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sábado, 26 de agosto de 2017

Eles são A Máquina Mortífera - Riggs e Murtaugh - A Série & Os Intérpretes - parte 5

Concluindo os trabalhos, com esses personagens, vamos conhecer um pouco da série de TV e como bônus, uma rápida apresentação dos intérpretes do cinema.

Máquina Mortífera - A Série

Como vimos, Martin Riggs e sargento Murtagh despediram-se das telonas em 1998, há quase 20 anos. No novo milênio, as especulações que uma quinta aventura com os icônicos Mel Gibson e Danny Glover ganharam força, mas os principais envolvidos, o diretor Richard Donner e a dupla, não tinham mais interesse numa nova produção. Agora beirando os 70 anos, seria impensável ver os queridos personagens, saindo ofegantes e sem disposição alguma para encarar a bandidagem dos dias atuais.

Da mesma forma, apesar de todo o sucesso financeiro, (a quadrilogia rendeu 800 milhões), uma nova versão da dupla provavelmente não seria bem aceita pelos fãs ardorosos, e um reboot poderia ser um risco. A Warner então buscou uma outra solução,que foi reapresentar e resgatar os personagens para um outro formato:a televisão. Tornou-se comum a adaptação de grandes sucessos do cinema para os seriados. Alguns se deram bem, outros nem tanto.

Em 2016, a Warner em parceria com a Fox, trouxe a dupla Riggs e Murtaugh numa nova versão, tendo como um dos produtores,e também diretor,o conhecido McG, cujo currículo consta filmes como As Panteras e O Exterminador do Futuro 4. A apresentação dos personagens se baseia naquilo que já conhecemos, salvo algumas modificações. Martin Riggs é um ex-Seal da Marinha,(ao contrário da versão hollywoodiana, onde ele era um ex-boina -verde), transtornado com a perda da esposa, que resolveu seguir carreira na polícia, servindo no Departamento de Los Angeles. Inconsequente e impulsivo no dia a dia das obrigações e casos policiais,ele vai fazer a parceria com o veterano Murtaugh, pai de família cuja esposa acabou de ter mais um filho e ele próprio acabou de se recuperar de um ataque cardíaco.

A desconfiança em torno do projeto era constante,
principalmente pela mítica que envolve a franquia e seus personagens. Mas a primeira temporada foi muito bem sucedida e garantiu a renovação para mais episódios. Os críticos se dividiram na avaliação,tanto elogiando como garantindo que falta a magia e a mesma cumplicidade que fez dos dois personagens e da série em si,ícones do cinema. Também avaliaram que embora divertido, não chegava aos pés da versão hollywoodiana, embora tenham tentado criar a sua própria versão, em dados momentos nada mais era que a reprodução do que já se conhecia. Mas a recepção americana aos primeiros episódios foram ótimas. 

O protagonismo se divide entre dois nomes,que contrastam entre si, tanto quanto seus personagens. O sgto. Murtaugh é agora vivido pelo conhecidíssimo ator Damon Wayans, de 57 anos. Veterano de extremo sucesso na TV, um dos seus seriados mais conhecidos, principalmente em nosso país se chama Eu, a Patroa e as Crianças. Na vida pessoal, o ator viveu um momento extremamente delicado antes de assumir seu personagem. Em 2015,se submeteu a uma cirurgia para tirar um tumor da cabeça. Wayans ganhou pontos interpretando a nova versão do Murtaugh, vivendo tanto o pai de família quanto o policial que se bate com policiais corruptos e traficantes e não se intimida em baixar o sarrafo.

Já para viver Martin Riggs, a escolha foi de um cara que ainda estava naquele momento,buscando uma afirmação na carreira. Foi o ator Clayne Crawford, então com 38 anos. Apesar de ter uma carreira na TV, Clayne ainda não tinha alcançado o reconhecimento público, e só foi convencido a dar vida ao Riggs,após ler o roteiro e ver quem eram os nomes envolvidos. Normalmente,o ator sentiu a pressão de interpretar o Martin Riggs e sabia que as comparações com o Gibson seriam inevitáveis. Sem alcançar a interpretação correta e colocar sua personalidade, Clayne apenas estereotipa o Riggs vivido pelo Mel, o que não lhe rende bons pontos.

O elenco é completado com a presença da conhecida Jordana Brewster, a Mia Toretto da franquia Velozes e Furiosos, destacada aqui no blog agora em maio.

