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sábado, 5 de março de 2016

S & M Society - Dicas do Jogo para Dominantes


Seja paciente! Até que você entre em um contrato com um submisso, você não tem mais direito de ordenar-lhe em torno do que ninguém. Dê o seu tempo para conhecer você e como você é e sutileza são elementos importantes de uma posição dominante. Da mesma forma, força e suavidade caminham lado a lado. A sensibilidade e a consciência (ou falta dela) que você mostra no mundo real é susceptível de ser repetido no parque infantil.

Seja humilde. Você pode ser Deus/Deusa de presente para o mundo, mas ninguém precisa ouvir ou quer ouvi-lo. Você terá muitas oportunidades para mostrar o quão bom você é e muitas oportunidades de fazer um tolo de si mesmo. Não importa o que você diz, o "verdadeiro eu" irá mostrar através de uma cena. Não prepare-se para uma falha do desenvolvimento das expectativas que você sabe que nunca poderá alcançar.

Esteja aberto. Embora o top é classicamente considerado como o professor em SM, você sempre pode aprender a partir do seu sub, não importa o quão inexperiente. Esteja disposto a aprender com outros Dominadores que podem ter uma perspectiva totalmente diferente da sua. Tente se aproximar viagens por agora familiar com uma atitude de espanto e de descoberta. Esteja ciente de que todo mundo tem o seu ou o seu próprio estilo pessoal.

Comunique-se! Você é responsável por descobrir informações básicas essenciais sobre as pessoas que você jogar, como a experiência, os limites, gostos e desgostos, e informações sobre saúde. SM Jogado sem esse conhecimento é como uma roleta russa. Fale sobre sua cabeça espaço e sua visão do SM com a sua parte inferior, de modo que eventuais incertezas podem ser tratadas antes que você comece a jogar. Definir claramente os papéis, regras, limites e contratos. Não tome por garantido que o seu sub sabe instintivamente as regras do jogo .

Seja honesto. Se você não tiver experiência em uma área que o seu sub gostaria de experimentar, ser honesto sobre isso. Seu parceiro tem o direito de saber isso. Seja honesto com você mesmo e tomar sua submissa apenas para aqueles níveis em que você está totalmente no controle da situação. A segurança deve ser sempre a primeira preocupação, tendo prioridade sobre o quão quente é uma sessão em particular.

Seja sensível. Há uma linha muito tênue entre: sensíveis, carinhosos dominantes e auto-justifica torrão arrogante, insensível. A cena deve ser uma síntese criativa de suas necessidades e fantasias e às necessidades e fantasias do outro. Embora, na superfície, seu submisso é servi-lo, o que realmente está acontecendo é que o dominante e o submisso estão servindo uns aos outros. Ganhe a confiança completa de seu submisso e nunca violar ou ameaçar que vai quebrar essa confiança. Sua apresentação é um presente para você. Use-a adequadamente.

Seja realista. Fim da cena com sub querendo mais, não querendo ter havido menos. Lembre-se que o poder, controle e sensibilidade são as chaves, e não apenas a intensidade da estimulação. Seja claro sobre o que é fantasia, e tem pouco a ver com o que funciona na prática. Seus livros ilustrados favoritos pornô podem ser estimulantes em si, mas não tente imitá-los até o último detalhe.

Ser realmente dominante! Submissas à procura de alguém que vai assumir o seu corpo e mente, e não apenas para a força bruta. As pessoas reais são procuradas, não apenas de papelão imagens de anúncios de cigarro ou estereótipos machistas. Seu domínio realça toda a sua existência. Não cobrir ou substituto para outras áreas de sua vida que é você . Faça a sua queda submissa no amor com você, e esperar que ele ou ela para dar a si mesmo até você totalmente.

Acompanhamento das regras, esperar obediência, e punir adequadamente quando é chamado. Não fugir de sua responsabilidade para o sub. Seja confiável e esperar a confiança. Você concordou em assumir o papel dominante agora assuma.

