Amo-te,
não com a profundidade assoberbada da alma que tudo consome, que tudo anseia,
que tudo deseja na pressa consumista do desejo. Amo-te, mas não só com o
coração, amo-te com a cabeça, com os lábios, com as mãos, com todo o meu corpo.
Amo-te quando te acordo de manhã, na tua tão própria má disposição, amo-te
quando te preparo o pequeno-almoço, quando arrumo a louça, amo-te quando
partilhamos as tarefas, quando decido e preparo o almoço, quando estendo ou
apanho a roupa no estendal. Amo-te quando se passam horas, dias sem que os
nossos olhares se encontrem, quando trocamos mensagens, bilhetes escritos,
quando depois de uma noite de trabalho, vou levar o fruto do nosso amor à
escola, quando espero a tua chegada, quando assisto da varanda à tua partida.
Amo-te,
não com a profundidade assoberbada da alma que tudo consome, que tudo anseia,
que tudo deseja na pressa consumista do desejo. Amo-te, mas não só com o
coração, amo-te com a cabeça, com os lábios, com as mãos, com todo o meu corpo.
Amo-te no nosso viver diário, nas preocupações, nas compras, na partilha dos
sonhos, na partilha das derrotas, das vitórias, nos problemas no trabalho, na
partilha da educação do fruto da união, nas reuniões escolares, no auxílio ao
estudo, nos trabalhos de casa, pois ele és tu, sou eu, ele somos nós.
Amo-te,
não com a profundidade assoberbada da alma que tudo consome, que tudo anseia,
que tudo deseja na pressa consumista do desejo. Amo-te, mas não só com o
coração, amo-te com a cabeça, com os lábios, com as mãos, com todo o meu corpo.
Não, não te amo com o coração, amo-te com todo o meu entendimento, com toda a
minha dedicação, com o corpo, com a alma. Amo-te mesmo quando não estou
contigo!
Mais
nos ama-mos quando estamos um no outro!
Alberto Cuddel ®



Uma evolução contínua...
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