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terça-feira, 17 de junho de 2014

Golpe de mestre - Capitulo 8



8.

Mauricio

Vê-la tão pacifica em seu sono me fez pensar um pouco no que eu estava me tornando, eu planejei um golpe com meu melhor amigo e quase seduzi uma mulher inocente. Acho que se meus pais soubessem disso me matariam, principalmente meu pai. Um Tenente da Aeronáutica aposentado, ele me ensinou a ser um homem bom e acho que ele não fez um trabalho tão bom assim. Eu preciso pensar numa forma de mudar de vida sem ter que continuar com esse plano, não vou correr o risco de perder a minha branquinha. Vou ao mercado comprar algo pro nosso café da manhã e depois marcarei de encontrar o Rick, primeiro preciso saber que história é essa de Gleice e depois decidir o que faremos.
Fui ao mercado e comprei tudo que ela poderia gostar, presunto, queijo, requeijão, manteiga, pão de forma, pão francês etc. Eu posso ter comprado pra um batalhão, mas é melhor ter opções. Ao chegar em casa minha princesa estava se espreguiçando e olhando de um lado pro outro me parecendo um pouco nervosa. 
- Bom dia! O que houve? 
- Pensei que você tinha me dado o troco. - Quando ela vai entender que nunca faria isso com ela? É tão difícil assim me entender?
- Nunca faria isso com você. - Digo enquanto engatinho em cima da cama pra poder dar um beijo, mas ela se afasta.
- Eca! Eu to com bafo! - Não resisto e começo a rir. - Ei, pára! to falando serio!
- Tudo bem! Vai escovar os dentes, pode usar a minha e depois venha que vou preparar o café.
Essa pequena casa nunca foi tão calorosa como agora, eu quero 
isso pra mim e vai se realizar. Preparei o café e comemos em um silencio agradável, vira e mexe eu pegava sua mão só pra fazer um carinho. Ela disse que teria que ir pra faculdade resolver umas coisas.
- Eu te levo então.
- Não! Quer dizer, não precisa. É só pra entregar um trabalho e tenho que passar em casa também.
- Tem certeza? Eu tenho algumas coisas pra resolver também, mas te levaria.
- Não meu amor, eu posso ir sozinha. Nos vemos mais tarde?
Ela... me chamou de "meu amor"! Eu sou o idiota mais sortudo do planeta.
- Nos vemos sim! Vamos descer porque eu ainda tenho que encontrar o Rick!
- Vou passar na Gleice primeiro pra ver como ela esta... Mais tarde agente se vê.
Me deu um beijo e seguiu pra casa da Gleice, aproveitei que já estava distante e liguei pro Rick.
- Cara agente precisa se encontrar. Tá em Copa?
- To sim! Já até imagino o que quer conversar, to contigo em tudo!
Uma das coisas boas nessa amizade é que o Rick me entendia, ele 
mesmo antes de saber de qualquer assunto já sabe o que eu quero dizer.
Peguei o ônibus e já comecei a formular o que eu deveria fazer nas 
próximas semanas. Espero que as pessoas que vou envolver estejam de acordo. Chegando ao condomínio, subi pelas escadas mesmo. Não quero correr o risco de encontrar a Arlete, entrando no apartamento Rick já estava no sofá me aguardando.
- Eu não posso continuar com o plano!
Me encolhi esperando um grito, um soco, qualquer coisa, mas não veio nada. Só o silencio, isso torna tudo mais assustador.
- Se é o que você quer, estou contigo! Mas precisamos de um outro plano, não vou perguntar seus motivos, deve ter algo haver com uma menina de olhos castanhos.
- Tem haver com ela sim, não quero magoá-la. Ela é uma das melhores coisas que me aconteceu, nem quero que ela descubra desse plano. To pensando em ligar pro meu tio John, fazer uma sociedade ou algo do tipo.
Meu tio John e amigo do meu pai, eles serviram juntos nos EUA quando meu pai teve que ir pra lá. Lembro que uma vez ele tava de licença e veio passar um tempo aqui, ele sempre foi o garanhão. Na época eu tinha no máximo 11 anos e ele já tinha varias mulheres atrás, me ensinou muita coisa sobre as mulheres e se tornou muito meu amigo.
- A ideia não é ruim! Vou ligar pro proprietário do apê e dizer que não vamos ficar mais, só tem uma coisa que me preocupa...
- O que foi? - pergunto logo prevendo problemas.
- As papeladas em relação ao golpe sumiram, procurei por todo apartamento e não achei. As fitas de gravações do corredor da Arlete também sumiram.
Isso realmente é preocupante, mas como alguém entrou aqui?
- Antes que você pergunte, já fui ver com o sindico sobre as câmeras e elas ontem não estavam funcionando, parece que estavam em manutenção. Nada aqui estava mexido, só levaram as coisas do plano.
- Vamos arrumar tudo e sair logo daqui! Por enquanto não vamos nos preocupar com isso, depois a gente vê o que vai fazer.
Começamos a arrumar tudo nas malas e caixas, não quero ficar aqui nem mais um minuto. Quero ir pra casa e preparar um jantar pra minha branquinha. De repente escuto a campainha tocar, vou atender e vejo... Arlete. 
- Meu Deus! Mauricio que bom que te encontrei! - Ela está desesperada, o que eu vou fazer? Convidei-a pra entrar e ofereci um copo de água, depois que se acalmou resolveu me soltar a bomba. - Eu tô doente! Eu não posso deixar minha filha sozinha! O que eu vou fazer?
Estava tentando assimilar a situação toda, ela estava doente e estava com medo de morrer?
- Fui fazer uns exames de rotina hoje e descobri que tenho câncer. Você acredita? Logo eu que crio minha filha sozinha, não posso deixar ela sozinha! - E ela se danou a chorar de novo. E agora?
- Fica comigo! Eu preciso de alguém que cuide de mim e não quero que a minha filha saiba!
Chegou a hora de honrar suas bolas Mauricio, você pode dizer pra ela, vamos lá!
- Arlete, eu sei que a gente tava se conhecendo e tudo mais, mas é que eu conheci uma pessoa especial e bem... posso te oferecer minha amizade.
Ela fez uma cara horrorizada e começou a chorar de novo.
- Ela é mais bonita que eu? Mais jovem? Quer dizer que agora porque eu to doente não presto mais pra você?
Pronto! Agora ficou perfeito! Uma mulher doente com crise existencial na minha frente. Olhei pro céu pedindo ajuda, Rick já tinha sumido de vista e nem pra ele posso pedir reforço.
- Já disse que não tem nada haver com você, conheci outra pessoa e ela é a mulher da minha vida. Como eu disse você pode me ligar quando quiser, mas só vou ser seu amigo. Me conta sobre essa doença. - Me sentei ao lado dela no sofá e esperei ela começar a falar.
- Vinha tendo umas dores fortes de cabeça, mas não desconfiei de nada, hoje tinha uma consulta de rotina marcada e fui ao médico e ele me pediu alguns exames, entre eles uma tomografia e ele encontrou uma massa em meu cérebro.
- Mas essa massa pode ser varias coisas diferentes, não pode? -Perguntei.
- Pode sim, mas ele me disse que a probabilidade de ser um câncer é muito grande.
- Mas você tem que pensar positivo, vai que não seja nada grave.
- Eu sei, mas algo me diz que é câncer. - Ela me disse voltando a chorar.
A abracei e deixei-a chorar, não poderia tratá-la mal nessas condições. Ela precisava de um apoio, um ombro, um amigo. Ficamos assim por um tempo.
Eu não podia acreditar, eu não podia deixar essa mulher desamparada logo agora. Mas vou pensar em mim.
- Você ainda tem meu numero é só me ligar se precisar de alguma coisa, mas não se esqueça de que como seu amigo.
- Tudo bem! É melhor eu ir, parece que você está de mudança.
- Saio daqui ainda hoje, quero ficar mais próximo da minha branquinha!
Ela fez uma careta de nojo e seguiu até a porta.
- Qualquer coisa me liga e se cuida! 
Fiquei parado na porta por um tempo, pensando em como as coisas mudaram, se fosse na semana passada eu teria pulado no colo dela e feito meu plano funcionar e seria mais rápido do que eu pensava, mas depois que aquela menina linda entrou na minha vida de Jet ski, literalmente, eu me sinto outra pessoa.