Ser saudável! Atividade extenuante, SM exige que seus participantes a saúde física e emocional superior. Muitos fatores, incluindo a quantidade que você dorme, seus hábitos alimentares, e seu consumo de álcool e drogas afetam seu desempenho e resistência durante uma cena. Não tente fazer SM quando a sua energia física ou emocional é baixo. Como uma posição dominante que têm uma responsabilidade especial de estar no controle de si mesmo e no topo da cena. Eu posso fazê-lo de qualquer maneira " viola a sua confiança em você e Submissas pode ser perigoso. Se você não quer aceitar as responsabilidades, você não deve jogar o jogo!

Divirta-se! Afinal, o sexo é toda sobre ter um bom tempo. Você ganhou , e você tem direito ao original, prazeres intensos que vêm jogar SM responsável, criativo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

BDSM Society - Ter uma Submissa

Ter uma submissa não é ter apenas um corpo para abusar, usar, maltratar, marcar ou satisfazer qualquer outra de suas parafílias, quando quiser e da forma que desejar. Não é apenas dar ordens e usar a linguagem feudal. Não é apenas decorar a definição de BDSM, Bondage, Shibari, Sadomasoquismo etc. E achar que é um verdadeiro mestre na dominação.
 
Ter uma submissa é ter uma mulher que lhe dará a alma e esta irá te pertencer por toda a eternidade. É ter uma mulher que fará de tudo para te fazer feliz, como Dominador, como baunilha, como chocolate ou como qualquer outra definição tosta que queira usar para te definir dentro desse seu microuniverso que gosta de chamar de “domínios”.
 
Ter uma submissa é ter uma mulher que no seu dia a dia irá trabalhar normalmente e, quando estiver na sua presença, irá ajoelhar aos seus pés e implorará para que você a humilhe, a penetre, a arrombe, faça dela o que você quiser, pois você é o Dono.
 
Mesmo assim, depois de fazer tudo isso e até algo a mais que sua imaginação perversa possa querer, no fim, quando estiver tudo terminado, as velas estiverem sido apagadas, o chicote não estará mais cortando o ar e nem marcando a pele dela, neste momento ela irá olhar nos teus olhos com a voz trêmula e irá dizer: “Eu te amo demais, Dono. Obrigada por me fazer sua!”.
 
Você com um sorriso de satisfação, por ter proporcionado àquela pequenina criatura um prazer que não poderia ser traduzido em palavras, irá dizer: “Eu também te amo muito, minha cadelinha. Tenho muito orgulhoso e estou feliz por você me pertencer!”.
 
Sim, desse jeito mesmo. Um declarando amor ao outro, após uma sessão. Dessa forma mesmo sem bordões linguísticos usados nos feudos. Sem exibições em lugares públicos. Apenas os dois. Da forma mais primitiva que pode haver entre um homem e uma mulher. Quando isso acontecer, O Dominador terá a sua submissa. E a submissa será de um Dominador.
 
LuciusGhostwish

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sábado, 8 de agosto de 2015

BDSM Society - Barreiras de uma Submissa

Sabe qual é o grande diferencial entre as subs que se realizam e as que ainda não alcançaram seus sonhos?!?!?

Tem uma barreirinha que elas conseguiram superar. Todas elas tiveram uma barreira inicial, que travava, limitava... Um desconforto, um medo. Mas tiveram coragem pra derrubar a barreira, adquiriram confiança e conforto pra servir.

Em cada história de sucesso vc vê um "conforto" em servir, não que signifique facilidade, conforto significa que aceitaram seu papel, aceitaram o papel do Dono a tal ponto que não queriam outra coisa além daquilo.

A caminhada inicial, de formação da sub, quase se resume a isto, vencer a barreira e deixar fluir.

Tem o que se aprende, claro, mas só se aprende, só se absorve quando se permite, quando não existe filtro, barreira impedindo.

Em cada sub que se torna referência, exemplo se destaca a fluidez da submissão, pq quando existe fluidez, tudo é natural, acaba convergindo para o que foi ensinado.

Se vc acha que uma sub lembra-se do que foi ensinado no momento exato que recebe uma ordem, se engana, ela não é tomada por pensamentos do tipo: sub deve fazer isto, sub não deve questionar, sub não deve argumentar, etc... Estes pensamentos são as barreiras, limitadores. No momento exato que a sub recebe uma ordem ela só tem um pensamento: obedecer da melhor maneira possível, fazer o seu melhor.

Evidentemente está implícito que a ordem respeita a consensualidade, caso contrário, toda e qualquer reação contrária é plenamente justificada.