A primeira temporada se desdobrou com a dupla se envolvendo em casos de tráfico, assaltos, organizações criminosas e tudo o que faz parte de um seriado policial e de ação. Como dito, foi bem sucedido e já se encontra em sua segunda temporada.
Os intérpretes da série cinematográfica


Mel Gibson

Nascido em Peeksill,em 1956, Gibson naturalizou-se australiano. Gibson estudou na National Institute of Dramatic Art (NIDA), em Sydney. Os estudantes da NIDA são treinados classicamente na tradição teatral britânica. Como estudantes, Gibson e a atriz Judy Davis atuaram juntos em Romeu e Julieta, a peça clássica de Shakespeare. Depois de se graduar, em 1977, Gibson imediatamente começou a atuar em Mad Max, mas continuou a atuar nos palcos, entrou para a State Theatre Company of South Australia, em Adelaide.

O primeiro grande personagem de sua carreira seria justamente o patrulheiro Max, da série Mad Max. Nos anos de 1979,1981 e 1985,Gibson o representaria em 3 oportunidades, tornando-se um nome chamativo do gênero dos filmes de ação. Mas o personagem pelo qual ele é mais lembrado até hoje,é realmente o Martin Riggs, que ele interpretaria em 4 vezes. Outro grande personagem viria depois,o escocês Willian Wallace, no filme Coração Valente,que marcaria sua estréia como diretor.Sucesso de público e critica, o filme levou ainda 5 Oscars, incluindo Melhor Filme e diretor para o Mel. O sucesso do filme o colocou de vez no patamar dos grandes astros de Hollywood. Gibson então começou a alternar a carreira tanto atrás como por frente das câmeras. Em 2004 ele voltaria a surpreender como diretor,dirigindo o polêmico A Paixão de Cristo, (destacado na coluna dos filmes inesquecíveis do cinema). O filme foi um enorme sucesso comercial. Seu trabalho seguinte, Apocalypto, porém, não teve tanto destaque.

Depois disso,a carreira daria uma estagnada,por conta de seus problemas pessoais, vício em alcoolismo e escândalos envolvendo suas esposas. Atualmente, ele está de volta, alternando a carreira tanto na atuação como direção. Como ator, participou dos Mercenários 3 e Herança de Sangue. Seu mais recente como diretor foi Até o Último Homem,um filme baseado em fatos reais, que conquistou a crítica e até concorreu ao Oscar.

Danny Glover

Nascido em São Francisco em 1946, a carreira de Glover como ator se iniciou também no final dos anos 70, alternando trabalhos tanto na tv como nos cinemas. O primeiro trabalho de destaque só viria realmente com o filme A Cor Púrpura, de Steven Spielberg, em 1985. Dois anos depois, o ator dava vida ao personagem pelo qual ele é mais lembrado até hoje, o sargento Murtaugh, que ele interpretaria em 4 oportunidades.

Em 1994,ele voltaria a se encontrar com o amigo Mel Gibson, no filme Maverick, fazendo uma ponta. Entre o intervalo das produções, Glover trabalhou bastante, mas em produções esquecíveis. Um dos filmes mais lembrados é o fraquinho Predador 2, de 1990. Com o fim da série Máquina Mortífera, ele continuou em atividade, até hoje é um rosto recorrente nos cinemas mas não voltou a se destacar em mais nada digno de referência. Seus trabalhos mais conhecidos pós, foram Rebobine, Por Favor, Ensaio Contra a Cegueira e 2012.De fato,seu personagem na clássica série sempre será a maior referência em sua carreira.

domingo, 20 de agosto de 2017

Eles são a "Máquina Mortífera - Riggs e Murtaugh - Resenha Máquina Mortífera 04

A dupla Riggs/Murtaugh voltariam pela última vez às telonas,6 anos depois da última aventura.O filme já soava como tom de despedida para os personagens,cuja idade já se fazia anunciar.Tanto que o Gibson até modificou o penteado do seu personagem.

E aqui vamos nós, conferir mais esta resenha da série...


