Toda
vez que te olhares no espelho,
procure
meu reflexo,
ele
te traz a força do meu sexo.
Um
sexo pungente,
muito
quente.
Pulsando
as veias,
esquentando
a cena,
totalmente
obscena.
Dos
que amarra,
E
vira uma verdadeira farra.
Um
amor animal,
pecado
capital.
Que
tomam o corpo,
carne
com carne.
Mãos
que se arrastam,
que
anseiam,
que
dominam seu território,
abrangem
todo nosso envoltório...
Venha
o proteger,
venha
minha carne comer,
dilacerar, agarrar, abraçar,
amar...
Venha
com paixão,
não
tenha restrição.
E
nessa louca pulsação,
delire
de excitação...
Arraste-me
em devaneios,
beije
e acaricie meus seios...
Sinta
meu peito arfando,
minhas
pupilas dilatando...
São
marcas do tesão,
que
vem chegando,
aumentando...
Possua-me
com ardor,
trague
todo
meu calor,
perca
esse falso pudor.
Sou
tua quando vier,
quando
me quiser...
Viva
isso intensamente,
ou
me esqueça de repente.
E
não me diga nunca que não sou capaz,
de
outro amor tão fugaz...
Pois
a mim só interessa,
te
amar sempre sem pressa...

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