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sábado, 5 de agosto de 2017

Especial Homem Aranha - Resenha Cinéfila - Homem-Aranha:de Volta ao Lar


E aqui estamos nós resenhando o novo filme deste personagem, aqui encerramos este ano o especial dedicado ao homem-aranha


  


Homem-Aranha:De Volta ao Lar - Spider-Man: Homecoming
Pais - Estados Unidos
Ano - 2017
Duração - 133 min 
Direção - Jon Watts
Produção - Kevin Feige, Amy Pascal
Roteiro - Jonathan M. Goldstein, John Francis Daley, Jon Watts, Christopher Ford, Chris McKenna, Erik Sommers
História - Jonathan M. Goldstein, John Francis Daley
Baseado em Homem-Aranha de Stan Lee e Steve Ditko
Gênero - Ação / Aventura, Comédia, Ficção científica
Música - Michael Giacchino
Cinematografia - Salvatore Totino
Edição - Dan Lebental, Debbie Berman
Companhias produtoras - Columbia Pictures, Marvel Studios, Pascal Pictures, 
Distribuição - Sony Pictures Releasing
Lançamentos:
Estados Unidos 28 de junho de 2017 (TCL Chinese Theatre)
Brasil 6 de julho de 2017
Portugal 6 de julho de 2017
Estados Unidos 7 de julho de 2017
Idioma - Inglês
Orçamento - US$ 175 milhões
Receita - US$ 644.833.250 Ver Bilheteria atual aqui


Tom Holland como Peter Parker / Homem-Aranha:
Michael Keaton como Adrian Toomes / Abutre
Jon Favreau como Happy Hogan
Zendaya como Michelle "MJ" Jones
Jacob Batalon como Ned
Laura Harrier como Liz
Tony Revolori como Flash Thompson
Donald Glover como Aaron Davis
Bokeem Woodbine como Herman Schultz / Shocker
Tyne Daly como Anne Marie Hoag
Marisa Tomei como May Parker

Robert Downey Jr. como Tony Stark / Homem de Ferro

Peter Parker  é um jovem de 15 anos, que já teve a inacreditável experiência de lutar ao lado dos Vingadores. Ansioso para integrar definitivamente o super grupo, ele é colocado em “modo de espera” por Tony Stark e recebe a missão de – apenas – ajudar a “vizinhança” em pequenas ocasiões e é orientado pelo Homem de Ferro a não se envolver em grandes confusões. Tentando viver uma vida colegial comum, Parker conta com a amizade sincera do c.d.f. Ned Leeds e a paixão nada escondida por Liz Allan, porém sua ânsia por ser um grande e reconhecido super herói é tão grande, que ele acaba desobedecendo as ordens de seu “mentor” e se vê enredado em um caso de contrabando de armas “alienígenas”, capitaneado pelo impiedoso vilão Abutre.

Como vimos, o reboot com o personagem, estrelado por Andrew Garfield mais sua sequência, não caíram nas graças dos fãs muito menos da crítica, apesar de fazerem muito dinheiro. Com mais erros que acertos, mesmo assim apostavam que uma terceira produção seria realizada, uma vez que o segundo filme deixou muitas pontas soltas e ganchos que precisariam de conclusões. Mas a Marvel, agora pertencente à Disney, desenvolveu um universo compartilhado, onde seus personagens interagem entre si, depois de serem apresentados em filmes-solos. Uma ironia disso tudo, é que o então intérprete, Andrew Garfield, após assistir Os Vingadores, que foram lançados em 2012, (confira na coluna Grandes Personagens toda a trajetória do grupo) não deixou esconder sua empolgação em futuramente poder estrelar uma produção ao lado dos personagens. Mas essa possibilidade não aconteceria, porque os direitos do Aranha pertenciam à Sony, desde a produção de 2002, portanto, as produções com o herói se passavam à parte do universo compartilhado.

Com a péssima acolhida aos filmes mais recentes do Aranha,em fevereiro de 2015, a Marvel Studios e a Sony chegaram a um acordo para compartilhar os direitos de personagem, integrando- o no estabelecido UCM. Acontece que a Disney não tinha interesse em prosseguir com o Aranha do ponto onde a Sony parou.portanto,a intenção agora seria mais uma vez reapresentá-lo no cinema,com um novo protagonista e seguindo um outro caminho. Com isso, todo o trabalho anterior foi arquivado e o Garfield seguiu seu caminho, e diga-se de passagem,está se saindo muito melhor que o coitado do Tobey Maguire, cuja carreira estacionou depois do Homem-Aranha 3. Um novo nome foi escolhido para dar vida pela 3ª vez ao escalador de paredes:o jovem Tom Holland, até então, um ilustre desconhecido dos fãs de cinema.

E a Marvel não perdeu tempo, já foi introduzindo o herói numa participação mais do que especial em Capitão América: Guerra Civil, de 2016, (cuja resenha está disponível aqui no blog,digite o título no marcador de buscas acima da página).Um dos acertos foi não reapresentar mais uma vez a origem do personagem.E para quê? Todo mundo já sabe como ele adquire os poderes.O diferencial é que nessa reinterpretação, o herói ainda está se conhecendo,nem o uniforme ainda foi confeccionado. Mas um certo Tony Stark cuidou disso. No fim foi uma bela ironia para o intérprete anterior,o Garfield,que viu seu sonho se realizar, mas não estava mais à frente do personagem. A releitura e reapresentação do Homem-Aranha nessa produção, na verdade foi o pretexto para uma nova aventura-solo, que traria o personagem de volta,mas agora como integrante oficial do universo estendido.