Máquina Mortífera 4 - Lethal Weapon 4
País - Estados Unidos
Ano - 1998
Duração - 127 min 
Direção - Richard Donner
Roteiro - Jonathan Lemkin, Alfred Gough, Miles Millar
Género - Ação, Policial
Distribuição - Warner Bros. Pictures
Lançamentos:
Estados Unidos 10 de Julho de 1998
Brasil 24 de Julho de 1998
Portugal 7 de Agosto de 1998
Idiomas - Inglês, Cantonês, Mandarim


Martin Riggs - Mel Gibson
Roger Murtaugh - Danny Glover
Leo Getz - Joe Pesci
Lorna Cole - Rene Russo
Lee Butters - Chris Rock
Tio Benny - Kim Chan
Trish Murtaugh - Darlene Love
Rianne Murtaugh - Traci Wolfe
Nick Murtaugh - Damon Hines
Carrie Murtaugh - Ebonie Smith
Wah Sing Ku - Jet Li

Dra. Stephanie Woods - 
Mary Ellen Trainor

Neste quarto filme, Riggs e Murtaugh, que desistiu de se aposentar, com a ajuda de Leo, que agora é detetive particular, investigam um esquema que traz imigrantes ilegais da China para trabalharem como escravos em Los Angeles. O esquema, porém, é apenas parte de um plano maior, liderado por Wah Sing Ku (Jet Li), que planeja libertar quatro chefes da Tríade, a máfia chinesa, e levá-los para os Estados Unidos. Paralelamente à investigação, Riggs tem de lidar com a gravidez de Lorna, e Rianne esconde de seu pai que se casou com um policial, Lee Butters (Chris Rock), e também espera um filho dele.


Há quem diga que a franquia deveria ter terminado no filme anterior, fechando uma trilogia. Mas a série dava dinheiro, então por esse provável motivo, insistiram numa 4ª e última produção. Donner manteve-se fiel ao elenco que o acompanhou por uma década e trouxe-os de volta, incluindo o Joe Pesci e a Rene Russo. Como não poderia deixar de ser, houve novidades na escalação. O ator negro Chris Rock integra o grupo, mas o grande destaque mesmo é o astro asiático, Jet Li.

Um dos grandes nomes do gênero artes marciais,Li já era famosíssimo no continente asiático. Dono de uma habilidade  e performance marcial impressionantes,ele chamou a atenção do Joel Silver, que resolveu "importá-lo" para os Estados Unidos. O astro recusou a ideia de iniciar sua trajetória nos States interpretando um vilão, mas Silver o convenceu ao prometer que ele seria o astro principal de seu próximo filme. A promessa foi cumprida, depois ele estrelaria o Romeu Tem Que Morrer.

A despedida dos personagens ocorreu da forma como os conhecemos. Numa trama cheia de humor e boas cenas de ação. Novamente a trama e os vilões são fraquinhos, na verdade, apenas o pretexto para conduzir a história e apresentar novos integrantes. O foco na despedida de Riggs, Murtaugh & Cia, como sempre é o fator família.

Vivendo com a oficial Lorna, Riggs será pai muito em breve,ao mesmo tempo em que a filha mais velha de Murtaugh,a Rianne,também está grávida,e o pai é ninguém menos que o oficial novato,o detetive Butters, com quem se casou em segredo,pois o pai certamente não aprovaria a união com um policial,por reconhecer que a profissão traz uma certa tensão à família,como foi comprovado principalmente nos primeiros filmes, onde ele teve a filha sequestrada e a casa invadida em inúmeras oportunidades.Ao mesmo tempo, Murtaugh está sendo secretamente investigado pela corregedoria,por um inexplicável aumento na renda familiar, fato que depois é desvendado. O curioso mesmo é que a filha de Murtaugh engravida e está casada com um sujeito desconhecido,e seu pai,sendo um sargento detetive veterano, não dá a mínima em descobrir quem é o autor da proeza?

Curioso também nesse filme é notar a evolução justamente do Riggs. Embora ainda mantenha o lado inconsequente e determinado, ele está mais contido, certamente por conta de que agora será pai e também por conta da influência de muitos anos de convivência com a família do amigo. Sem falar que a idade está cada vez mais próxima, como ele mesmo faz questão de reconhecer.

