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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Alberto Cuddel - Constante!

Vida que segue desamparada,
Eterna repetição, momentos
Sem um guião, direcção, nada,
Novos e velhos tormentos,
Ser novo, perder o passado,
Passado revivido dias sem fim,
É o agora ainda á ser recontado,
Gravado a ferro no alvo marfim!

Na louca perseguição do puro perdão,
Esquecido que fora, o sentir, o agora,
Recriminamos o forte sentir,
Do deixar cair, seguir e partir,
No desabrochar de uma bela flor,
Na curta vida de esse efémero momento,
Vivendo a intensidade do sentimento,
Que no agora nos dá o Amor!

Infinita máquina do tempo…
Que nos prende nesta espiral,
Regressiva da repetição,
Repetindo vezes sem conta,
A lembrança do que me fez,
Pedir por ontem o perdão!

Alberto Cuddel
22/11/2014
Palavras Desconexas - 15



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