Existe uma frase comum no meio: a submissão é libertadora.

Pq é quando vc consegue fazer tudo que deseja e desejou, sem medo. Observe a qtde de desejos, vontades, expectativas que levam alguém a se descobrir submissa, imagina a alegria de poder realizar, fazer sem medo, sem pudor, sem se sentir julgada. É a liberdade de ser o que de fato vc é.

Mas nenhuma sub consegue isso de maneira fácil, todas enfrentaram suas barreiras, provavelmente todas pensaram em desistir.

Fluir significa que se tem a percepção de que é sua submissão que vem na frente, nada mais interfere, é isto que agrada ao Dono, é isto que a destaca, que a torna atraente, especial, orgulho de seu Senhor. Nenhum outro artifício vale mais que a própria submissão.
O entendimento da submissão envolve perceber que não precisa agradar com roupas, com erotismo, com apelo de qualquer espécie, exceto quando desejo do Dono, compõe o entendimento de que se sua submissão é natural e intuitiva, isto basta. É uma das barreiras a superar, entender o que de fato é importante pra uma sub e se sentir capaz de se doar neste objetivo, na entrega.

Portanto, não é no aprendizado que se falha, não existe um caminho longo de aprendizado, existe sim uma dificuldade em derrubar a barreira, se libertar.

Ser sub é confiar, deixar tudo na mão do Dono. Se vc não tem conseguido isso, se vc faz as coisas sempre com uma ressalva, sinal que a informação, antes de ser recebida por vc, passa pela barreira, sofre um sobressalto, um filtro, não flui.

Tudo que é conversado, tratado entre Dom e sub serve como norte, mas é quando começa a ser natural, mais próxima estará de ser a sub que deseja.

A barreira envolve história de vida, formação, conceitos... Não é fácil se libertar de bagagem tão grande, de tantos medos, receios. Mas servir é saltar no escuro, caminhar sem medo.

Existe apenas um pequeno detalhe... Ou imenso detalhe... Superada a barreira, que tipo de sub se revela?

Cabe ao Dom olhar além da barreira. Como quando olhamos por cima do muro pra ver como é uma casa, ou olhamos através das grades e cercas. Vc não vê o muro, a grade, a cerca, vc vê o que fica por trás. Buscamos onde dorme a sub, tentamos ver que tipo de sub é. A habilidade de um Dom começa a ser medida ai, na capacidade que tem de enxergar a sub, de acertar na leitura. Pode errar e perder oportunidades, pode acabar comprando um problema, mas pode acertar e encontrar uma bela sub.

O sucesso dos relacionamentos passa pelo sucesso da leitura, do entendimento, da afinidade, da cumplicidade e, fundamentalmente, da confiança.

Se uma sub dorme em vc, o que é preciso pra ela agir com tamanha liberdade? Que vc a permita. O baunilhismo costuma ser uma barreira, uma barreira composta de histórias, medos, coisas que ouviu, que aprendeu... Tem de tudo ali, normalmente essa barreira impede não só a sub, mas te impede de ser feliz. Por isto a sub ajuda a baunilha e vice versa, pq se vc consegue libertar a sub, vc consegue libertar a mulher.

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

BDSM Society - Safeword - "Seu uso e o porque usar nas praticas do BDSM"

“Safeword” – Palavra de segurança, previamente combinada entre as partes envolvidas numa atividade BDSM, para indicar que se atingiu determinado tipo de limite, físico ou psicológico, ou que alguma coisa não está bem, como por exemplo cãibras, tonturas, dificuldade na respiração, etc., ou simplesmente que não se está a ter prazer e se quer parar. Esta palavra é geralmente usada pelo “bottom”, mas pode igualmente ser usada pelo “Top”. O uso da “safeword” não é sinal de fraqueza e deve ser usada e respeitada, sem qualquer tipo de julgamento ou ressentimento.

As “safewords” são, como é óbvio, de escolha pessoal e devem ser fáceis de memorizar e ser sempre relembradas antes de iniciar qualquer atividade. No fundo são uma forma simples e fácil de comunicar. Para evitar confusões, desentendimentos ou atrapalhações não devem ser escolhidas “safewords” diferentes cada vez que se faz uma sessão ou se muda de parceiro.
 