Paralelo a tudo isso, a ação se descortina, e uma das aberturas mais memoráveis dessa franquia ocorre nesse filme, quando a dupla detém um maluco armado com um lança-chamas. Riggs sugere a Murtaugh que o distraia, e vestido de samba-canção,o boboca sargento fica na linha de frente,enquanto Riggs acerta o tanque de napalm do criminoso, o mandando pelos ares, junto com o que mais estiver ao seu redor. A inconsequência do Murtaugh, claro, vai render uma das piadas mais legais dessa quadrilogia. Surge em seguida,a nova trama policial, envolvendo a Tríade, a máfia chinesa, aqui representada pelo Tio Benny, um ancião que controla o crime naquela parte da cidade. A trama é um tanto confusa,e mistura tráfico de pessoas, falsificação de dinheiro e corrupção do governo chinês. Não fica bem definido qual o propósito daquilo tudo, porém, envolve o personagem do Jet Li.

Se no filme anterior a personagem da Rene Russo roubou a cena, dessa vez o autor da proeza foi justamente ele,o Jet Li. Sua performance em cena arrebata o espectador. Sem falar que ele dá a maior surra nos protagonistas...kkkk. O baixinho chegou mostrando a que veio. Muitos consideram como o melhor vilão dessa série, que, diga-se de passagem, não teve um vilão digno de figurar na galeria de grandes do cinema. Todos eles funcionaram ao que se dispunham, mas careceram de um melhor desenvolvimento. Curioso que o personagem não tem nenhum grande diálogo, mas sua presença é cena é intimidante, a tal ponto que os icônicos Martin e Murtaugh ficam receosos a se baterem com ele. E os motivos ficarão óbvios.

Já o conhecido Joe Pesci,reprisa seu Leo Getz,sempre com os mesmos maneirismos e o falatório pelo qual ele ficou marcado na série. Pode-se dizer que foi praticamente sua última aparição de destaque nos cinemas, pois ele não foi mais visto nas telonas após essa produção, mesmo sendo um excelente ator. Chris Rock não tem um grande destaque como o detetive Butters, mas seu personagem cumpre seu papel. Para o Gibson, vale uma referência: quando atuou nesse filme aqui e deu vida pela última vez ao Riggs, ele tinha em seu currículo, o Oscar de Melhor Diretor por seu trabalho em Coração Valente, de 1995, filme também vencedor do Oscar. Aliás,em breve vale destacar o seu personagem nessa obra, o Willian Wallace, como um grande personagem do cinema

Máquina Mortífera 4 foi o filme menos rentável da série, custando 140 milhões e rendendo 135 milhões de dólares nos Estados Unidos - só não foi considerado um fracasso por causa dos rendimentos internacionais. A crítica também não o aceitou bem, se dividindo entre críticas positivas e negativas.Há quem considere como o mais fraco da série.  Ainda assim, Donner considerou que foi um desfecho digno, que começa com um Riggs desesperado e desestruturado que, aos poucos, com a ajuda de Murtaugh e sua família, encontra seu caminho, até, no quarto filme, conseguir formar sua própria família.

O filme marcou a despedida definitiva dos dois personagens ícones do cinema de ação. Tanto que, nos créditos finais, Donner fez questão de apresentar fotos com cenas dos bastidores de todos os filmes. O final feliz, em que grande parte do elenco se faz presente, mostra que aquela turma, por uma década, formou uma das mais bem sucedidas famílias hollywoodianas. Nos últimos anos,a febre foi resgatar personagens de sucesso e trazê-los de volta às telonas. Personagens como Rocky Balboa, Indiana Jones, John McClane, Exterminador do Futuro e Rambo fizeram presentes em produções que dividiram as opiniões dos seus fãs. Logo, não demorou pra surgir a possibilidade do Riggs e do Murtaugh também retornarem.


Donner, porém, considerando que sua história estava encerrada, não quis se envolver com o projeto. Em 2007, a Warner chegou até a anunciar que as negociações estavam adiantadas, e que Shane Black seria o roteirista e diretor. Gibson e Glover, porém, também não aceitaram repetir seus papéis, segundo muitos, por lealdade a Donner. Mesmo assim,ainda rolaram boatos sobre um novo Máquina Mortífera. Uns falam que a Warner teria interesse em bancar um remake. Outros, que o legado do Sgt. Murtaugh seria levado pelo seu filho, Nick Murtaugh, que também seguiria carreira na polícia, fazendo parceria com um outro policial. Por enquanto nada se confirmou. Entretanto, a série ganhou um formato para a televisão. Em 2016 o seriado Máquina Mortífera estrelou nas telinhas.




sábado, 19 de agosto de 2017

Eles são a "Máquina Mortífera: Riggs e Murtaugh - Resenha Cinéfila Maquina Mortífera 03

Três anos separam a terceira da segunda produção. Novamente,grande parte dos envolvidos, tanto na parte técnica como no elenco retornaram. E aqui vamos nós conferir mais uma resenha do filme que atuaram nossos personagens homenageados deste mês.

