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domingo, 27 de julho de 2014

TRIPLO J - CAPÍTULO 1


Meninas antes de vocês começarem a ler informo que este livro será postado aqui no blog apenas até o quarto capítulo, ele continua com seu link lá no wattpad. Espero que gostem! Abraços MM Azevedo.



Itália



(Jake)

Eu não canso de olhar para ela... Estamos num dos belos cafés ao ar livre em Roma e eu tento me concentrar nos papéis do trabalho a minha frente, mas cada vez que ela coloca a caneta na boca, franze o cenho e se concentra para pensar meu corpo responde e eu suspiro, agora ela está sorrindo, começou a cantarolar uma música no I-Pod, eu nunca entendi como ela estuda e ouve música ao mesmo tempo, eu só permito isso porque as notas continuam boas, ela sempre foi muito inteligente.
Quando eu soube que Julie viria terminar o seu curso de arte na Itália fiquei excitado e temeroso, John me ligou pedindo um dos guarda-costas treinados da minha empresa para ficar tomando conta dela enquanto ela estivesse por aqui, por sorte eu estou praticamente preso aqui na Itália, muitos eventos esportivos acontecendo e minha empresa é muito solicitada, eu sou dono da Strephford Security, tanto eu como John e James além de sermos amigos de infância e passar praticamente a vida toda juntos, servimos a marinha em missões no Golfo e fazíamos parte de uma força tática especial.
Depois que demos baixa, eu montei a Strephforf Security, James preferiu outra área e hoje é dono de uma cadeia de hotéis e restaurantes, John deu apenas continuação ao negócio de sua família, uma companhia de exploração de petróleo, de nós três John foi o único que nasceu rico.
Eu conheço Julie desde sempre, eu e James somos considerados tanto quanto John como irmãos mais velhos, ainda mais quando John e Julie perderam seus pais quando ela tinha 15 anos, com uma diferença de 12 anos John praticamente assumiu o papel de pai. Quanto a mim há muito tempo sabia que não queria mais ser considerado um irmão...
- Ai Jake porque você não pede outro segurança para mim? Eu estou vendo na sua cara o tédio... Eu te falei e disse também a John que eu não preciso de segurança, minha vida é um tédio não tem nada para vocês ficarem preocupados. – Julie disse com o seu jeito expansivo que me faz sorrir. Ela é assim e John também, eles são extrovertidos, engraçados, espalhafatosos, aonde chegam fazem amizade, estilo graça da festa, o tipo de pessoa que todo mundo quer estar em volta, isso faz bem ao meu espírito sério.
- Você não está me entediando princesa, eu só parei para pensar um pouco – Eu disse sorrindo para ela – E sim, você precisa de segurança, isto não é negociável, eu estou livre, tenho muita gente trabalhando para mim, posso escolher o que quero fazer.
Ela suspirou, colocou de novo os fones de ouvido e voltou a ler. E eu voltei aos meus pensamentos...
John possivelmente nunca iria me perdoar se descobrisse que eu sou perdidamente apaixonado pela irmã dele, e mesmo James iria me odiar, eu mesmo me odeio, ela é uma criança com o corpo estonteante de uma mulher, fazer a segurança dela foi uma tortura auto-imposta, eu poderia ter chamado qualquer um dos rapazes da empresa, mas eu não pude, eu quis aproveitar para passar um tempo com ela, poder curtir sua companhia da forma mais dolorosa e platônica possível.
Enquanto continuo perdido nos meus pensamentos, fingindo trabalhar peço mais um café para a garçonete, que fica me olhando claramente numa tentativa de flerte, eu sorrio e volto o olhar para os papéis.
- Nossa, deve ser muito bom ser você não?
Eu me volto de novo para Julie curioso – O que você quer dizer?
- Estou pensando que deve ser muito bom ser assim tão bonito, você nunca foi abordado para ser modelo ou ator?
Eu continuei sorrindo – Sim, na época da faculdade, algumas vezes... Mas, eu sou do tipo que sempre preferi estudar, nunca me interessei por essas coisas...
- Nerd! – Ela fala com um olhar reprovador que me faz sorrir mais uma vez- Nem todos nascem ricos princesa, eu precisava trabalhar... – Eu tentei me justificar.
- Sei... Mas, eu soube de vocês na época da faculdade... Soube que vocês abalavam viu? Eu sei histórias... – Ela diz corando.
