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sábado, 10 de junho de 2017

Filmes Esquecíveis do Cinema - A Múmia: A Tumba do Imperador Dragão

Como vimos, essa franquia iniciou-se em 1999,com uma produção, que, se não foi 100%, mas era divertida, os personagens tinham um grande carisma e as boas sequências de ação seguravam o interesse do espectador.


A Múmia: A Tumba do Imperador Dragão
The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor
Países - Estados Unidos, China, Alemanha, Canadá, Tibete
Ano - 2008
Duração - 111 min 
Direção - Rob Cohen
Produção - Sean Daniel, Bob Ducsay, James Jacks, Stephen Sommers
Roteiro - Alfred Gough, Miles Millar
Narração - Freda Foh Shen
Gênero - Ação, Aventura, Comédi, Fantasia, Terror
Música - Randy Edelman
Cinematografia - Simon Duggan
Edição - Joel Negron, Kelly Matsumoto
Companhias produtoras - Relativity Media, The Sommers Company, Alphaville Films
Distribuição - Universal Pictures
Lançamentos:
Portugal 31 de Julho de 2008
Brasil 1 de Agosto de 2008
Estados Unidos 1 de Agosto de 2008
Alemanha 7 de agosto de 2008
China 2 de setembro de 2008
Idiomas - Inglês, Mandarim, Sânscrito
Orçamento - US$145 milhões
Receita - US$401,128,639


Brendan Fraser - Rick O'Connell
Maria Bello - Evelyn Carnahan O'Connell
John Hannah - Jonathan Carnahan
Luke Ford - Alex O'Connell
Jet Li - Imperador Han
Michelle Yeoh - Zi Juan
Isabella Leong - Lin
Anthony Wong Chau-Sang - General Yang
Russell Wong - Ming Guo

Liam Cunningham - Mad Dog Maguire


O impiedoso imperador dragão (Jet Li) é amaldiçoado pela feiticeira Zi Juan (Michelle Yeoh), o que faz com que ele e seu exército de 10 mil homens seja petrificado. Mais de dois milênios depois o túmulo do imperador dragão é descoberto por Alex O'Connor (Luke Ford), filho dos aventureiros Rick (Brendan Fraser) e Evelyn (Maria Bello), que deixou os estudos para se dedicar à escavação. Seus pais não sabem do trabalho de Alex, que conta com a ajuda do tio, Jonathan Carnahan (John Hannah), dono de uma boate em Xangai. Atualmente Rick e Evelyn levam uma pacata vida em Londres, mas sentem falta da aventura. Um dia eles recebem a proposta de levar um precioso artefato a Xangai e, usando a desculpa de visitar Jonathan, aceitam a missão. Só que ao chegar eles são abordados pelo general Yang (Anthony Wong Chau-Sang), que deseja trazer o imperador dragão de volta à vida.

O primeiro filme foi um enorme sucesso comercial, não demorou para a Universal bancar uma sequência. Dois anos depois, Stephen Sommers voltou a se unir com a maioria do seu elenco e comandou O Retorno da Múmia. Se não conseguiu ser superior ao antecessor, pelo menos manteve a fórmula,introduziu um novo personagem, o garoto Alex, filho de Rick e Evelyn, (que roubou a cena), continuou com a mescla de ação e humor e no final agradou ao seu público.

Houve então uma pausa de 7 anos entre uma produção e outra. Foi quando os chefões da Universal resolveram bancar mais uma aventura da trupe O'Connell. O principal responsável pelos filmes anteriores, o roteirista/diretor Stephen Sommers não demonstrou muito ânimo em comandar uma nova produção,e preferiu se limitar a ser somente um dos produtores. Seu lugar vago foi ocupado pelo conhecido diretor Rob Cohen, que comandara anteriormente os primeiros Velozes e Furiosos (confira em Grandes Personagens e Nossas Resenhas) e Triplo X. Já o roteiro ficaria por conta dos conhecidos Alfred Gough e Miles Milar, responsáveis por 7 temporadas do famoso seriado Smallville, (consulte a passagem do Super-Homem pela tv na coluna dos Grandes Personagens).

Assim como o Sommers não tinha mais interesse em dirigir o terceiro filme, boa parte do elenco conhecido ficou de fora.Somente o Brendan Fraser e o John Hannah retornaram. Rachel Weisz, agora com um Oscar no currículo por sua interpretação em O Jardineiro Fiel,de 2005, declinou da possibilidade de reprisar a Evelyn, embora digam que, quando foi anunciada a terceira produção, ela tinha interesse em voltar. Dizem que os motivos foram porque ela não simpatizou muito com o novo roteiro e tinha acabado de ter o primeiro filho. Já tem quem diga que o Oscar lhe subiu à cabeça, e ela queria se dedicar agora a filmes mais sérios, portanto, não tinha interesse em voltar à franquia que a projetou em Hollywood.Sabe aquela frase:"cuspir no prato que comeu?". Mas no seu caso,parece que ela adivinhara o que estava por vir.

Outro ausente foi o Arnold Vosloo, que interpretou o antagonista Imhotep. O roteiro não abria espaço para mais um retorno de seu personagem ou encontrava justificativas. Seria pouco provável fazer dele um Jason Voorhes ou Freddy Krueger,que sempre voltam dos quintos do inferno. Pelo mesmo motivo,o personagem do  Oded Fehr também não encontrou espaço para retornar. Novos e conhecidos nomes substituíram os ausentes. A Evelyn seria interpretada agora pela Maria Bello.Luke Ford viveria o Alex, agora adulto. O conhecido astro marcial Jet Li seria o novo antagonista e a famosa atriz asiática Michele Yeoh também se fez presente.