Aqui vamos nós, com os Textos de Heleno Jr e a arte de Pedra Rubra.

Máquina Mortífera 3 - Lethal Weapon 3
Pais - Estados Unidos
Ano - 1992
Duração - 118 min 
Direção - Richard Donner
Roteiro - Jeffrey Boam
Gênero - Ação, Policial
Distribuição - Warner Bros. Pictures
Lançamentos:
Estados Unidos 15 de Maio de 1992
Brasil 7 de Agosto de 1992
Portugal 21 de Agosto de 1992
Idioma - Inglês

Martin Riggs - Mel Gibson
Roger Murtaugh - Danny Glover
Leo Getz - Joe Pesci
Lorna Cole - Rene Russo
Jack Travis - Stuart Wilson
Capitão Ed Murphy - Steve Kahan
Trish Murtaugh - Darlene Love
Rianne Murtaugh - Traci Wolfe
Nick Murtaugh - Damon Hines
Carrie Murtaugh - Ebonie Smith
Tyrone -  Gregory Millar
Hatchett, capanga do Travis - Nick Chinlund
Hubert, capanga do Travis - Pete Antico
Delores - Delores Hall
Stephanie Woods, psiquiatra da polícia - Mary Ellen
Policial Jovem - Jason Rainwater
Joel, diretor de cinema - Stephen Kay
Herman Walters - Alan Scarfe
Becker - Líder do Esquadrão de Bombas - Kenneth Tigar

O terceiro filme não começa bem para Riggs e Murtaugh, que são rebaixados a guardas de rua depois de fazerem besteira em uma denúncia de bomba: sem querer esperar o esquadrão anti-bomba, Riggs corta um dos fios do dispositivo, o que resulta na implosão do prédio. A mancada faz com que a dupla seja rebaixada a policiais de rua.

Pois bem, enquanto trabalham nas ruas, Riggs e Murtaugh acabam, acidentalmente, se metendo em uma investigação da corregedoria de assuntos internos da polícia, que investiga um ex-policial, Jack Travis , que estaria desviando armas apreendidas e as vendendo para criminosos, além de fornecer a eles balas "mata-tira", capazes de furar coletes a prova de balas. A investigação também faz com que eles conheçam a sargento Lorna Cole, por quem Riggs se apaixona, E Leo acaba se mostrando mais valioso que de costume, já que a fachada de Travis é um empreendimento imobiliário.

Neste longa quase todos retornaram, mas Pesci quase ficou de fora, já que Leo originalmente não participaria do filme, e todas as cenas com ele foram reescritas de última hora, por sugestão de Donner. Vale citar que Leo deixou de ser criminoso, e agora trabalha como corretor de imóveis. O reforço do elenco dessa vez foi a atriz Rene Russo, interpretando a sargento Lorna Cole.

Na parte técnica, a exceção dessa vez foi o criador e roteirista dos personagens, o Shane Black, que deixou a série, descontente com a decisão de manterem Martin Riggs vivo ao final do filme anterior. Uma das razões pelas quais Donner não quis matar Riggs foi que ele já planejava fazer um terceiro filme. O roteiro então ficou sob a responsabilidade de Jeffrey Boan e Robert Mark Kamen. Pode-se afirmar que a ausência do Black teve consequências. Uma delas foi que o terceiro filme, mesmo mantendo seus elementos, padece numa trama fraca, com um vilão muito mais medíocre e desinteressante, apesar de todo o empenho de Donner em criar boas cenas de ação e perseguições.

No novo filme, o antagonista é um ex-policial envolvido num esquema de roubo de armas e venda para criminosos. Enquanto os dois personagens se empenham para resolver o caso, o roteiro mais uma vez encontra espaço para desenvolver a dinâmica de relacionamentos entre Riggs e Murtaugh. Isso porque Murtaugh se aproxima da aposentadoria, o que resultaria no fim da parceria com Riggs. Acontece que a amizade entre os dois sempre foi de certa forma, um porto seguro para o Martin, que vê a própria família de Murtaugh, como sendo sua também, e ele teme perder tudo isso, com o afastamento do amigo. Na contramão, a investigação esbarra com um caso envolvendo a corregedoria de polícia, cuja oficial Lorna, está encarregada, e sem querer, acaba esbarrando no caso desses dois.

