Mau
Acho que sei bem quem divulgou essa historinha boba pra imprensa, mas não posso acusar ninguém por falta de provas, mas isso vai durar pouco. Pego o telefone e ligo para um conhecido.
- Alô. – Atende com voz grave, acho que ele acabou de acordar.
- Thiago, aqui é o Mauricio.
- Oi Mauricio e aí? Tudo tranquilo cara?
- Cara, estou precisando da sua ajuda, será que poderíamos almoçar amanhã? - Eu tinha que resolver isso o mais rápido possível.
- Claro Mau, mas é grave?
- Urgente parceiro! - Acho que ele notou o tamanho do meu desespero.
- Fica calmo, amanhã resolvemos isso! - Como se calma fosse resolver alguma coisa.
- Até amanhã! - O Thiago é delegado da Policia civil e deve conseguir as informações que eu preciso.
A loja hoje está lotada, tudo tem ficado muito agitado por aqui. Eu e meu tio temos ajudado as vendedoras, fazendo com que as horas passem mais rápido, nem percebi quando a hora do almoço chegou e eu estava mais que atrasado pra encontrar minha branquinha. Saio correndo e, assim que chego à porta da loja, vejo que está repleta de repórteres. Tive que sair pelos fundos, essa merda está começando a me irritar.
Cheguei ao hotel mais rápido do que imaginava, ainda bem que o transito cooperou comigo, cumprimentei todas na recepção e subi direto para o andar da Evy, subi direto já que todos me conheciam e nem precisei ser anunciado. Passei direto por Sara e entrei na sala da Branquinha.
- Oi amor! - Eu disse quando abri a porta, mas não a encontrei no primeiro momento.
- Oi amor, já estou indo! - Sua voz vinha do banheiro, alguns momentos depois ela sai do banheiro linda e cheirosa como de manhã.
- Não me canso de olhar pra você, Branquinha. Está cada vez mais linda! - Falei enquanto a puxava pros meus braços.
- E você, cada dia mais atrasado, vamos que estou morrendo de fome.
- Acho que você me deu vontade de comer outro tipo de comida!
- Qual tipo de comida Mau? Vê se não inventa de comer num desses restaurantes de comida exótica! - percebo que ela não entendeu a minha intenção.
- Vou comer meu prato favorito. - Resolvi continuar a brincadeira.
- Qual?
- Branquinha, em cima da mesa! - Ela não conseguiu esconder o sorriso sapeca.
- Huuumm! Acho que eu vou gostar muito desse almoço - Ela disse enquanto segurava a barra da minha camiseta. - Acho não, tenho certeza que vou amar esse almoço. Só que não sou eu que vou pra mesa. - Ela tirou minha camiseta e me empurrou até eu me encostar-se à sua mesa. Levou suas mãos até o meu jeans e o puxou pra baixo junto com a minha cueca, me deixando nu até os joelhos.
- To vendo que você teve a ideia primeiro do que eu. - Ela veio distribuindo beijos desde o meu pescoço, depois meu peito e abdome.
- Vamos começar a contagem: 1, 2, 3 gominhos. 4, 5, 6 gominhos... - Ela contava as ondulações do meu abdome com a língua e isso me deixava arrepiado.
- Para de brincar comigo, Evy!
- Parar por quê? Se a graça é brincar com esse corpinho todo meu. - Ela caiu de joelhos e vocês não fazem ideia do que é a visão dela vestida de executiva safada, de joelhos aos meus pés e passando a língua no meu pau. Era realmente de enlouquecer.
- Hum, delicia! - Não estava mais segurando meus gemidos, enquanto ela o enfiou completamente em sua boca. Ela realmente sabia o que tava fazendo, uma hora ela brincava com a língua, outra chupava com vontade. Segurei nos seus cabelos e comecei a me movimentar em sua boca até quase gozar.
- Chega Evy, acabou sua festa! Agora é minha vez! - A peguei no colo e a joguei sobre a mesa, abri os botões da sua blusa até avistar seu sutien preto. Subi sua saia até a cintura e comecei a morder aquelas coxas gostosas até chegar à sua calcinha que, sem paciência, rasguei em duas.
- Você me deixa louco de tesão e esse seu cheiro é melhor do que qualquer perfume do mundo. - Passei meu nariz por sua entrada encharcada a fazendo suspirar e gemer baixinho. Comecei a passar minha língua lentamente, brincando com seu clitóris já inchado, o seu gosto encheu minha boca e não posso negar que quase gozei como um adolescente.