Um dos grandes acertos dessa reapresentação,é fazer um retorno às origens do personagem. Nesse filme, Peter Parker é um adolescente colegial do ensino médio, (fato corroborado pelo Holland,que tem somente 21 anos e realmente aparenta ser um adolescente), e ainda está conhecendo e compreendendo a extensão de seus poderes. A história tem sequência após os eventos de Guerra Civil.Peter é praticamente um protegido de Tony Stark, mais uma vez vivido por Robert Downey Jr, que já anunciou sua aposentadoria do personagem após Os Vingadores 4, previsto para 2019.

Um dos motivos pelos quais o personagem,na época de seu lançamento fez grande sucesso, foi a sua identificação com o público infanto-juvenil, e é exatamente isso que essa obra aqui resgata. O Peter aqui retratado poderia ser qualquer um adolescente, caso ocorresse de, subitamente, adquirir superpoderes. Quem conhece os filmes da editora, já sabem que são uma mistura de humor sem freios, (a cada sequência tem uma piadinha ou alívio cômico) + ação bem elaborada. Pelo fato do personagem aqui ser um adolescente em fase de amadurecimento e seus amigos serem da mesma faixa etária,o filme assume aquela atmosfera nerd e bobalhona,uma típica aventura juvenil à la Os Goonies ou Curtindo a Vida Adoidado, dois clássicos da década de 80,(e que preciso encontrar espaço para homenagear na coluna Inesquecíveis do cinema). A diferença é que o protagonista é um rapaz com poderes, inexperiente e precisando provar a si mesmo e ao mundo que pode ser um super-herói,como os que ele venera.

Por conta disso, o diretor da vez,o Jon Watts,se inspira nos trabalhos do diretor John Hughes,responsável por clássicos adolescentes do cinema oitentista, não foca o seu personagem com dramas existenciais mas o encaixa com os típicos problemas de quem tem a idade do Peter aqui nessa trama, fazendo a mescla da comédia e da seriedade. Boa parte do filme, é Peter Parker e sua turma quem brilham. O Tom absorve o personagem e realmente convence, encarnando o mesmo espírito dos anos 60 quando os fãs viram o Aranha pela primeira vez. Mas quando o foco se muda para o seu alter ego,as coisas dão um pouco de derrapada. Tudo por conta do uniforme,(que nos quadrinhos foi confeccionado pelo próprio),mas aqui como já sabemos, foi projetado pelo Tony,e com isso traz um sem número de narrativas, diminuindo o novo herói. Sem falar que ele cede mais espaço ao Peter e companhia, tendo um tempo reduzido de cena.

Outro pecado dessa produção,é a ausência de uma empolgante sequência, como a inesquecível batalha entre o Aranha e o Dr. Octopus no trem em Homem-Aranha 2. As cenas de ação ocorrem de forma competente e recheiam entre um momento e outro,mas são comparáveis às vistas na fase do Garfield, não impressionam. Em relação aos demais personagens, temos como já adiantado, a presença mais uma vez do Tony Stark, dessa vez mais comportado e cumprindo sua função na história,sem roubar a cena e deixando o espaço para o protagonista brilhar. Tia May é mais uma vez interpretada por Marisa Tomei,(que ficou impressionada ao saber que nos quadrinhos, sua personagem é uma idosa,´não tinha a menor ideia disso). Temos também o Ned, melhor amigo do Peter,a Michelle Jones, como uma colega de classe e quem sabe um futuro interesse romântico, além do já conhecido rival, Flash Thompson.E a Liz,paixão do protagonista.

Mas o real antagonista da vez é um conhecido vilão dos quadrinhos do herói, o Abutre,vivido por ninguém menos que o Michael Keaton, o Batman de Tim Burton, agora "virando a casaca" e realizando um trabalho para a concorrente Marvel. Curioso que a introdução do personagem reflete justamente a ideia do universo compartilhado,uma vez que ele está ligado aos eventos mostrados em Os Vingadores.Traficante de armas, ele usa um traje com asas mecânicas forjadas da tecnologia Chitauri, a raça alienígena derrotada pelos heróis em 2012. O Abutre se torna uma ameaça para a cidade,e o mais novo herói precisa mostrar que é capaz de derrotá-lo. O roteiro do filme desenvolve muito bem o vilão,lhe fornecendo motivações suficientes para não ser superficial ou só um vilão qualquer. E o talento excepcional do Keaton se encarrega do restante.

Outro ponto legal de se observar,é a trilha sonora,recheada de hits pops bem conhecidos. O novo Homem-Aranha já é sucesso. Com custo de 175 milhões, em sua segunda semana de exibição ele já fez quase 300 milhões e certamente será mais um sucesso de bilheteria para a Marvel. Sem falar que já existe todo um planejamento para mais aventuras com o herói, uma vez que ele integrará Os Vingadores 3 e 4 e depois deve retornar em mais um filme-solo.Criticamente falando foi bem recepcionado. Não é o melhor com o personagem, muita gente aponta como inferior aos dois primeiros, dirigidos pelo Sam Raimi, que já são para a sua trajetória cinematográfica, o mesmo que os primeiros filmes do Superman,(1978 e 1981) significam para ele. Mas supera sem dificuldades os 3 últimos, (de 2007 a 2014).

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