Mais uma vez a dupla se sai muito bem vivendo os personagens, mas o destaque maior é realmente o Danny Glover. Cada vez mais inseguro com a profissão, Murtaugh vive em seu limite,e quando sem querer ele acaba baleando um amigo de seu filho,para se defender,os dilemas e a apreensão em seguir adiante tomam conta de si. Joe Pesci talvez não tivesse mais tanta importância em permanecer na série, mas seu personagem retorna e de certa forma se mostra útil ao que a trama propõe.

Quem rouba a cena dessa vez é a personagem da Rene Russo. Afiada na troca de farpas com o personagem do Gibson, a atriz dá vida a uma personagem durona, que sai no braço com 5 marginais sem muito esforço e não hesita em mandar bala quando necessário. Sem dúvidas, a companheira ideal para o amalucado Martin Riggs. O filme mantém a tradição da série, com excelentes sequências de ação,misturadas com humor. Mas dessa vez ele é bem mais investigativo, o que diminui a ação. Entretanto,alguns consideram como inferior aos seus sucessores, além do vilão principal ser considerado o mais fraco dos 4 filmes. Caricato e mal trabalhado, não é de forma alguma um vilão interessante.

Máquina Mortífera 3 não foi tão bem sucedido quanto o segundo filme, custando 35 milhões e rendendo 145 milhões de dólares nos Estados Unidos, mas ainda assim foi o quarto filme mais assistido de 1992 (perdendo para Aladdin, Esqueceram de Mim 2 e Batman: O Retorno), e um enorme sucesso de crítica. Donner ainda planejava um quarto filme, para fechar de vez a série, mas teve de esperar algum tempo até conseguir tirá-lo do papel. Ainda levou uma premiação MTV,nas categorias de melhor seqüência de ação e melhor dupla (Mel Gibson e Danny Glover).





sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Filmes Inesquecíveis do Cinema - Resenha Cinéfila - A Noite dos Mortos Vivos

A bruxa passeou mesmo por Hollywood,entre maio e julho de 2017.Nessa sequência, tivemos a perda de 3 personalidades famosíssimas: Roger Moore, em maio e Adam West, em junho. O mais recente a integrar essa galeria fúnebre, foi o conhecido produtor,diretor e roteirista George Romero. Para quem é leigo e pouco conhece de cinema, basta citar que ele é conhecido como "o pai dos zumbis no cinema". Se hoje em dia,séries famosas como The Walking Dead e todo o gênero dos mortos -vivos fazem sucesso,devem agradecer ao pioneirismo e criatividade desse senhor,que em 1968, fundou esse subgênero do terror, com o clássico A Noite dos Mortos- Vivos.

Romero se foi mas deixou seu nome gravado com letras de ouro,e muito antes de partir,já estava imortalizado por sua obra.Não poderíamos deixar de prestar nosso reconhecimento pelo que ele fez,portanto,o espaço de uma obra inesquecível,de forma justa será ocupado pela  que o imortalizou.Vamos conhecer um pouco sobre esse filme e constatar porque ele é tido como um clássico cult.

A Noite dos Mortos- Vivos - Night of the Living Dead
País - Estados Unidos
Ano - 1968
Cor - p&b
Duração -  96 min 
Direção - George A. Romero
Produção - Russell Streiner, Karl Hardman
Roteiro - John A. Russo, George A. Romero
Gênero - Terror
Música - Música de estoque
Edição - George A. Romero, John A. Russo
Distribuição - The Walter Reade Organization
Lançamento - 1 de outubro, 1968
Idioma - Inglês
Orçamento - $114.000
Receita - $30.000.000

Duane Jones
Judith O'Dea
Karl Hardman
Marilyn Eastman
Keith Wayne
Judith Ridley
Kyra Schon

A radiação provocada pela queda de um satélite faz com que os mortos saiam de suas covas como zumbis comedores de gente, fazendo com que um grupo de pessoas refugiados em uma casa tenham que lutar pela sobrevivência contra uma horda sedenta de carne e sangue.