- Aaahh... não para... eu to quase... - E ela gozou, se contorcendo toda, derrubando tudo que tinha sobre a mesa. - Eu quero você! Preciso de você agora!
- Não precisa nem pedir! - Entrei nela de uma vez só, me movimentei sem pena. Até parecia que eu não a tocava há anos, seus gemidos eram altos, acho que se esqueceu de onde estávamos.
- Isso... Branquinha... goza pra mim vai, goza! - Intensifiquei meus movimentos a um ritmo que nos deixou sem ar, quando senti seu corpo me apertando, não resisti e gozei junto com ela.
- Ah, minha linda. você está cada dia mais gostosa!
- Olha quem fala, senti tanta falta disso!
- Eu também, branquinha, eu também! - Ficamos um tempo abraçados, meio nus, o tempo e os problemas já não importavam quando estamos assim.
- Melhor irmos, porque nosso horário de almoço já passou há muito tempo.
- Essa é a melhor parte de ser chefe, quem manda aqui sou eu e hoje não estou mais com vontade de voltar pra cá, vou pra loja com você! - Foi aí que me lembrei de todos aqueles jornalistas.
- Amor, acho melhor você não ir à loja hoje. - Pela cara dela, ela não gostou.
- Porque não posso ir Mauricio?
- Porque tem um monte de jornalistas lá!
- Melhor ainda, vamos pra lá agora! - Ela se levantou, ajeitou suas roupas e me puxou pelo braço.
- Evy, você não acha melhor... - Ela nem esperou que eu acabasse, me olhou com aqueles olhos que dizem - Será que pode fazer o que eu estou mandando - me levantei e nem tentei argumentar mais. - Tudo bem, capitã branquinha ataca novamente! - Ela sorriu, mas eu sabia que era um sorriso tenso e sem graça nenhuma.
- Vamos!
Chegamos à loja e ainda estava repleta de repórteres, ela me pediu que estacionasse bem na frente, desci do carro e fui para o outro lado abrir a porta pra ela. A agitação começou quando nos viram juntos, foi uma correria e, como a Evy já estava acostumada, fez um sinal e todos se calaram.
- Boa tarde a todos, não estou aqui pra responder perguntas, mas vou dar a minha declaração sobre a infeliz história que vocês divulgaram sobre o meu noivado. Preparem os gravadores porque eu vou começar: O Mauricio e eu nos conhecemos muito antes de tudo que vocês escreveram, tivemos um relacionamento por um tempo até sermos separados por uma chantagem feita por Arlete Castellini. Vocês deixaram claro não saber o motivo da separação deles, então vou responder a vocês. O motivo é que nos amamos! Que fique claro que ele não está me dando golpe algum, nós sempre nos amamos, mas o destino resolveu nos pregar várias peças. Estamos esclarecidos? - Enquanto ela falava, eu continuei com cara de babaca a olhando. Minha menina se tornou uma mulher firme e decidida, e estou orgulhoso pra caralho!
Entramos na loja e percebemos que a multidão começou a se dispersar, conseguimos, finalmente, nos acalmar e ter uma tarde como muitas outras. Até de vendedora a Evy se dava bem e, em poucas horas ela vendeu mais que eu consegui em um dia. Já estava escurecendo quando saímos pra jantar, fomos ao restaurante Viena, onde jantamos todas às vezes quando saíamos da loja. Percebo muitos olhares em direção a nossa mesa, mas a Evy nem esquentou. Sentou-se ao meu lado e ficamos abraçados juntinhos enquanto escolhíamos o que comer.
- Evy, não precisava você ter me defendido daquele jeito, o que eles pensam sobre mim não me importa, só me importa o que você pensa!
- O que eu penso? Deixa-me ver... - Ela deu um sorriso e começou a passar a mão na minha perna, subindo em direção ao meu pau, me fazendo ficar duro na mesma hora.
- Sua louca, o que você está fazendo?
- Estou reafirmando o que eu penso sobre você, acho que fiquei na dúvida! - Ela não parou os movimentos com a mão, me acariciando por cima da calça.
- E o que você pensa? - Juro que fiquei assustado com o que ela estava fazendo, ela nunca foi tão impulsiva.
- Evy, para, estamos em um restaurante público! - Tentei fazer com que ela se tocasse de que não estávamos sozinhos.
- Acho que já sei o que eu penso... Você além de ser grande, grosso e gostoso pra caralho, é o homem que eu amo! - Sabe aqueles momentos que você sente seu ego tão inflado que parece que você está flutuando? Foi assim mesmo que eu me senti!
- Sou tudo isso, mas sou comprometido e minha dona é ciumenta! - Falei sério e tirei sua mão do meu colo.
