Cansei de fingir ser quem não sou,
Cansei de ler em ti o meu sentir,
Decidir cair, vertiginosamente no eu,
No que realmente sou, na minha verdade,
Bani definitivamente de mim o verbo,
As suas múltiplas conjugações,
Bani o passado, o presente, o futuro,
Rasurei o meu dicionário interior,
Torno-me eu na minha negra plenitude,
Na minha fria, escura e oculta verdade,
Arranquei de mim, o verbo,
Serei feliz, decidi ser feliz,
Apenas na pura antítese da felicidade,
Torno-me amnésico consciente,
Esquecimento meu que deixou
De apenas te lembrar,
Risquei de mim o verbo Amar!
In: Antologia Depressiva



Woooooooooooooooow
ResponderExcluirNosso poeta das letras rasgadas está nos mostrando um lado fantástico deste gênero literário.
Parabéns