- Histórias? – Olhei para ela intensamente e sei que isso a fez corar mais ainda e continuei – Nem tudo que falam é verdade princesa. Volte a estudar. – Ela pôs a língua para fora me insultando e eu sorri mais uma vez.
Meu celular toca e é James chamando – James?
- Vamos jantar hoje à noite? Preciso falar com você... – Seu tom de voz estava sério.
- Claro – Respondo prontamente, essa noite seria duro para mim, Julie iria sair para um encontro e eu tinha que engolir, eu não me permito interferir em suas escolhas, ela precisa viver o que tiver que viver porque se ou quando ela vier para mim, ela tem que ter certeza porque será para sempre.
- A que horas? No Caravaggio´s? – Eu pergunto a James.
- Não, no Santinni´s, às 8h, até...
Desliguei o telefone e fiquei pensando porque James iria querer ir para um restaurante de um dos seus maiores concorrentes, mas enfim a limusine chegou e eu ia deixar Julie na faculdade e depois iria para uma reunião de negócios, estava fazendo um calor muito grande naquele verão italiano  e Julie com aqueles shorts jeans curtos não fazia nada bem para a minha sanidade, quando entramos na limusine, ajeito minha pasta e ela mexe na televisão e se deita no banco com a bunda para cima, eu xingo por dentro pelo meu masoquismo, mas não aguento e falo – Sente direito Julie! – Acho que meu tom saiu mais forte do que eu pensei porque ela se virou me olhando espantada e disse – O que foi?
-Você às vezes parece que esquece que eu sou homem... – Eu continuei falando irritado.
-Des- desculpe... – Ela gagueja – É que você é como um irmão... E... – Nem deixei continuar e respondo – Eu não sou a porra do seu irmão, eu sou um homem e você é uma mulher crescida e se vira a bunda para mim eu tenho reações normais de homem você entendeu? – Ela continuou me olhando espantada e eu aliviei o olhar, ela ficou desconsertada, mas ficou em silêncio e continuou mexendo na televisão, mas dessa vez sentada corretamente no banco.
À noite vou ao encontro com James no Santinni´s, continuo inquieto pela forma que falei com Julie e com esse seu encontro esta noite, mandei um dos meus seguranças ficar com ela, só por isso estou mais tranquilo.
Me sento e cinco minutos depois James está na minha frente, o garçom chega e eu peço um Whysky com muito gelo e James pede uma Vodca pura, ele não diz nada para mim e eu resolvo começar – Você pretende falar?
James suspira e diz – Eventualmente... Como está a princesa? – Eu sorri, nós somos assim, homens feitos do mesmo material, tanto eu quanto James e John temos essa natureza protetora e dominadora, é claro que a primeira preocupação de James seria perguntar por Julie. Desde criança nós a chamamos de princesa, John a chamava assim e acabou virando uma coisa nossa. – Ela está bem, está num encontro com algum idiota universitário... – Eu respondo com um suspiro exasperado.
- Até quando você vai continuar se torturando assim? – James me pergunta sério.
Eu olho para ele desconfiado – Porque você diz isso?
- Qual é Jake? Corta essa... – James me olha mais uma vez e eu percebo que ele sabe.
- Você esqueceu de quem Julie é irmã? Do nosso melhor amigo! Ele nunca me perdoaria, eu mesmo não me perdoo, você não devia me perdoar, eu me sinto um canalha... – Eu falei com raiva.
- Não é verdade, você não fez nada e não é um canalha, eu tenho certeza que se você falar com John ele vai entender...
- Nem pensar, eu não quero perder meu melhor amigo, não posso perder nenhum de vocês... – Falo decidido – Vamos mudar de assunto, o que você quer aqui no Santinni´s? Espionagem?
- Quem me dera que fosse... – Ele disse e continuou – Tente ser discreto, você está vendo a garçonete perto do bar, a loira linda?
Eu me virei o mais discretamente que pude e vi a loira bonita de olhar triste, dava para ver que ela era muito profissional, mas muito tímida e contida.
- O que tem ela? – eu perguntei encarando James.
- Não sei Jake... Eu acho que estou me apaixonando...

