, assinou um contrato que define as atribuições e regras de vida e / ou jogos. Este contrato é normalmente baseado em regras de D / s, os seus limites acordados e duração da relação (aprovado por ambos os parceiros). O contrato pode ser quebrado apenas pelo Mestre, que também gere a renovação e alteração necessária.

Um grande prazer compartilhar mais um texto para esclarecimento sobre o tema.
Rafael Boareto
Dominador

sábado, 14 de março de 2015

Dom Rafael Boareto - BDSM >>> É Legal?

Isto é uma pergunta não muito comum, mas tenho certeza que muita gente não tem certeza sobre o assunto. Primeiramente vamos assumir que você vive aqui no Brasil. É onde vamos nos basear a lei neste artigo.
Como todos sabemos, o BDSM é cercado de lendas urbanas. Não só aqui no Brasil como em todo o mundo. Muitas confusões poderiam ser evitadas se as pessoas possuíssem melhores informações sobre aquilo que acham que sabe. Devido ao sensacionalismo da mídia, muitos veem o BDSM associado a maníacos esquartejadores ou tarados sem bom senso. Eu também assumo que você também saiba o básico sobre o BDSM real, e não o BDSM da mídia.
Pois bem, para me apoiar neste artigo eu pedi ajuda ao meu advogado, o Dr. “Mercúrio”, muito respeitado e que inclusive é o advogado oficial de um partido político. Ele também é um iniciante-curioso no fetichismo, mais precisamente na área de podolatria.
Segundo o Dr. Mercúrio, sim; o BDSM é legal, ponto. E me mostrou trechos da CF (Constituição Federal) para apoiar a sua afirmação.
Constituição Federal
Art. 5 da CF II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XVII – é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
Ok, muitos vão me perguntar e de certo eu também perguntei ao Dr:
“Certo, mas de cara diz que teoricamente a nossa “””tortura””” é proibida, e por outro a nossa intimidade é inviolável e temos livre expressão filosófica, qual prevalece? O inciso III ou o X? “
A resposta do Doutor:
“Ambas tem sua força, mas é claro que o inciso III faz referência ao regime militar… Mas o inciso o qual mais me apoio é o II, ou seja, se não existe lei que diga que o BDSM é crime, você pode fazer. E enquanto não exista lei que diga que o BDSM é obrigado a ser praticado eu tenho a escolha de não fazer.”
E ainda, como “bônus” o Dr. Mercúrio afirmou que os encontros e festas fetichistas estão apoiados no inciso XVII.
Por isso senhoras e senhores, podem praticar BDSM sem preocupação. Pois a constituição os apóia.

domingo, 8 de março de 2015

Dom Rafael Boareto - Ter uma mulher submissa - Especial dia das mulheres

Ter uma submissa não é ter apenas um corpo para abusar, usar, maltratar, marcar ou satisfazer qualquer outra de suas parafilias, quando quiser e da forma que desejar. Não é apenas dar ordens e usar a linguagem feudal. Não é apenas decorar a definição de BDSM, Bondage, Shibari, Sadomasoquismo etc. E achar que é um verdadeiro mestre na dominação.
Ter uma submissa é ter uma mulher que lhe dará a alma e esta irá te pertencer por toda a eternidade. É ter uma mulher que fará de tudo para te fazer feliz, como Dominador, como baunilha, como chocolate ou como qualquer outra definição tosta que queira usar para te definir dentro desse seu microuniverso que gosta de chamar de “domínios”.
Ter uma submissa é ter uma mulher que no seu dia a dia irá trabalhar normalmente e, quando estiver na sua presença, irá ajoelhar aos seus pés e implorará para que você faça dela o que você quiser, pois você é o Dono.
Mesmo assim, depois de fazer tudo isso e até algo a mais que sua imaginação perversa possa querer, no fim, quando estiver tudo terminado, as velas estiverem sido apagadas, o chicote não estará mais cortando o ar e nem marcando a pele dela, neste momento ela irá olhar nos teus olhos com a voz trémula e irá dizer: “Eu te amo demais, Dono. Obrigada por me fazer sua!”.
Você com um sorriso de satisfação, por ter proporcionado àquela pequenina criatura um prazer que não poderia ser traduzido em palavras, irá dizer: “Eu também te amo muito, minha cadelinha. Tenho muito orgulhoso e estou feliz por você me pertencer!”.
Sim, desse jeito mesmo. Um declarando amor ao outro, após uma sessão. Dessa forma mesmo sem bordões lingüísticos usados nos feudos. Sem exibições em lugares públicos. Apenas os dois. Da forma mais primitiva que pode haver entre um homem e uma mulher. Quando isso acontecer, O Dominador terá a sua submissa. E a submissa será de um Dominador.

