Busca Implacável
Ano de lançamento:2008
Direção:Pierre Morrel
Destaques do elenco:Lian Neeson,Famke Jansen,Maggie Gracie
Bryan Mills é um ex-agente da CIA,que se aposentou e tenta agora recuperar o tempo perdido que passou afastado da filha adolescente.A jovem convence o mesmo a autorizar que ela viaje para Paris em companhia de uma amiga,e contrariado e pressionado pela ex-esposa,ele acaba assinando a autorização.Porém,chegando em Paris,as garotas são sequestradas por traficantes de mulheres,o que força Bryan a partir no resgate da filha,trazendo à tona todas as suas habilidades para encontrá-la.
Comentários
Esse é um fenômeno que vez ou outra se repete em Hollywood.Uma produção modesta,de baixo orçamento e quase sem divulgação,inesperadamente se torna um sucesso absoluto e gera uma franquia.Foi assim que aconteceu com esse filme. Produzido pelo veterano no gênero dos filmes de ação descerebrada,o francês Luc Besson,Busca Implacável teve um orçamento de 25 milhões de dólares,chegou aos cinemas despercebido e no fim rendeu mais de 226 milhões,sendo bem recebido pela crítica.Tendo como influência a série Bourne,a que mais vem ditando as regras novas do gênero ação,a tal ponto que refletiu até mesmo na reciclagem da série do famoso 007,o que vemos nesse filme é um misto do cinema oitentista com o gênero atual.
O roteiro soa como clichê e remete a um clássico do gênero dos anos 80,o Comando Para Matar, do Arnold Schwarzenegger. Nesse filme,o Arnold interpreta John Matrix, ex-oficial de um grupo de elite do exército cuja filha é sequestrada por um ex-ditador caribenho,e ele passa por cima de tudo e de todos pra resgatá-la,chegando a encarar sozinho,todo um exército que estava prestes a dar um golpe militar.Aqui,a coisa soa mais banal,os vilões são traficantes de mulheres.
O grande atrativo do filme,é a performance do carismático Lian Neeson, que simplesmente surpreende, num gênero que nunca foi o seu forte.Então com 56 anos, Neeson é o grande protagonista da obra, e constrói bem seu personagem,apesar de toda a pressa do roteiro.Quando Bryan Mills surge em cena,demonstra ser um sujeito carente e fragilizado,que tenta correr atrás do tempo perdido e se reaproximar de sua filha adolescente.Quando a mesma é tirada dele,é que conhecemos a real natureza do personagem.
Bryan surpreende,e o que vemos é um misto de vários personagens:ele assimila a determinação implacável do John Matrix,a letalidade do James Bond e a sagacidade do Jason Bourne em encarar seus adversários. E triste de quem cruzar seu caminho. A versatilidade do Neeson chega a surpreender,afinal,de tudo ele já foi um pouco: empresário salvador de judeus (A Lista de Schindler),Mestre Jedi (Star Wars I),mentor e arqui-inimigo do Batman,(Batman Begins),psicólogo sexual,(Quinsey-Vamos Falar de Sexo),Cavaleiro Templário (Cruzada),deus da mitologia grega,(Fúria de Titãs).
O ponto fraco da obra é o roteiro apressado demais.Bryan reúne as peças do sumiço da filha com relativa facilidade e chega rapidamente aos culpados.Se a rapidez incomoda,a compensação fica por conta da ação ininterrupta e desenfreada.
Outro ponto forte é que não existe aquele apelo aos efeitos especiais,o filme é uma típica fórmula oitentista.A atriz Famke Jansen,da franquia X-Men,é pouco aproveitada,mas não chega a incomodar.Como dito,no fim das contas,a produção modesta tornou-se um verdadeiro sucesso,a tal ponto que,como é comum,vem rendendo uns genéricos.
Em 2012 veio a sequência,que também tornou-se sucesso de bilheteria,e recentemente o terceiro filme chegou aos cinemas e tudo indica que vai repetir o sucesso, apesar de já apresentar desgastes na fórmula.
Assistam ao trailler:











Eu gostei muito deste filme, assistir sua sequência, Busca Implacável 2.
ResponderExcluirNão há comparações entre os dois.
O primeiro foi muito bom, o segundo, sinceramente, não rolou sentimento.
Não é que fosse 'Esquecível" kkkkkkk, mas também, não era " Inesquecível"
O terceiro ainda não assistir.
Criando coragem!!!
Em março, retorno aos cinemas para acompanhar de perto as estreias.