(James)

Eu estava indo para o Caravaggio´s Roma, um dos meus restaurantes, ele é um dos restaurantes símbolo de Roma fica próximo ao Coliseu e com uma vista fantástica, a comida era impecável e uma das melhores do mundo, precisava-se marcar com muita antecedência para encontrar uma mesa, a maior parte dos meus hotéis e restaurantes ficam entre Nova York, Itália e França, eu vivo viajando de um para o outro, mas eu fico baseado em Nova York, mas eu gosto demais da Itália principalmente porque sou meio Italiano, meu pai era italiano e minha mãe americana, então eu tenho dupla cidadania e falo italiano fluentemente.
Parei para tomar um café num dos bares ao ar livre antes de ir ao Caravaggio´s, me sentei e dei uma olhada no jornal que trouxe comigo, quando comecei a perceber uma moça linda sentada numa das mesas bem no canto, a garçonete me trouxe o café, eu beberiquei, mais continuei passando um olho nela, até que percebi que ela estava chorando, eram lágrimas silenciosas que escorriam pelo seu rosto e depois ela colocou a cabeça entre as mãos e começou a soluçar, para mim isso foi demais, me levantei e fui até ela – Me desculpe, mas você está bem?
Ela parou ainda com o rosto coberto de lágrimas e me olhou – Sim, não se preocupe... – Ela tentou me despachar constrangida, mas sem sua permissão eu já estava sentado na mesa dela.
- Me desculpe se eu não acredito e me desculpe outra vez se me intrometo, mas não é da minha natureza ver uma pessoa sofrendo e não fazer nada. Qual é o seu nome?
Ela me olhou incerta, mas respondeu – Rachel Alden...
- Eu sou James Caravaggio, me desculpe minha indiscrição, mas porque você está chorando?
- Caravaggio... Como o restaurante... Eu sou garçonete do Santinni´s... – Ela disse num fio de voz sem me responder.
- Mesmo? Quem diria? Logo do Santinni´s... – Eu falei sorrindo.
- Você tem algo a ver com o restaurante Caravaggio´s? – Ela me perguntou franzindo o cenho.
- Algo assim - eu respondi me sentindo bem com o fato de que ela parou de chorar e estava prestando a atenção em mim e continuei – Eu já te perguntei e vou perguntar de novo e agora você responde, porque você estava chorando?
Ela parou me olhando espantada, continuei olhando para ela claramente esperando sua resposta e então ela começou – Eu estou triste apenas... Eu... Perdi meus pais há muito tempo quando tinha 15 anos, acabei indo morar num orfanato até os 18 anos e hoje seria aniversário do meu pai e eu só estou aqui sentindo pena de mim mesma...
- Eu entendo... Meus pais ainda estão vivos, mas se separaram há muito tempo e cada um seguiu seu caminho, morando em países diferentes, eu os vejo muito pouco, minha família hoje em dia são meus amigos, que são como irmãos para mim, um deles perdeu os pais assim como você e tem uma irmã que ele ficou tomando conta depois disso, ela tinha como você 15 anos quando os seus pais morreram, eu acho que você se daria muito bem com ela... Talvez você esteja precisando de amigos... Gostaria de jantar conosco na sexta à noite?
- O que? Não... Eu não conheço você... E porque você faria isso por mim? – Ela me olhou desconfiada.
- Porque eu gostei de você e gostaria de ser seu amigo... Será que isso seria explicação suficiente para você? – Eu perguntei torcendo que ela pelo menos considerasse, não sei por que mais eu queria muito ver ela de novo.
-Eu não sei... – Ela continuou em dúvida.
- Eu queria muito que você conhecesse Julie, eu tenho certeza que vocês se dariam bem... Que mal há em um jantar Rachel? – Continuei insistindo.
Eu a observei pensando, com dúvidas se deveria confiar ou não em mim, até que ela concordou, a essa altura eu já tinha esquecido que tinham fornecedores de vinhos me esperando no Caravaggio´s e fui acompanhando ela até sua casa, marcamos o horário que eu iria buscá-la na sexta, quando chegamos a frente do edifício que ela morava. Ela resistiu a princípio que eu a acompanhasse, mas eu disse que precisava saber para buscá-la na sexta, ela se despediu e eu saí contente em não ver mais nenhum vestígio do choro em sua face.
Eu contei essa história toda para Jake que me olhava incrédulo – E hoje é quarta-feira e eu já estive aqui no Santinni´s duas vezes, a primeira eu só olhei de longe e hoje estou aqui com você, não sei se ela já me viu, mas eu não tiro ela da minha cabeça...
- Você sabe que está parecendo um maldito perseguidor não é? – Jake falou claramente tentando me fazer voltar à razão.