sábado, 7 de março de 2015

Dom Rafael Boareto - Códigos Secretos do BDSM

Apesar de ser falado com frequência, não há na verdade “códigos secretos” no BDSM. Se há, eles são realmente secretos! Emoticon grin O que será abordado aqui são alguns sinais usados algumas vezes pelos membros da comunidade fetichista. Não são exatamente segredo, mas alguns deles são coisas que você não deve ter ouvido falar. Geralmente essas coisas tem variação entre países e até cidades, então uma grade diferença deve ser notada. (…)
Nenhum desses códigos são regras, mas são simples exemplos de sinalizar aos outros sobre seus interesses. A regra geral é NUNCA considere, mesmo que remotamente, por garantido um sinal. Pergunte! Ou você irá passar por diversas situações constrangedoras, mesmo em festas ou munches.
Vamos começar com alguns sinais básicos neste artigo. (…)
Nos encontros, eventos e festas BDSM um simples código de Esquerda/Direira é usado usualmente. Qualquer coisa vestido/usado na esquerda (chicote, chaves ou algemas) indicam que se trata de um “dominador”. Se o objeto estiver do lado direito significa “eu sou um submisso, use isso em mim”. Então, se você está numa festa, tenha cuidado onde você pendura as suas chaves!
Outro código, apesar de antigo e obsoleto é o código de rebite (stud code). Se sua munhequeira ou coleira tiver rebites pontudos (espetos), significa que você é dominador. Rebites chatos ou lisos significa submisso. No entanto se você estiver numa festa, não conte com isso. De fato, em uma festa o dominador nunca colocaria uma coleira, independente do tipo de rebite.
Um pequeno urso de pelúcia numa jaqueta de couro pode significar (de novo, não é regra) que a pessoa é um “urso” – um tipo de papai… Talvez a procura de um “menino” ou uma “menina” para brincar.
Enquanto a troca de poderes não há um símbolo em especial, as pessoas as vezes tentam indicar a sua preferência com um pequeno chaveiro com algemas ou acessório similar. No entanto como algumas pessoas usarm este artigo apenas por diversão (incluindo policiais), isso pode levar a situações constrangedoras.
Há diversos tipo de simbolos por aí – nenhum deles, no entanto, é universal. Há o triskelion por exemplo (…) e na Europa tentou-se fazer um quadrado preto, como o triângulo roxo gay – o símbolo universal. Hoje muitos desses símbolos estão na internet. Mas poucos se encontram na vida real.

