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sábado, 2 de agosto de 2014

Dominação - Uma nova ótica

 Em muitas atividades cotidianas e organizadas, exige que haja sobre ela um controle e um controlado, no trabalho os superiores exercem-no sobre os empregados, na escola o professor exerce-o sobre os alunos,, em casa os pais sobre os filhos (em algumas situações, um cônjuge sobre o outro), etc e, há entre eles uma reciprocidade ou é estabelecido um acordo.

No BDSM as coisas não são diferentes, existe a necessidade de um controlador e um controlado, porém esta relação é medida pelos desejos e pelas tendencias que são conhecidas por dominação e submissão, que é uma troca de poder, em função da satisfação dos envolvidos.

No BDSM, dominador é aquele que sente prazer no poder que exerce para o controle física e psicológico de uma personalidade submissa. A sua maneira de dominar, é que determina se consegue que a outra parte interaja com ele e se entregue de corpo e alma.
 
O dominador autêntico, não só sente prazer pelos castigos e sofrimento que imputa a outra parte, mas também sente prazer em compreender, cuidar, proteger, ensinar, guiar e elevar uma personalidade submissa, mesmo que tenha que abrir mão dos seus objetivos vez por outra.
 
Precisa ter discernimento para saber até onde pode e deve ir, observar os limites, juntamente com o auto-controle, evitando ricos para o bem-estar, físico e psicológico, da pessoa que se entrega a ele. É relevante acima de tudo, respeitar os limites impostos pela outra parte, comprometendo-se com responsabilidade, à tentativa dar-lhes elasticidade, sem nunca os ultrapassar.
 
A dominação é o desejo de controlar uma outra pessoa, em comum acordo com ela, é um dos lados das tendências que em relação com o outro, garante a satisfação de ambos.

Não existe regras para se tornar dominador, nem mesmo um caminho a ser observado. A dominação é algo íntimo e pessoal, ela pode ser física ou psicológica, severa ou gentil, exigente ou atenciosa, pode ser a conjugação de algumas ou de todas, é uma questão de personalidade.

Convém lembrar, que dominação não é falta de educação, é muito mais do que exercer pura e simplesmente o poder. É mais apropriado compreender um dominador pela sua maneira de ser e de pensar, do que pelo que ele faz.

Existem várias razões para que uma pessoa viva a dominação, entre elas, apimentar as relações sexuais, aumentar as chances de ter alguém, escapar da monotonia, ou, como em todas as tendências do ser humano, a dominação pode fazer parte da personalidade, para estas, a vivência é diuturna.

É ilusão pensar que pode-se fazer da dominação um estilo de vida, adotando maneiras inconsequentes para viver e pensar que ela pode render relacionamentos fáceis, onde se pode tornar o todo poderoso da relação, a realidade é bem contrária, é uma troca de dar e receber, como em qualquer tipo de relacionamento humano, melhor é preparar-se muito mais para a doação.

A verdadeira dominação é sadia, livre de perversões, segura e afastada da irresponsabilidade, consensual e sem nenhum tipo de abuso, gratificante, cortês e respeitosa e tem no seu íntimo a liberdade, sem imposições ou manipulações.

Lena Lopez
 
Até nosso próximo encontro,
 
Rafael Boareto

 

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