- Enfim Jake, eu preciso que você me ajude, será que você e Julie poderiam jantar conosco na sexta? – Eu falei exasperado.
- Sim, claro, não vejo porque não, eu ajeito tudo com Julie... Mas, eu espero que você seja bem consciente nisso tudo, essa moça parece frágil e você está claramente com o tesão nas alturas, se depois que você transar, largar ela eu vou ficar puto com você! – Jake falou sério.
- Porra Jake, não é a porra de um tesão qualquer, eu estou te falando, eu não consigo pensar, não consigo trabalhar, eu só penso nela... – Eu suspirei mais uma vez quando notei que Rachel finalmente me viu, eu não tentei disfarçar e acenei, percebi sua hesitação, mas ela se aproximou timidamente.
- Oi Sr. Caravaggio... – Ela começou e eu logo interrompi chateado – Sério Rachel? Meu nome é James e você sabe.
Ela ficou desconcertada e olhou para Jake e eu aproveitei para apresentá-lo – Este é Jake Strephford um dos meus melhores amigos, é um daqueles que te falei.
- Oi Rachel! É um prazer te conhecer. – Jake falou, a meu ver com charme a mais. Ela sorriu e disse - Muito prazer... Bom, eu preciso ir, esse setor é de outro garçom e eu tenho que atender...
- Muito bem, até sexta então... – Eu disse olhando para ela intensamente.
Voltei meu olhar para Jake que me olhava fixamente até que finalmente disse – É isso amigo... Nós estamos oficialmente fudidos...
E eu suspirei concordando.
Na sexta-feira, estava pontualmente na porta dela, estava muito ansioso o tempo todo fiquei achando que ela iria desistir na última hora.
Quando chegamos ao restaurante Jake e Julie já estavam lá, olhei para Julie e percebi certa semelhança física com Rachel, as duas são loiras de olhos azuis e o mesmo tom de pele... Apenas Rachel tinha os cabelos mais curtos na altura dos ombros e Julie os tinha quase na cintura, colocando-as juntas poderiam se passar por irmãs... Lindas!
Nos sentamos e apresentei Rachel a Julie que como sempre esbanjava simpatia, dei um beijo em seu rosto e perguntei – Como você está princesa? Linda como sempre...
Ela sorriu e disse – Bem, estudando muito e sendo vigiada por Jake... Portanto sem nenhuma novidade...
- Não seja malvada princesa, você precisa de segurança. – Eu sorrio mais uma vez do suspiro exasperado que ela dá e observo a forma que Jake olha para ela, Rachel ao meu lado continua tímida, mas está sorridente, é impossível não sorrir perto de Julie e John... Eles são como o fogo, Jake é o mais calado de nós, sério demais e eu me considero o equilíbrio entre nós três eu oscilo entre a quietude e a expansividade, nem eu mesmo sei quando o meu humor vai estar de um lado ou de outro.
Fazemos os pedidos ao garçom quando simultaneamente os celulares meu e de Jake tocam, era John. – Oi meninas... Estou em Roma, acabei de chegar, estou no aeroporto, onde vocês garotas estão? – Esse jeito de falar é típico de John e nós sorrimos só ele ligaria para nós dois ao mesmo tempo em celulares diferentes.
- Estamos no Caravaggio´s John, venha para cá que nós suspendemos o pedido e esperamos você chegar – Eu respondi.
- Onde está princesa?
- Está aqui com a gente – Jake respondeu enquanto olhava para Julie.
- Bom, peçam um peixe para mim que estou chegando, estou faminto! – Dizendo isso desligou.
- Ah que maravilha, eu sou irmã dele e ele liga para vocês! – Disse Julie demonstrando seu desagrado.
- Não fique assim princesa, ele perguntou por você... – Jake falou sorrindo para ela.
Pedimos para o garçom segurar os pedidos, nos trazer um pouco mais de antepasto e mudarmos de mesa, que dessa vez teria que ser para cinco. Em mais ou menos meia hora John chegou com o jeito espalhafatoso dele atraindo os olhares de todos em volta, foi direto para Julie e deu aquele abraço e ela logo parou de ficar zangada com ele, já estava sorrindo de orelha a orelha, depois veio até mim e Jake e nos abraçou, se sentou e finalmente olhou para Rachel – Oi... Eu sou John Harrison e você?