Palavras ou expressões, como “pára” ou “não”, passíveis de “escaparem” inadvertidamente durante uma sessão BDSM, ou muitas vezes usadas em “jogos” de resistência (“resistance play”), onde essas expressões não significam parar, não devem ser utilizadas. A safeword reconhecida universalmente é “Safeword”. Há quem prefira usar um sistema de “safewords” universal ,mais completo, como “Vermelho”, “Amarelo” e “Verde”, para sinalizar parar, abrandar (chamar a atenção para algo que esteja a incomodar, como uma corda, ou mudar o local da estimulação) e avançar (ou aumentar a intensidade), respectivamente.

O fato de existirem “safewords” não significa uma delegação da responsabilidade no “bottom” e tem de existir uma atenção permanente por parte do “Top” aos sinais que possam denunciar que alguma coisa não está bem, como a respiração, contrações musculares, etc. Certas práticas, física e/ou psicologicamente mais intensas, podem conduzir a um estado de êxtase – “subspace”, em que o indivíduo perde a sensibilidade à dor e em certa medida a consciência, devido à produção excessiva de endorfinas. Nestes casos, não existe normalmente a coerência necessária para proferir a “safeword”, aumentando o risco de eventuais danos. A monitorização constante do comportamento do “bottom” durante uma sessão mais intensa é fundamental para que se possa identificar a situação e parar imediatamente.

Em determinadas situações em que não é possível falar, como o uso de mordaças, máscaras ou outros objetos de inserção oral, a “safeword” deverá ser substituída por um sinal ou gesto de segurança – “safesign”, como levantar uma mão, agitar a cabeça, ou deixar cair um objecto da mão, por exemplo.

As “safewords” e “safesigns” podem gerar um sentimento de segurança e consensualidade, mas de nada servem ao “bottom”, particularmente se estes estiverem total ou parcialmente imobilizados, na presença de um “top” que não seja íntegro, sério e respeitador. O não respeitar uma “safeword” é sinônimo de quebrar a Consensualidade, deixando de ser BDSM para passar a ser abuso/violência, ou seja, crime punível por lei.

Site Estilo BDSM

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

BDSM Society - Ponto de vista: "Mestre"

1. Ninguém nasce Mestre. Ser Mestre é algo que se aprende e, principalmente, se merece.

2. Nenhum Mestre merece seu submisso. Se ele se entregou a você, receba-o como um presente.

3. A submissa dá tudo sem pedir nada em troca. Mas, mesmo sem que ele peça nada, há uma coisa que é essencial dar: razão para confiar.

4. Tua submissa já existia antes de se entregar a você. Ela tem uma história, um passado e uma personalidade e não há outra pessoa no mundo igual a ela. Ela não é e não deve ser tratado como um objeto que possa ser moldado de acordo com tuas fantasias pré-definidas. Pode conquistá-la. Pode e deve educá-la ao teu gosto e para teu prazer. Mas tem que ser inteligente o bastante para construir isto se baseando no que ela já é. Isto tem nome, se chama “respeito”.

5. Você é quem dá as ordens e dita as regras. Quando uma ordem é dada, é para ser obedecida. Por isto, pense bem antes de decidir e mandar o que quer que seja.

6. Se tua submissa sentir prazer sendo desprezado ou tratado com indiferença, desempenhe tal papel. Mas nunca o despreze ou seja indiferente a ele na realidade.

7. Estude tua submissa com tanta atenção como ela te estuda. Ou ainda com mais.

8. Não confunda prazer com felicidade. É teu direito exigir que tus submissa te dê prazer, muitas vezes, aliás, sem que ele receba nenhum em troca. Mas temos o dever de lhes fazer feliz e vice-versa.

9. Lembre-se: nem sempre está claro para a submissa o que lhe dá prazer ou não dá. E, muitas vezes, nem para nós mesmos. Com cuidado e carinho, tudo é possível.

10. Faça com que tua submissa cresça, se desenvolva, veja prazer em te servir bem. Se não se preocupar com isto, ou ficarão estagnados ou então enfraquecerão e no final nem mesmo você conseguirá ser digno de beijar os pés dela.