- Ainda bem que você sabe, não preciso te lembrar!
Acabamos de jantar e fomos para casa, sempre conversando sobre os problemas dos hotéis e das lojas, que nunca são poucos, chegamos em casa, tomamos banho e fomos para a nossa cama, juro que tentei dormir, mas não resisti a seu corpinho e nos amamos mais uma vez.
No dia seguinte, depois de uma manhã agitada dirijo-me ao restaurante para encontrar meu amigo para o almoço.
- Oi Mauricio. - Disse Thiago assim que chega.
- Fala aí Thiago, tudo bem?
- Comigo está tudo ótimo, mas pelo que fiquei sabendo você anda meio enrolado. - Ele deve ter lido as reportagens, porque agora eram duas, já que a declaração da Evy foi divulgada e agora quem está sendo perseguida é a Arlete.
- É verdade meu amigo, minha vida não está fácil, e por isso que preciso de sua ajuda!
- Então vamos ao que interessa, me diz o que você precisa. - Expliquei a ele tudo mais detalhado possível e disse o que eu precisava e ele se ofereceu prontamente para me ajudar, agora eu só precisava separar os inimigos dos amigos e saber quem atacar.
Evy
Preparei tudo na minha mente, estávamos mesmo precisando sumir por um tempo daqui, então tramei um sequestro, vou levar meu noivinho para Fortaleza, uma semana de lua de mel pré-casamento, coisa que logicamente eu inventei.
Adiantei tudo no hotel e fui para casa preparar as malas antes do Mau chegar. Consegui fazer tudo e ainda me arrumar pra esperar no sofá como se nada tivesse acontecendo.
- Oi meu amor! - Ele disse enquanto jogava as chaves e a carteira sobre a mesa.
- Oi Mau! - Dei um beijo nele e o segui para a cozinha.
- Como foi seu dia?
- Agitado, aquela loja não parou nem por um minuto, to morto! - Cheguei até ele e o abracei.
- Espero que você tenha energia para viajar!
- Viajar? Pra onde? - Sua cara era de surpresa total. - O que você está aprontando Evy?
- Eu não aprontei nada e sim nós vamos viajar ainda hoje!
- Mas Evy eu não posso me ausentar da loja agora, aquilo tá sempre lotado, e...
- E nada Mauricio, já combinei tudo com meu pai e nós já estamos indo para o aeroporto!
- Eu adoro quando você começa a mandar sabia? - Ele me beijou até ficarmos sem ar.
- É muito bom saber disso, vou mandar mais vezes! - Ele me agarrou e já ia me levando para a cama quando o parei.
- Pode parando, porque você só tem tempo para um banho rápido e sair correndo! - Ele fez aquele biquinho que eu adoro, mas foi pro banho e se arrumou lindo como sempre.
Chegamos ao aeroporto bem na hora de embarcar.
- Fortaleza hein!
- Fortaleza sim, vou me perder em água, areia e você A aeromoça nos entregou duas taças de champanhe.
- Então vamos brindar ao nosso amor?
- Pra sempre? - Eu perguntei.
- Pra sempre! - E eu realmente acreditei na sua promessa.
O hotel era realmente lindo, a vista fabulosa e agarrada nesse homem maravilhoso não tem preço, tínhamos acabado de fazer amor pela terceira vez quando ele me chamou para ir à praia e se vestiu com uma calça jeans e uma blusa branca de botão aberta, optei por um vestido longo azul claro.
Ele me levou para a beira do mar e me beijou docemente.
- Evy você aceita se casar comigo? - Não entendi a pergunta.
- Acho que já fiz essa pergunta para você antes!
- Não Evy, quero saber se você aceita se casar comigo aqui e agora, com o mar como testemunha? - Meus olhos se encheram de água.
- Como assim meu amor?
- Sei que não vai ser válido para os outros, mas eu te amo e quero você como minha esposa. Você aceita? - Já aos prantos, segurei o seu rosto, olhei nos seus olhos e respondi.
- Aceito sim meu amor! - Ele se ajoelhou na minha frente, retirou minha aliança da mão direita e colocou na esquerda.
- Eu prometo te amar pra sempre, você além de meu amor, hoje passa a ser também minha vida! - Me ajoelhei também a sua frente e fiz o mesmo, retirando a sua aliança e a trocando de mão.
- Eu prometo te amar e te fazer feliz, te mostrando a cada dia que ninguém nunca amou como eu amo você!
Nos beijamos selando nossas promessas, mesmo sabendo que ainda temos um longo caminho de problemas pela frente pra resolver.


Postar um comentário