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domingo, 9 de agosto de 2015

Resenha Cinéfila - Filmes Esquecíveis do Cinema - A Hora do Espanto (remake) 2011

 Ano de lançamento:2011

Direção:Craig Gillespie

Elenco:
Anton Yelchin: Charley Brewster
Colin Farrell: Jerry Dandridge
Toni Collette: Judy Brewster
Imogen Poots: Amy Peterson
David Tennant: Peter Vincent
Christopher Mintz-Plasse: "Evil" Ed Lee
Sandra Vergara: Ginger
Dave Franco: Mark
Chris Sarandon: Jay Dee

Sinopse

Charley Brewster (Anton Yelchin) faz parte da turma mais popular e está namorando a garota mais desejada de sua escola (Imogen Poots). Está tão por cima que chega a desprezar seu melhor amigo,"Evil" Ed Thompson (Christopher Mintz-Plasse). Mas as coisas começam a mudar quando Jerry Dandridge (Colin Farrell) se muda para a casa ao lado. A princípio, ele parece boa pessoa, mas há algo errado e todos, inclusive a mãe de Charley (Toni Collette), não percebem. Depois de observar algumas atitudes bastante estranhas, Charley chega à conclusão de que Jerry é um vampiro em busca de vítimas no bairro. Incapaz de convencer alguém, Charley precisa achar um meio de se livrar do monstro e, para isso, vai à Las Vegas pedir ajuda ao mágico ilusionista Peter Vincent (David Tennant) que se gaba de saber tudo a respeito do sobrenatural, especialmente os vampiros

Comentários

Quais as desculpas para se realizar remakes?Acredito que nas ideias  dos seus idealizadores, para apresentar às novas gerações, determinadas obras que fizeram enorme sucesso em épocas passadas, mas que precisavam agora de uma releitura e uma turbinada regada a efeitos derivados do computador. Ou para ludibriar. O fato que o gênero do suspense se encontra em uma extrema decadência em termos de roteiros e ideias originais,e a saída é resgatar sucessos passados numa versão contemporânea,ou então pegar as bem sucedidas versões asiáticas,que até então,vinham dando um baile nas produções americanas do gênero e fazer sua versão ianque.
Na minha opinião,os remakes só servem para consagrar ainda mais as suas versões originais, principalmente as desse gênero,pois no conjunto da obra,a releitura geralmente fica inferior anos-luz ao original.Raríssimas exceções se destacam,em sua maioria,90% padece em ideias que só deprimem a obra da qual se baseiam.
Em 2011,tiveram a a heresia de pegar um dos filmes mais divertidos dos inesquecíveis anos 80,e fazer o seu remake. Como visto na coluna inesquecível, A Hora do Espanto, de 1985, até hoje é integrante seleto do grupo de melhores filmes de vampiros de todos os tempos.Por que então realizar o remake de uma obra que se encontra facilmente nas locadoras ou em qualquer loja virtual? E que continua superior a muita coisa do gênero atualmente?
A ideia de realizar um remake teve início oficialmente em meados de 2007, quando nomes como Heath Ledger, falecido em janeiro de 2008, eram cotados para atuar na produção. Colin Farrell demonstrou relutância para atuar como Jerry, mas aceitou tardiamente porque precisava do trabalho e havia gostado do desempenho do diretor Craig Gillespie em A Garota Ideal (2007). Quanto ao roteiro, escrito por Marti Noxon (Eu Sou o Número Quatro e 23 episódios da série Buffy, A Caça-Vampiros), a proposta desde o início foi realizá-lo com o mínimo possível de influência do filme original.
A péssima escalação do elenco e a modificação dos personagens e do roteiro é contrastante. O problema é que o Farrel padece com a a ausência de carisma,ao contrário do intérprete original,e não convence à altura.Aqui,ele é um vampiro saradão,que nem de longe exala a sensualidade do Chris. Ed, o "Maldoso" nem de longe é tão divertido quanto sua versão anterior.A história como dito,segue a linha vista décadas antes, mas modifica muita coisa, principalmente os personagens importantes como Peter Vincente, que nessa obra,é um astro do show business,algo tipo o famoso ilusionista Chris Angel. Chato,sem graça,trata-se do personagem mais deslocado dessa versão.O original funcionava muito bem como alívio cômico,esse só serve pra irritar e ser ignorado.
O roteiro mal desenvolvido e sonolento também não ajuda, e como toda boa produção do novo milênio,ela abusa das cenas com sangue e desmembramentos, e efeitos digitais que diminuíram a qualidade da produção.Que saudades daqueles tempos que os efeitos de transformações eram realizados com maquiagem e edição de cenas.
Além do CGI exagerado, o filme também perde ponto por apresentar uma história simples de vampiro e assassinato. Já no original, o espectador era aterrorizado por um zumbi, um lobisomem, o morcego e uma Amy com uma bocarra assustadora – numa das imagens mais marcantes da produção.A nova Amy aparece assim também, mas sem o menor impacto, assim como os demais vampiros que surgem para atrapalhar a saga dos heróis e encher linguiça,nada mais.
Em relação ao orçamento, o remake custou 30 milhões  e arrecadou apenas 18 nos EUA, levando em consideração que o filme foi lançado em versão 3D, ou seja, com ingressos mais caros do que os comuns. Não era de se esperar algo diferente para uma produção mediana, realizada sem muita inspiração com um elenco equivocado.
O balanço final é que se trata de um remake péssimo cujo resultado final será o esquecimento, fator aliás, que ele já beira. Para piorar a coisa,decidiram realizar a sequência em 2013, mas dessa vez ficou relegada às locadoras que ainda resistem ao avanço das piratarias. Já o Farrel, achando pouco, ainda participou do remake de outro filme, O Vingador do Futuro, cujo resultado final foi tão ruim quanto esse aqui. Realmente,remakes não são para ele!!!!

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