O roteiro do filme foi em parte, inspirado numa história verídica da China. A ideia do imperador e seu exército é baseado na vida real do imperador Qin Shi Huang da Dinastia Chin, que foi enterrado em meio a milhares de trabalhadores soldados de terracota, o chamado Exército de Terracota, o mais tardar até 210 aC.  Já a Industrial Light e Magic,também foi excluída da parte técnica, outras empresas assumiram a empreitada.

Como já cansei de afirmar, parece até uma maldição, (ainda mais se tratando dessa franquia, cujo foco sempre foi esse detalhe): o terceiro filme de uma série sempre consegue ser o pior. Nada nessa produção deu certo. Não que se possa levar a sério um roteiro fantasioso, cuja única pretensão é divertir e mais nada,mas os anteriores conseguiam prender nossa atenção, e relevávamos os exageros e certas bobagens. A mudança de antagonista não deu certo de forma alguma. A nova produção não tem a mesma sintonia dos filmes anteriores, graças ao roteiro sem atrativo algum. A nova múmia não desperta o nosso interesse, tem uma pincelada de história regada a efeitos e cenas de ação desempolgantes.

A ausência dos intérpretes anteriores se faz sentida do começo ao fim. Maria Bello não tem a mesma química da Rachel com o Fraser, é uma atriz insossa,o que é pena, pois ela é uma boa atriz, mas parece que se sai melhor em filmes dramáticos, onde fez carreira.Brendan Fraser se esforça para sustentar o filme, mas o seu carisma somente não é suficiente. John Hannah, que sempre se sobressaiu com seu personagem cômico, dessa vez não deu certo de forma alguma. A história não acerta o timing do personagem e ele é desperdiçado, mesmo forçando a barra para tentar ser engraçado.

A influência da trilogia Indiana Jones ainda se faz presente nesse terceiro episódio. Além de reciclar situações vividas nos 3 filmes do grande herói. O roteiro chato ainda tenta criar um relacionamento conflituoso entre Rick e seu filho,da mesma forma como ocorreu com o famoso arqueólogo e seu pai em Indiana Jones e a Última Cruzada. Felizmente, Indiana Jones e o querido e atrapalhado Prof Henry Jones são únicos na história do cinema. O novo nome do elenco, o Luke Ford, também não tem lá grande importância para a trama e parece só funcionar justo quando divide a cena com o Brendan.

Existe uma falha cronológica imperdoável:só o garotinho do segundo filme quem envelheceu nesses anos todos.Os personagens Rick,Evelyn e Jonathan possuem a mesma aparência de 20 anos atrás,quando foram vistos pela última vez em O Retorno da Múmia.Fraser aparenta  ser o irmão mais velho do Luke, do que propriamente seu pai.

Jet Li padece também interpretando um personagem maquiado por um excesso de efeitos digitais durante boa parte do filme.Para completar,ainda resolvem incluir na trama,os Abomináveis Homens da Neve, saídos sabe-se lá de onde. Rob Cohen não consegue acertar seu trabalho dessa vez,demonstrando que não deve ter provavelmente visto os filmes anteriores,para se guiar. Tudo é um desastre:ângulos mal definidos, câmeras mal posicionadas, péssima condução do elenco, mal desenvolvimento do roteiro. E a trilha sonora do Randy Edelman, bastante mixuruca, completa a cereja do bolo mal intencionado. E não vamos nos esquecer da batalha final entre os exércitos criados por meio da digitação, mais um momento constrangedor dessa obra.

Logicamente, a intenção com esse terceiro filme era tirar mais um dinheirinho dos fãs da franquia. Esse título estrelou no ano de concorrência acirrada. Para se ter ideia, naquele mesmo ano foram lançados:Batman-O Cavaleiro das Trevas, Homem de Ferro e justamente o personagem que mais inspirou essa franquia fez o seu retorno: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, (que também não conseguiu ser melhor que esse aqui. Mas era o legítimo Indiana,e isso foi o suficiente.Confira o resultado na coluna Esquecíveis do Cinema).

O orçamento desse filme ficou em torno de 145 milhões,o mais caro da trilogia,e arrecadou pouco mais de 401 milhões. Não foi fracasso, exceto crítico, mas colocou um fim nas aventuras dos O'Connel. O fim da franquia coincidiu com a decadência de alguns nomes ligados a ela. Brendan Fraser só fez despencar e hoje é considerado um ex-astro hollywoodiano. John Hannah também seguiu seus passos, após esse título não estrelou mais nada digno de referência para o cinema e limitou-se à TV. Maria Bello tem uma carreira estável e sempre encontra espaço para trabalhar, seja em produções que recebem atenção da mídia, seja em produções B. Stephen Sommers também entrou em franca decadência e não fez nada que mereça maiores destaques. E a Rachel Weisz também não tem nada de espetacular nos últimos anos,apesar do Oscar. A série chegou ao fim com esse episódio,mas A Múmia sempre encontra espaço para retornar, nas mais variadas versões, como a mais recente, do Tom Cruise.




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