Melhor parar por aqui, para esses tenho muitas coisas a dizer que talvez agora não me recordo.
 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

BDSM Society - Seja Livre para viver suas fantasias

Gosta da ideia de ser amarrado, mas não quer sentir dor? Não tem problema. No BDSM não há papéis rígidos e todo mundo pode fazer o que quiser. Você pode dominar sem necessariamente disciplinar; pode sentir dor sem ser humilhado; pode até mesmo ser amarrado, humilhado e sentir dor sem absolutamente nenhum objetivo sexual. Você pratica com quantas pessoas quiser, onde quiser e do modo que bem entender.
Aliás, o BDSM não tem nenhuma definição exata e, como subcultura, abrange muitas práticas e fetiches que não se encaixam perfeitamente na sigla. É o caso de podólatras ou amantes de roupas de couro, por exemplo.
Também não importa qual é o seu sexo, cor, classe social ou credo. Todos podem ser o que bem quiserem, variar de papel e mesclar elementos de quantos fetiches desejarem. As suas preferências são o limite.
Existem, claro, subculturas dentro do BDSM que praticam fetiches que especificam pessoas. Por exemplo, há grupos que exaltam a submissão feminina aos homens, outros sentem-se mais à vontade com a supremacia feminina. Há fetiches por pessoas de diferentes características físicas, com certos tipos de roupas, comportamentos ou maneirismos. Mas nenhuma fantasia predomina sobre todas as outras. O BDSM, como um todo, engloba absolutamente tudo o que você conseguir imaginar, basta encontrar pessoas que pensam de forma parecida com a sua.
No BDSM, as pessoas são muito mais do que apenas masoquistas, dominadoras ou submissas. Quem decide o que, como, quando, com quem e com qual intensidade o BDSM deve estar presente na sua vida é você mesmo.
 

Texto foi extraído pela página BDSM Society do site:
http://lugardemulher.com.br/voce-sabe-o-que-e-bdsm-parte-1/

terça-feira, 4 de agosto de 2015

BDSM Society - Quem pratica o BDSM em tempo integral não cansa?!?!?

Quem entra em um relacionamento 24/7 assim o faz por espontânea vontade. Os participantes conversam e entram em acordo sobre todos os aspectos desse relacionamento: são estabelecidos regras e limites, as práticas que podem ser feitas e as que não podem e em que exatamente a pessoa dominadora controlará a vida da submissa. Às vezes é uma questão apenas sexual e pode haver controle de orgasmos ou masturbação, por exemplo. Outras pessoas adotam o controle de roupas, dinheiro ou até da alimentação. Tudo depende de quanto o submisso está disposto a submeter e de quanto tempo e disponibilidade o dominador tem para dominar, além do prazer de ambos.

O arranjo dessas relações, na verdade, não é muito diferente aquele feito em um relacionamento tradicional. Quando duas pessoas se casam, elas também precisam combinar quem toma conta de casa, quem faz as compras e quem cuida dos filhos, por exemplo. A diferença nesse caso está no fato de que os integrantes assumem a posição de dominador ou submisso. É comum que as partes elaborem um contrato simbólico, especificando os deveres, limites e funções de cada um.

A qualquer momento alguma das partes pode decidir que não quer mais viver o relacionamento e seguir sua vida, pois não há nada que o aprisione essencialmente. Apesar de não ter a mesma formalidade, o término de uma relação BDSM pode ser tão difícil quanto o término de um casamento e retirar a coleira é um ato tão significativo quanto a devolução de uma aliança.

Esqueça a idéia de que tudo é sobre sexo. Os praticantes de BDSM podem se apaixonar, amar e demonstrar afeto como todo mundo. Ninguém age o tempo inteiro como um carrasco ou escravo. Há momentos de lazer e carinho e quem vive em um relacionamento de dominação e submissão ainda faz coisas como sair para jantar ou ir ao cinema. A única cartilha do BDSM é a do consentimento e segurança; todas as outras regras são criadas por você. 

 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

BDSM Society - Depoimento.

“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.” - (Voltaire)

Alguns acontecimentos me fizeram pensar muito a respeito das coisas que me cercam e principalmente sobre a opinião que tenho sobre algumas pessoas. De início, muitas vezes, admiramos algumas atitudes e posteriormente quando temos um tempinho para pensar melhor, percebemos que tudo aquilo não passa de um monte de asneiras.

