Explorar toda tua biologia
Devorar-te por inteiro
Usar teu corpo por roteiro
Buscar com minhas mãos teus entalhes
Como gloriosos entalhes
Caçar todos sem medo
Usar-te como meu brinquedo
Abandonar-me em teu cenário
Escrever-te em meu sumário
Cravar nele todas as impressões
Abusando de inevitáveis bordões
Serei a formosa escriba
Que tuas letras exiba
Em cada verbete
A devora de um banquete
Cada fatia de ti um bocado
A ser demoradamente tragado
E sempre haverá ebulição
Nessa imensa depuração
Tendo sempre a premissa
De teu amor ser submissa...



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