domingo, 1 de março de 2015

Dom Rafael Boareto - Dominação

É o desejo de exercer o controle sobre uma ou mais pessoas, com o consentimento delas. É o outro lado da moeda para promover uma relação de satisfação entre os envolvidos.
É preciso ficar claro que não existe um caminho delineado para se tornar Dominador. A vivência da dominação é algo muito pessoal, pode-se escolher ser severo e exigente ou gentil e atencioso, conforme a personalidade da pessoa.
Muitos confundem dominação com falta de educação e praticam o BDSM para se divertir com as fragilidades dos outros. É fundamental entender que ser dominador é muito mais que carregar um chicote ou adicionar a palavra Dom ou Mestre na frente de um nick. É mais adequado compreender um Dominador pela sua maneira de ser e de pensar do que apenas pelo que ele faz.
As pessoas têm suas próprias razões para viver a dominação. Para algumas, é um caminho para apimentar as relações sexuais. Outras vêem como uma oportunidade de aumentar as chances de "ter alguém". Existem as que a usam como um caminho para escapar da monotonia do dia-a-dia. Apenas para uma pequena percentagem a dominação é simplesmente a essência de seu ser. Para essa minoria, tudo vai continuar quando o computador desligar ou quando uma cena acabar, pois são assim que eles funcionam.
A Dominação não é um estilo de vida para todo mundo. Para não perder seu tempo e agir inconseqüentemente, reflita sobre as motivações que o levam a querer se tornar um Dominador. Não se iluda que a vivência possa lhe proporcionar um relacionamento fácil, onde se tornará o todo soberano. Esteja motivado a dar muito mais do que vai receber no relacionamento, tanto emocional como fisicamente. D&S é troca de poder e isso significa que os envolvidos se doam 100% para a completa satisfação.
Dominação é:
• São, Seguro e Consensual;
• Gratificante;
• Libertação. Cortesia;
• Baseada na verdade e no respeito mútuo.
Dominação não é:
• Abuso. Perversão;
• Rebaixar-se. Manipulação;
• Uma desculpa para ser rude;
• Algo imposto ou involuntário;
• Algo que se aprenda em um dia, uma semana ou mesmo num ano.


sábado, 28 de fevereiro de 2015

Dom Rafael Boareto - As práticas BDSM

As práticas no BDSM são realizadas em jogos, cenas ou sessões das mais variadas formas, de acordo com a preferência dos parceiros. São altamente eróticas para quem as executa e, normalmente, acompanhadas por sexo ou excitação sexual. Há quem goste de amarrar, e os que preferem ser amarrados. Uns querem provocar dor, outros encontram na dor o seu maior prazer. Muitos procuram o controle psicológico e se realizam ao dar ordens ao parceiro, e outros, apenas em obedecer. Alguns fazem questão de serem submissos o tempo todo, outros, de dominarem sempre. Há ainda aqueles que gostam de trocar os papéis: serem submissos e dominarem, dentro de uma mesma relação, ou em relações diferentes. Os jogos envolvem desde palmadas, amarras, cócegas, chicotes, gelo e velas, a outras práticas mais complexas e originais.
Os fetiches e fantasias integram os papéis que se representam nas cenas. Quem gosta do BDSM não nega seus fetiches e suas fantasias, lida com eles. Um podólatra, por exemplo, não dispensa de jeito nenhum umas brincadeiras com os pezinhos. É a sua forma de prazer e a sua parceira, se não tiver o fetiche, deve pelo menos gostar de ser especialmente tocada nessa parte do corpo.
Não existem fórmulas para se praticar o BDSM, cada um escolhe ou cria a sua. As pessoas fazem sua opção voluntariamente e por diversão, para dar e ter prazer, por isso é importante a afinidade nas práticas. É uma experiência infinita em crescimento, criatividade e exploração da interação humana.... é um viver.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Dom Rafael Boareto - Submissão

É uma transferência consciente de poder. Um ato de completa entrega de corpo e comportamento a alguém, que exerce o controle até o limite que for permitido. Esse limite pode ser acordado previamente ou, se ambos quiserem, nada impede de irem se descobrindo aos poucos, mas sem jamais esquecer as três regras básicas: São, Seguro e Consensual
Se você tem sentimentos de submissão e pensa que está sozinho, fique tranqüilo, existem muitas pessoas como você e que estão saudáveis e felizes por estarem sendo chamadas de submissas. Explore mais o assunto e poderá encontrar o que sempre desejou em sua caminhada.
Submissão é:
• Uma relação intensa, tanto para o homem como para a mulher.
• Entrega total num clima de confiança e respeito.
• Felicidade e equilíbrio com a vivência de seus desejos.
Submissão não é:
• Sinal de fraqueza e inferioridade.
• Falta de inteligência, criatividade ou motivação.
• Comportamento passivo.
• Algo imposto ou involuntário.
• Promiscuidade sexual.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Dom Rafael Boareto - Reflexão: Dominadores, Vocês estão preparados?