Eu me adiantei e respondi por Rachel, não sei por que meus amigos falando com ela com tanto charme me incomodava tanto – Esta é minha amiga Rachel Alden... – Rachel só assentiu com um sorriso tímido.
- Por que você não avisou que estava vindo John? – Julie perguntou.
- Eu queria fazer uma surpresa para vocês princesa e também foi meio de última hora, eu achei que teria que ficar até a próxima semana, mas adiantou por que encontramos outro poço no Pacífico Sul, e eu fiquei meio de férias, o pessoal não vai precisar de mim. Férias na Itália era tudo que eu precisava! – Ele disse sorrindo.
- Triplo J... – Uma voz macia se destacou perto da nossa mesa, todos nós olhamos para a bela ruiva que parou na nossa mesa, percebi uma troca de olhares entre as meninas e vi quando John cumprimentou – Donna DeMaggio... Que prazer te rever! – Ele foi todo charme.
Troquei olhares com Jake que foi apenas discreto – Quanto tempo Donna...
E eu por minha vez apenas disse – Oi Donna!
Donna sorriu e disse – Agora senti saudades da faculdade... Prazer revê-los garotos! – E dizendo isso se foi.
- Uau... – Disse John – Bons tempos! Um brinde aos bons tempos? – Quando viu nossa cara e a das meninas ele apenas sorriu e disse - Tim tim para mim então...
As meninas ficaram silenciosas e depois saíram para ir ao banheiro, e nós três ficamos na mesa – Por que você é sempre um idiota John? – Eu disse – Eu estou no meio de algo aqui, você não notou?
- O que? Eu obriguei você a enfiar o pau na Donna Demaggio na faculdade? – Disse ele sem nenhuma censura.
- Eu desisto... – Respondi exasperado enquanto Jake apenas balançava a cabeça – Não discuta James, será que você ainda não aprendeu?
As meninas retornaram e Julie veio com a perguntinha na ponta da língua – Triplo J é? A faculdade de vocês devia ser um lugar sujo... – Ela dizia isso com um olhar de nojo.
- O que princesa? As pessoas se divertem na universidade, é natural... – John respondeu.
- Eu não faço a metade das coisas que eu soube que vocês faziam... – Ela tentou falar quando nós três respondemos em uníssono – É claro que não!
E Jake completou – Nós nunca permitiríamos.
- Vocês são umas figuras... – Julie falou, do seu lado Rachel sorria, percebi que ela interagiu bastante com Julie, mas procurava não se meter abertamente nas conversas da mesa – Você faz faculdade também não é Julie? Você faz coisas selvagens?
Eu engasguei no meu Whysky quando John teve um ataque de risos e Rachel começa a rir também enquanto responde que não, apesar do absurdo da pergunta eu fiquei preso ao som cristalino daquele sorriso, foi lindo e eu pensei que queria fazer ela sempre sorrir assim.

(John)

Sem eles em Nova York eu estava me sentindo extremamente solitário, eu sou um cara extrovertido, gosto de curtir a noite, de bares e festas... Mas, até isso já estava me cansando um pouco, quando surgiu no trabalho à chance de eu poder sair nem pensei duas vezes e me mandei para a Itália, eu queria estar perto da minha família e onde Julie, James e Jake estão, é onde eu quero estar.
Depois do jantar no Caravaggio´s eu pensei em ir direto para o apartamento, mas eu estava em Roma, eu estava cansado de badalação, mas eu bem que podia dar uma esticadinha pela noite, nada demais só um drink antes de dormir... Chamei James e Jake para virem comigo, mas os dois maricas recusaram, ficou sem graça sem eles então em vez de ir numa boate fui a um bar em frente ao meu edifício.
Não fiquei o tempo que eu esperei ficar e voltei para o apartamento, quando cheguei à minha porta vi uma moça forçando a porta do apartamento em frente ao meu.
- Posso te ajudar? – Perguntei.
Ela se virou para mim surpreendida. - Minha chave deu problema, não consigo abrir, já tentei de todo jeito e no fim ela quebrou na fechadura... – Ela disse se virando e continuando na sua tentativa de mover a porta.
Ela nem me deu um segundo olhar e eu fiquei meio surpreendido, normalmente as mulheres ficavam um tempo me olhando, eu me acostumei a isso e o fato dela não ter feito me intrigou e eu parei para olhar para ela, deveria ter provavelmente por volta dos 22 anos, cabelos longos negros, olhos verdes, seios fartos, gordinha, mas com todas as curvas no lugar certo, linda! Eu gostei, apesar de estar longe de ser o tipo que normalmente eu saio, tinha algo nela que definitivamente fez meu pau acordar para vida e aí amigo, já era...