Uma das maiores asneiras, na minha opinião, que tem acontecido e que não consigo engolir é o que alguns “entendidos” sobre BDSM andam dizendo por ai. Insistem em dizer para os outros o que é e o que não é BDSM. Tentam impor doutrinas, regras, atitudes e querem abolir virtudes das pessoas por acharem que tais virtudes ou posturas não fazem parte do que eles classificam como sendo BDSM. Uma condição para dizer o que devemos ou não devemos fazer e como fazer.

Montei (montamos) um grupo para discutir alguns temas na comunidades do Facebook. Fiz questão de ser polêmica, eu gosto disso. Nessas horas podemos ver a verdadeira face da pessoa. Claro que a minha intenção, além de polemizar, era também de tentar obter o maior número de opiniões diferentes possíveis sobre o tema, afinal é ouvindo os outros que podemos conhecer e até mesmo mudar alguns de nossos conceitos e atitudes e, consequentemente, aprender algo novo, e assim, nos tornamos melhores como praticantes BDSMistas e seres humanos.

E o que mais achei engraçado foi a arrogância que alguns “entendidos” se expressavam: “isso não é BDSM”. Sinceramente, uma coisa que não entendo é isso. Essa separação. Dizer o que é e o que não é. Fico puta da vida com atitudes assim. Não gosto de nada que seja imposto, e muito menos, que digam como eu devo agir ou pensar.

Não aceito mesmo!!

Vejo muita gente alienada por ai. Gente que não age e nem tem a postura que deveria ter, contrariando assim, a experiência que orgulham tanto em dizer que tem. Na verdade percebo que não sabem absolutamente nada. Não sabem nada sobre o assunto e muito menos sabem o suficiente para dizer aos outros o que devem fazer e, principalmente, não sabem o que é ter respeitar. Lançam suas teorias toscas e acham que devemos aceitá-las. Não podemos questionar, pois caso contrário, não estaremos dentro do que por eles, é defendido como sendo BDSM.

Quem acompanha me conhece um pouco, já deve ter percebido que sou radicalmente contra a utilização do título de “mestre” para os Dominadores praticantes do BDSM. Fazem apenas algumas coisas e se acham no direito de serem chamados assim. Alias, exigem ser chamados assim. Daqui a pouco, teremos “doutores” e até mesmo “ph. D.” no assunto. Para que isso? O que isso faz com o meio enriqueça ou cresça como comunidade respeitada? Nada. É ridículo isso. Serve apenas para massagear o ego de algumas pessoas frustrado que não sabem viver a vida lá fora. Preferem viver na fantasia e ai de quem dizer algumas para eles. Sai de baixo!

E ando percebendo também, é que tais atitudes estão indo para a outra classe do meio: as submissas. Sim, elas mesmas. Muitas se acham muito conhecedoras do BDSM e exigem que seus egos sejam massageados também. Afinal, por que não? Afinal essas submissas também são “entendidas”. Com certeza, daqui a pouco vão reivindicar títulos também. Afinal por que não termos uma mestra submissa? Ser usarmos os mesmos critérios que alguns dominadores utilizam para se intitularem mestres, o direito pode ter expandido e garantido a essas submissas também. Não é?

Existe uma diferença muito grande entre aqueles que sabem e aqueles que acham que sabem. Uma coisa que aprendi nesses 40 anos de vida é que existem por demais aqueles que acham que sabem, e por isso, tentam de toda forma possível impor os seus “conhecimentos” e não aceitam ser questionado. Escrevem, avaliam, censuram, determinam regras, metem a colher nos relacionamento dos outros e ditam condições para que as pessoas vivam dentro do que acham que é certo, mas não são capazes de se avaliaram, não são capazes de fazer uma crítica sobre a sua postura e muito menos aceitam opiniões diferentes das suas.

Aqueles que sabem é fácil de serem identificados. Primeiro: respeitam sua opinião. Mesmo que ela seja diferente. Não impõem nada e se repararem, em seus conselhos sempre existe algo do tipo “faça o que for melhor para você e seja feliz”, “o importante é você ter consciência do que está fazendo”, “faça tudo com responsabilidade”, “veja se isso não vai prejudicar ninguém”. Meu Dono, sempre me aconselha assim. Puxa minha orelha quando faço algo irresponsável e me mostra onde errei. Aprendo e nada é imposto a mim. Escolho seguir o seu conselho ou não. Sigo sempre, pois sei que ele entende e tudo que me diz é para o meu próprio bem.

