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domingo, 31 de julho de 2016

Especial Jason Bourne - Resenha Cinéfila - O Ultimato Bourne - 2007


Em Hollywood, costuma-se afirmar que o terceiro filme que fecha uma franquia de sucesso, tende a ser o pior ou mais fraco. As décadas infelizmente já provaram que essa teoria costuma ser verdade. Mas, felizmente existem exceções para tudo e essa ocorreu no filme que fechou uma das mais eletrizantes séries com o mesmo personagem, já vistas nos últimos tempos.



The Bourne Ultimatum
Direção - Paul Greengrass
Roteiro - Tony Gilroy, Scott Z. Burns, George Nolfi
Género - Ação
Companhias produtoras - Kennedy/Marshall, Ludlum Entertainment
Distribuição - Universal Studios
Lançamentos:
Estados Unidos - 3 de agosto de 2007
Brasil - 24 de agosto de 2007
Idioma - Inglês
Orçamento - US$ 110 milhões
Receita US$ 442.824.138
Duração 111 min.


Matt Damon Jason Bourne
Julia Stiles Nicky Parsons
David Strathairn Noah Vosen
Scott Glenn Ezra Kramer
Paddy Considine Simon Ross
Édgar Ramírez Paz
Albert Finney Dr. Albert Hirsch
Joan Allen Pamela Landy
Colin Stinton Neal Daniels
Joey Ansah Desh Bouksani
Tom Gallop Tom Cronin
Corey Johnson Wills
Daniel Brühl Martin Kreutz
Dan Fredenburgh Jimmy
Lucy Liemann Lucy
Chris Cooper Alexander Conklin
Brian Cox Ward Abbott
Após sua última aparição, Bourne decidiu sumir definitivamente e esquecer sua antiga vida de matador. Entretanto, uma matéria em um jornal de Londres especulando sua existência, faz com que ele se torne um alvo outra vez. O projeto Treadstone, que deu origem a Bourne, já não existe mais, porém serviu de base para um novo projeto: o Blackbriar, desenvolvido pelo Departamento de Defesa. O Blackbriar desenvolve uma nova geração de matadores treinados, o governo acredita que Bourne é uma ameaça e deve ser eliminado imediatamente. Ao mesmo tempo, Bourne vê neles a oportunidade de descobrir quem realmente é e o que fizeram com ele enquanto o Treadstone esteja ativo. Agora, Bourne conta com a ajuda de Nicky Parsons e Pamela Landy para isso.


Pode-se afirmar que a trilogia conseguiu manter o seu nível a cada episodio, mas provavelmente o terceiro seja o melhor dessa franquia. Paul Grengrass retornou para a direção, assim como o roteiro continuou nas mãos do Tony Gilroy em parceria com Scott z. Burns. Eles se mantiveram fieis às raízes do que haviam adaptado anteriormente, e mais uma vez criam uma trama frenética, repleta de maquinações, conspirações,traições e como não poderia deixar de ser, muita ação, adrenalina e perseguições frenéticas.

Globalizada como poucas, a série continua trocando de paisagem tal qual um espião muda de passaporte. De Moscou passa por Paris, Londres, Madri, Tânger (Marrocos) e, por fim, aterrissa em Nova York. Mas a primeira pista importante vem de Turim (Itália), onde alguém ligado ao passado de Bourne começa a abrir o bico a um interessado e curioso britânico. E é justamente em Londres que acontece uma das mais bem orquestradas cenas do filme. Na movimentada estação de trem Waterloo, Bourne tem de se encontrar com o inglês e ainda escapar de um assassino que está no seu encalço. A sequência demonstra a sagacidade mais uma vez do personagem. Demonstra também a competência do Paul em comandar o espetáculo. A sequência extensa é cheia  de cortes rápidos e movimentos de câmeras precisos, fora o processo de edição de cenas, como se nós enxergássemos  pelo olhar do próprio personagem. No recheio, o Jason mostra porque se tornou um dos grandes personagens de ação do cinema, ao se desvencilhar dos assassinos da CIA. Entretanto, um dos grandes momentos ocorre nas sequências no Marrocos, onde Bourne foge pelos telhados e encara um novo e temível assassino da extinta Treadstone.

Como anteriormente, o roteiro é excepcional e dosa bem as cenas de investigações por parte do Bourne, as manipulações nos bastidores da CIA, a corrida de Pamela Landy em busca da verdade e os constantes e eternos conflitos do personagem central em busca de respostas. Além disso temos todas as sequências de ação,perseguições, tiroteios e tudo o que já vimos anteriormente. Paul demonstra também sua competência em conduzir as atuações de seu elenco, que é excepcional e todos brilham sem precisar fazer muito esforço.Boa parte do elenco das obras anteriores retorna,e novos nomes são escalados, como Albert Finney,que interpreta um personagem-chave para o desfecho da trama. O roteiro une as pontas soltas dos filmes anteriores e dá uma conclusão mais que satisfatória à saga do agente desmemoriado. E no fim das contas, pode-se afirmar que esse aqui é sim, o melhor filme com o Bourne até o momento.


 
A trilogia se encerrou como poucas, mostrando que a união de um diretor excepcional, um roteiro bem definido e amarradinho, um elenco carismático e super-talentoso, e a exclusão de efeitos mirabolantes e locações criadas a partir da computação gráfica e CGI, ainda são possíveis sim e podem criar verdadeiras obras-primas para o cinema. Não é exagero afirmar que a trilogia Bourne é um clássico moderno e que ainda continuará influenciando bastante o cinema de ação.

Não por menos esse filme aqui foi o mais bem sucedido de todos. Adorado pelos críticos, que o alardearam com méritos mais que merecidos, foi também o filme mais caro da franquia, com custo de 110 milhões e arrecadação de mais de 442 milhões, a maior dos 3 filmes. Foi o único da série a levar 3 Oscar técnicos, melhor montagem, mixagem e edição de som além de dois Baftas de Melhor edição de som e montagem.

E quanto ao Bourne, esse excepcional personagem? Tudo levava a crer que ele se aposentava com esse desfecho, mas um novo caminho se abriria para o personagem, seis anos depois.

Mas, isso veremos em seguida...



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