- Você quer que eu ligue para um chaveiro? Acho que é a melhor solução, eu me ofereceria para arrombar sua porta, mas seria inconveniente você passar a noite com a porta aberta... – Eu continuei falando.
Ela se virou me olhando mais uma vez surpreendida – Olha você não precisa ficar por aqui, eu vou ligar para o chaveiro e resolver, obrigada por sua ajuda! – Dizendo isso ela se voltou de novo para a porta.
-Porque você não deixa eu te ajudar? – Eu perguntei curioso – Nós somos vizinhos. Os vizinhos não devem se ajudar?
Ela parou outra vez e ficou me olhando – Eu nunca te vi por aqui...
- Eu aluguei esse apartamento há pouco tempo, minha irmã está no andar de baixo, eu moro em Nova York, eu sou John Harrison e você é...?
- Meggie Turner... – Percebi uma certa indecisão nela.
- Eu acho que você deveria ligar logo para o chaveiro... – Eu continuei.
- A droga da bateria do meu celular acabou... E na verdade eu nem tenho um número de chaveiro aqui... – Ela falou com um suspiro exasperado.
- Tudo bem, você pode ligar do meu apartamento e consultar o auxílio à lista... – Falei isso enquanto abria calmamente a porta do apartamento – Ela ainda parecia meio indecisa e eu disse sorrindo – Não precisa se preocupar eu não vou te atacar...
- Eu sei disso, sinceramente isso não me preocupa nem um pouco... – Falando isso ela entrou determinada e eu franzi o cenho por que não entendi o que ela quis dizer.
Ela entrou, fez a chamada e depois se levantou com a intenção de sair- Muito obrigada Sr. Harrison pelo ajuda... Eu vou esperar pelo chaveiro lá fora, eu não quero te incomodar mais...
- Ei, você não está incomodando e você bem pode esperar sentada aí enquanto o chaveiro não chega você é do tipo que não gosta de receber ajuda não é? – Eu falei olhando firmemente para ela, até agora não entendi por que ela tinha essa atitude tão hostil.
- Não é isso, eu só não quero incomodar... – Ela fez um gesto irritado, se levantou e ficou olhando a vista da minha janela.
- Posso te oferecer uma bebida, alguma coisa? – Eu tentei de novo.
- Não, obrigada!
- Bom, eu vou tentar adivinhar porque você está assim tão irritada... – Eu comecei.
- Eu não estou irritada... – Ela falou e eu ri, não pude evitar o que causou nela ainda mais irritação pelo que eu pude ver, ela começou a sair do apartamento em disparada e eu não sei o que deu em mim por que fui atrás, a puxei pelo braço, grudei ela no meu corpo e dei um beijo, mas não foi um beijo qualquer, eu queria sentir a maciez daqueles lábios, eu queria sentir junto a mim as curvas daquele corpo e também queria mostrar meu domínio sobre ela, eu encostei ela na parede a cobrindo com todo meu corpo eu tenho quase 1,90 e ela era pequenina não deveria medir mais que 1,60, então tive que me abaixar para nivelar a altura, e quanto mais eu me encostava mais duro eu ficava, eu queria morder, eu queria chupar eu queria dominar, e só voltei desse transe quando senti passos no corredor, eu parei o beijo e fiquei parado olhando para ela e ela para mim, os sons dos passos ficaram mais fortes e ela piscou os olhos como se estivesse voltando de um transe e me empurrou para se afastar, eu fiquei aturdido também pelo que eu tinha feito, dificilmente eu perdia o controle com uma mulher, ela escapou do meu alcance quase correndo e o chaveiro chegou e começou a fazer seu trabalho, eu fiquei na porta do meu apartamento observando e ela ficou todo o tempo de costas para mim, não dissemos uma palavra sequer, quando o chaveiro terminou de fazer seu serviço eu peguei minha carteira com a intenção de pagar e ela praticamente gritou – Não! Eu pago... Obrigada! – Ela falou comigo friamente.
Sua porta finalmente estava aberta, o chaveiro começou a sair e antes que eu pudesse falar alguma coisa ela se virou e disse um “boa noite” frio e fechou a porta na minha cara e eu fiquei lá em pé por vários minutos olhando a porta fechada.


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