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Mostrando postagens com marcador Amanhecer by Vera Dal Sasso. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 10 de abril de 2019

SANTA INQUISIÇÃO



Santa Inquisição
De santa não se tem nada não
Chove-me com perguntas matreiras
De intensidades certeiras
Questiona meus sentimentos
Desvenda meus documentos
Questiona minhas emoções
As toca com inúmeras sensações
Santa Inquisição
Deflagra minha comiseração
Peço-lhe um minuto de indulgencia
Arrebata-me sem a menor clemência
Santa Inquisição
Um despropósito a  minha própria razão
Não tens dó de mim?
No que desconstróis enfim...
Nobre Santa Inquisição
Apiede-se assim de minha paixão...



sábado, 29 de julho de 2017

A MÃO


A mão que te afaga
Nem sempre deflagra
Tudo que te apraz
Que te faz capaz
A mão que se exprime
Que um dia reprime
Que comprime
Ou dilacera
Sincera
A mão que acalenta
É a que te encanta
É a que te faz sentir
Sem reprimir
A mão que acaricia
Ensaia posições com malícia
A mão que contorce
Distorce
A mão que invoca
Que convoca
Leva às emoções
Subjugadas dimensões
A mão que te possuiu
Que te consumiu
A mão que suaviza
Que ameniza
Que pune
Ou une
Que tudo quer
Que vai te percorrer
A mão que é contente
 Ou simplesmente latente
A mão que sabe cultivar
Sabe amar
Mas também sabe odiar
Mas que sabe encontrar
E sossegar...



sexta-feira, 21 de julho de 2017

Menino ardente


Você que veio tão de repente
Com ares de menino carente
Com falsetas e jogos
Com convincentes monólogos
Que sempre seduzem
E para teus braços sempre induzem
Sempre com uma nova provocação
No limiar da excitação
Você que imagina
O que teu corpo desatina
E assim instiga
O corpo que te abriga
Você que desperta
Esse corpo sempre alerta
A essa atração
Descabida tentação
Não abandone esse mundo
De sentimento tão profundo
Simplesmente o cultive
Com seu tesão o motive
E o encarcere no teu querer

Tão precioso de se viver...




sábado, 15 de julho de 2017

PASSOS À DISTANCIA


Posso seguir de longe todos os teus passos
Reservar para você meus mais doces abraços
Contaminar meus pensamentos
Com juras e promessas de grandes momentos
Procurar saber sempre notícias tuas
Enxergar teus olhos em noites de luas
Transformar-te em um platônico amor
Tendo-o comigo sempre para onde for...
Idealizar cada noite a teu lado
Imaginar como seria ter-te amado
Viver em continua fantasia
Que um dia talvez você me amaria
Traria meu sonho para a realidade
Não importando qualquer vaidade
E juntos sempre podermos somar
Sem medo de em um pesadelo acordar
Onde dois sempre serão um par
Fieis e seguros no verbo amar...




quarta-feira, 12 de julho de 2017

SUBORNO


Hoje vou te subornar com palavras de amor
Que remetam você a meus abraços de puro ardor
Não quero usar palavra comum
Que nos enviem a lugar algum
Quero adoçá-las com tagarelices
Desfrutá-las com meiguices
Vou te induzir
A me seduzir
Com a esperança de ver o teu sorrir
Vou apimentar suas entranhas
Navegá-las para descobrir suas manhas
Vou acarinhar teus devaneios
Excitar todos os teus anseios
Meu corpo será teu suborno
O templo para teu usual retorno
Cada bocado parte de teu farnel
Tornando-te sempre tão fiel
Sem pressa de consumação
Retratada em tua explosão
Em meus braços te ver adormecer

Com a certeza de sempre novamente te ter...


sábado, 1 de julho de 2017

ENCONTROS ENCANTADOS


Encontros encantados
Uma pantomima de alegria
Uma química que inebria
Com desejos escravizados

O cheiro um afrodisíaco
O toque um rastro de calor
Que dilacera qualquer ardor
Que embevece qualquer maníaco

Um espécime másculo bruto
Um toque furtivo de língua
Que acaba com qualquer míngua
E desperta o desejo oculto

Um requebrado do quadril
Um acelerado no coração
A exuberância da noite de paixão
Com o Apolo mais viril

A fêmea de pele aveludada
A fome da felina
Disfarçada de menina
De safadeza declarada

E na ambígua aventura
Onde os parceiros se consomem
A fêmea e seu homem

Não sobreviverão mais à candura


terça-feira, 27 de junho de 2017

BRASA ADORMECIDA

E seu corpo inerte adormecia
No leito quente onde ainda jazia
O coração amortecido
O peito em sustenido
A lembrança tênue que aquece
O calor ao peito que não se esquece
A expectativa
A inerte narrativa
A espera pelo tão conhecido tato
Tão presente de fato
A brasa adormecida
Que no toque sempre fica ardida
Sinal de vida
Sinal de sangue que pulsa
Que o sexo propulsa
Não tem fins
São banhados de cetins
São recomeços
Têm seus apreços
O espetaculoso grito abafado
O que não pode ser calado
A consumação
A consagração
A paixão...


domingo, 25 de junho de 2017

NÃO HÁ


Não há sentimento insignificante
Para um pobre coração errante
Pois em tudo ele viaja
E em tumultos se engaja
Do nada cresce
E por si resplandece
É assombroso dizer
Que não há mais bem querer
Pois por onde o amor explode
Não há quem não se incomode
Porque ele é radiante
E prolifera o peito arfante
Tira-nos o ar
Chega a incomodar
Mas não há bem maior
Para se viver melhor
E nessa profusão desconexa
Vejo-me ainda perplexa
Não há o que esperar
Quando o sentimento é amar...



 
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