Para início dos trabalhos, é bom mencionar que essa foi uma produção realizada de forma independente. Na época, inciando sua carreira,o futuro diretor não tinha mais do que trabalhos em comerciais e alguns filmes industriais, realizados por uma pequena empresa que ele mesmo fundara em companhia de dois amigos. Cansado desse trabalho e querendo realizar uma obra do gênero terror,em companhia de um amigo, ele contratou  Karl Hardman e Marilyn Eastman, presidente e vice-presidente, respectivamente, de uma firma de filmes industriais de Pittsburgh chamada Hardman Associates, Inc., e apresentaram sua ideia para o então filme de terror sem título.Convencidos por Romero, uma empresa de produção chamada Image Ten foi formada, incluindo Romero, Russo, Streiner, Hardman e Eastman. Image Ten levantou aproximadamente $114.000 para o orçamento.

​O valor baixíssimo ditaria o rumo da produção.Sem uma verba considerável e tendo de economizar o suficiente para tocar o projeto, as limitações deram o tom da obra.Eles sabiam que não poderiam fazer um filme à altura dos clássicos da época, bancados por grandes estúdios,portanto,teriam que se valer de um bom roteiro, o talento e criatividade para superar esses percalços. Justamente o que percebemos,ao assistir o filme, é que se trata de uma produção simplista. Nenhum grande nome do cinema agregou o elenco. Efeitos eram bem artificiais e a maquiagem dos zumbis eram feitas com cera de coveiro(??) Também não haviam cenários bem elaborados,tanto que a história se concentra totalmente nos arredores de uma casa de campo, sendo que a trama se passa envolvendo em torno de 7 pessoas obrigadas a se refugiar nessa residência,para sobreviver ao ataque dos zumbis.Tal limitação no entanto foi útil para o efeito psicológico, pois passava ao espectador, a total sensação de isolamento, uma vez que estavam distantes de qualquer cidade para onde poderiam recorrer em busca de segurança.

O roteiro do filme foi escrito pelo próprio George,em companhia de John A.Russo. Ele também foi um dos editores,e segundo contam, foi também o diretor de fotografia. A história do filme é bem simples. Um casal de irmãos em visita a um cemitério, nos arredores de uma casa de campo, são subitamente atacados por um zumbi. A jovem Barbara se refugia no interior da casa, e logo se encontra com Ben, que também busca segurança. Não demora a descobrirem que o local está tomado por mortos-vivos que saíram sabe-se lá de onde,e estão dispostos a atacar e devorar quem encontrar pela frente. O rapaz lacra as portas e janelas enquanto a garota tenta se recuperar do choque.Mas não demoram a descobrir que não estão sozinhos naquele lugar. Subitamente surgem os demais personagens: Harry, um pai de família que só se preocupa consigo mesmo, sua esposa Helen, e a filha Karen, que foi mordida por uma dessas criaturas.Completam o grupo, o casal Tom e Judy. Todos foram surpreendidos repentinamente por uma avalanche de crimes em massa, com os mortos não sepultados se reanimando nos hospitais, necrotérios e velórios, atacando os vivos e devorando suas vítimas, espalhando uma contaminação em escala crescente. 

A explicação para o aparecimento desses mortos é a explosão de um satélite, cuja carga de radiação serviu como ativador no cérebro das pessoas mortas. Todos os que forem mordidos por eles ou morrerem,serão afetados e também se tornarão mortos-vivos. Acontece o que geralmente é óbvio nessa situação:os conflitos internos, diferenças de opiniões e o egoísmo logo tomarão conta do ambiente, o que levarão a brigarem entre si, até perceberem que,ou se unem para encontrar uma forma de sair daquele lugar e buscar segurança junto às estações de resgate  para sobreviventes, ou logo serão vítimas daquelas criaturas.

Romero optou em realizar seu filme em preto e branco,para lhe dar um caráter documental. Vale citar que,antes dessa obra, os zumbis já eram personagens de alguns filmes B de terror, mas não da forma como foram representados aqui. Nesses filmes,eram mais apresentados como trabalhadores ressuscitados e convertidos a mortos, por conta de magia negra.Foi o George quem fundou o estereótipo que hoje em dia todo mundo conhece: o zumbi comedor de carne humana e ávido em perseguir e caçar os seres humanos vivos. Suas criaturas, ao contrário de muitos exemplares atuais,não eram ágeis ou possuíam força fora do comum. Pelo contrário, eram bem lentas e era até mesmo possível encará-las no mano a mano. Se a pessoa fosse um Usain Boat e tivesse pernas dispostas, poderia tranquilamente sair em disparada do alcance deles. Porém, quando eles se agregavam em grupos e encurralavam, aí estava tudo perdido. Também eram mais vorazes e inteligentes