Dominadores, vocês estão preparados? Você está preparado para as eczemas e hematomas que suas mãos e brinquedos podem trazer? Você está preparado para lidar com um corte acidentalmente aberto na carne com um de seus brinquedos, seja pela sua má pontaria ou por um movimento da submissa? Mesmo se as cicatrizes nunca saírem? Você está preparado para o caso de quebrar um osso acidentalmente? Você está preparado para o caso de queimar a carne acidentalmente? Você está preparado para um descolamento de retina ou romper um órgão vital? Você está preparado para o caso de sua submissa falecer em sessão? Você está preparado para o caso de sua submissa surtar? Você está preparado para o caso de sua submissa enlouquecer de forma comprometedora? Você está preparado para uma submissa suicida? Uma submissa suicida que obtenha êxito? Você está preparado para por de volta todas as peças? Você irá agir calmamente quando um destes acidentes acontecer? Racionalmente? Rapidamente? Quanto treino em primeiros socorros você tem? Você entra em pânico com a imagem de sua submissa sangrando? Você irá observar sua submissa queimando ou irá cobrir o corpo dela com o seu para extinguir as chamas? Você tem certeza que se lembra dos números de emergência? Você poderá lidar com você mesmo quando você acidentalmente machucar ambos? Machucar profundamente? E se ambos ficarem marcados para sempre? Você realmente acredita que acidentes não acontecem com você? Ou você se prepara para eles? Porque sabe que eles irão acontecer, não importa o quão arduamente você tente fazer uma cena segura, não importa o quanto de experiência você tem, não importa quantas vezes você já fez isso antes? Sua guarda está sempre alta? Você está sempre no seu jogo?


Você percebe que tudo isso é perigoso pra cacete? Uma fração de segundo, um centímetro a mais com o chicote e você pode abrir alguém, desfigurar pro resto da vida. Dois centímetros a mais com um paddle e temos uma fratura de cóccix. Meses de dor intensa e reabilitação para a submissa. Alguma vez você já ficou tão entretido em uma cena em que você pode perder por apenas 2 centímetros? Um golpe sobre o ombro com um flogger pesado pode tirar uma clavícula em um instante. Quão perfeita é sua pontaria? Acerte o mesmo flogger muito para baixo e sua submissa estará urinando sangue por causa de um rim danificado. Quão bom é você? Você pode manter a sua concentração quando a submissa tem um orgasmo? Será que o seu entusiasmo pode alterar o sua pontaria? Você observou onde estavam as entradas de ventilação na última vez em que brincou com fogo? Por que não? Você sabe o que uma rajada rápida de vento pode fazer com uma chama, não sabe? Ou você gosta do cheiro de carne queimada? O que acontece se você perfurar demais e o sangue jorrar no ar a 2 metros de distância? Você está pronto para isso? Você está pronto para lidar com o pânico de sua submissa quando perfurar uma artéria ao invés de um músculo ou a pele? O que você vai fazer quando a submissa começar a berrar no meio de uma cena? Chorando tanto que ela não consiga sequer falar? E se isso se prolongar por mais de uma hora, o que você vai fazer? E se você cortar a bunda dela com uma cane ou arrancar metade de um mamilo com um grampo, você vai usar Band-Aid ou vai levá-la a um hospital? E o que você vai dizer se tiver dar as caras num hospital com uma submissa? Isso sequer já passou pela sua cabeça? E se a submissa tiver um colapso total? Você vai levá-la ao hospital por causa disso? Ou vai esperar por ela na varanda? Por dias? Você está pronto pra fazer o que for preciso pra afastar de uma submissa deprimida a ideia de tirar a própria vida? Você estará lá para explicar as coisas para a família dela se você não conseguir dissuadi-la? Você já pensou em qualquer uma destas coisas? Você está realmente preparado para ser um Dominador? Notas do tradutor: usei Top masculino e bottom feminino, mas a premissa é igualmente válida para qualquer combinação de gêneros; muitas pessoas acham que "tempo no meio" quer dizer pleno conhecimento de todas as técnicas e tal... ledo engano! Somente pessoas que tem a humildade de admitir que precisam aprender mais, conseguem fazer as coisas de uma forma melhor; vá a workshops, pergunte a quem realmente sabe, gaste um tempo lendo sobre anatomia e tenha em mente que há uma vida em suas mãos; ninguém nasce sabendo!
 
Copyright © 2013 Infinitamente Nosso
Design by FBTemplates | BTT