Voltando aos que acham que sabem, principalmente no meio BDSM, uma coisa que me irrita profundamente é a classificação que utilizam para os não praticantes do BDSM: “os baunilhas”. Sinceramente eu acho isso sem sentido demais. Fazendo uma análise mais detalhada, se ser baunilha é aquele pessoa que não pratica o BDSM, posso ser rotulado como tal, afinal não é toda vez que “pratico BDSM” quando estou com meu Dono. A gente conversa sobre coisas do cotidiano: casa, família, trabalho, política etc. Pelo que sei, segundo algumas teorias do meio, isso é “baunilha”.

Será que essas pessoas que defendem essa teoria são como o Batman e o Robin do seriado da década de 60?…. Não entendeu? Explico!!!

Para serem Batman e Robin, Bruce Wayne e Dick Grayson precisavam adicionar um botão vermelho, abria-se uma passagem secreta na parede, eles entravam nela e vestiam suas respectivas roupas de super-heróis.

Será que para alguns Dominadores ou submissas serem realmente Dominadores e submissas precisam “vestir” suas fantasias e assim se sentirem como tal?

Sim, existem pessoas que vestem as fantasias de Dominador e submissas. Se escondem por traz de perfis do Facebook. Avatares fakes, álbum de fotos que não dizem nada. Tudo falso. Vivem no “mundo de Oz” ou no “país das maravilhas” e acham que a vida real é assim. E se você aborda um tema do dia-a-dia, mas do que rápido eles vêm lhe dizer: isso não é BDSM.

Agora eu pergunto: Se os praticantes do BDSM em sua maioria são adultos, possuem estabilidade econômica, tem acesso a meios de informação para aprenderem mais, por que existem tantos que acham que sabem, sendo que na verdade, não sabem de nada?

O que vejo são marmanjos que viajam mais na maionese do que minha a filha de dez anos. Dominadores que exploram submissas financeiramente, para não dizer daqueles, que na maior cara de pau, chantageam mesmo. “Dominadores” e “submissas” que não sabem nada pelo fato de terem preguiça em ler, se informar ou simplesmente aceitar opiniões diferentes e acham mais fácil encher as comunidades de informações totalmente fantasiosas.

E mesmo com todos esses exemplos, alguns “entendidos” têm a petulância de dizer que coisas que acontecem no cotidiano “baunilha” não é BDSM. Eu só digo uma coisa para esses fantasiados:

Eu não visto nenhum traje para me tornar submissa. Vivo o BDSM 24 horas por dia. Para mim, o BDSM vai muito além de uma cena. Ele está presente em tudo e a todo momento. Desde o instante que levanto e tomo uma xícara de chá no café da manhã até a hora que deito a noite.

Se para alguns “entendidos”, BDSM é separação, é rotular quem não pratica. E se achar melhor do que os outros só porque faz algumas coisas diferentes com o parceiro(a). É falar: isso pode. Isso não pode. É tentar impor aos outros uma doutrina limitadora de conceitos e escolhas. Para mim, não é.

Para mim, BDSM é acima de tudo respeito. Respeitar quem pensa como você ou quem pensa diferente. É ter consciência que ninguém é obrigado a gostar das mesmas coisas que você e mesmo assim, por ser um praticante, você não é melhor que ninguém.

Não sei dizer que sou uma praticante do BDSM que gosta de fazer coisas “baunilhas” ou uma “baunilha” que gosta de praticar BDSM. Afinal, para mim, um amoroso e demorado papai-mamãe, por exemplo, pode ser tão delicioso como uma sessão de spanking. O que vale é o prazer que sinto e o prazer que proporciono ao meu Dono. Seja ele físico ou psicológico. Seja dentro de uma cena ou numa conversa sobre economia exterior. O que importa mesmo é estarmos nos deliciando com cada minuto um do lado do outro.

Se viajo na maionese? Sim, claro que viajo. Mas com os pés no chão e dentro da realidade, afinal sou uma mulher adulta.
 
 
 
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