A escassez de dinheiro também refletiu bastante nos demais elementos técnicos,como os efeitos,principalmente.O sangue, por exemplo, era Bosco Chocolate Syrup jogado sobre os corpos dos membros de elenco.[A carne consumida era presunto assado. O figurino consistiu de roupas de segunda mão. Marilyn Eastman supervisionou os efeitos especiais, figurino e maquiagem. Outro mérito do roteiro é saber apresentar e trabalhar os personagens,evidenciando quem são e deixando claro suas falhas e personalidades.A história também alfinetou alguns aspectos sociais,como o racismo. Não por menos,o protagonista da obra e condutor de grande parte das atitudes do grupo, o Ben,é negro. Por aqueles tempos, para a conservadora sociedade norte-americana, aquilo era uma afronta.Também colocou o dedo na ferida, ao mostrar que, em situações de tensão,o ser humano não sabe conviver em sociedade, tornam-se irracionais e egocêntricos.O contraste entre os sobreviventes e os zumbis é que,enquanto,eles só discutem e não procuram soluções para o problema, os mortos-vivos são mais "camaradas" entre si, e até dividem o "alimento",cada um com sua parte. Essa falta de raciocínio por parte dos vivos na verdade, é o maior obstáculo pelas soluções,uma vez que, como adiantado, os zumbis nem seriam essa ameaça toda,visto suas limitações. Bastaria um pouco de união de todos.

Também é uma produção considerada revolucionária, por demonstrar com frieza, uma violência atípica para o gênero, por aqueles tempos, (final dos anos 60). As cenas dos mortos devorando carne humana foi chocante. A partir de então, houve uma revolução no gênero do terror e os filmes começaram a se tornar mais ousados em relação a isso,evoluindo para o que conhecemos nos dias atuais.O filme se encerra com uma cena abrupta,inesperada e até mesmo chocante para a época, e foi considerada bastante negativa e carregada de pessimismo. Romero foi bastante criticado e alguns grandes estúdios chegaram até mesmo a oferecer dinheiro para ele modificar a sequência e apresentar um final mais otimista.Mas ele recusou.

Visto nos dias atuais,talvez o filme nem impressione tanto, comparado aos outros representantes do gênero.Na verdade, um outro clássico,A Volta dos Mortos Vivos,de 1985, e que assim que encontrar espaço, destacarei aqui também, é totalmente superior a esse título aqui.Entretanto, por tudo o que o filme significa até hoje para o seu gênero, por ter fundado um subgênero do terror, ter definido essas criaturas para o cinema e a TV, por todo o talento dos envolvidos, é sim uma obra impressionante e vale ser festejada e reconhecida.

Até hoje figura como um grande clássico e talvez seja a maior referência ao gênero. Se produções como Guerra Mundial Z e o já citado The Walking Dead encontraram seu lugar ao sol, devem principalmente ao pioneirismo e visão de George Romero. Logicamente, uma enxurrada de produções tendo zumbis como pano de fundo,chegam às dezenas até hoje. Várias outras franquias encontraram seu reconhecimento junto aos fãs. O filme está disponível em youtube,quem nunca viu e quiser conferir ao fim dessa apresentação, é só dar um pulo lá. Só ignorem a dublagem amadora.

Na época de seu lançamento,foi um enorme sucesso crítico.Também fez bastante dinheiro.Após uma década de relançamentos cinematográficos, faturou cerca de $12 milhões domesticamente e US$ 30 milhões internacionalmente.Em 1990,ganhou um remake,com o mesmo título.

É o primeiro de cinco filmes Living Dead dirigidos por George Romero. Após o filme de 1968, Romero lançou Dawn of the Dead (1978), Day of the Dead (1985), Land of the Dead (2005) e Diary of the Dead (2008). Cada filme traça a evolução da epidemia dos mortos-vivos nos Estados Unidos e as tentativas desesperadas da humanidade para lidar com isso. Como em Night of the Living Dead, Romero apimentou os outros filmes na série com críticas específicas aos períodos nos quais eles foram lançados. Em 1999, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos o registrou ao seu Registro Nacional de Filmes como um filme considerado "historicamente, culturalmente ou esteticamente importante".



 
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