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Quando terminamos de arrumar nossas coisas eu e o Rick ligamos para um taxista parceiro nosso para levarmos nossas coisas de volta pra Rocinha, nunca pensei em voltar pra lá tão feliz, durante a viagem resolvi conversar com o Rick sobre a Gleice.
- Então irmão o que tá rolando entre você e a vizinha?
- É complicado amigo, e cada dia que passa está ficando mais enrolado.
- Como assim? – sinto que a coisa é seria.
- Será que podemos deixar essa conversa pra outro dia? É uma longa história e eu não quero pensar nisso agora. "- Resolvi deixar passar, pelo menos hoje, mas amanhã ele iria me contar direitinho essa história. Peguei meu celular e resolvi mandar uma mensagem pra minha branquinha, eu já estava com saudades.

- Oi minha linda!

Esperei por um tempo até que ouvi meu telefone apitar com sua resposta.

-Oi meu amor, como está sendo seu dia?

Cada vez que ela me chama de meu amor meu coração dava um mortal duplo carpado com pirueta dentro do meu peito. 

- Lento e vazio sem você.

De onde que eu estava tirando essas frases românticas? Acho que essa menina fez uma lavagem cerebral em mim, só pode, nunca fui assim nem quando eu era meio embasbacado com a Mirela.

-Ainn meu lindo assim você me deixa mal acostumada e manhosa, depois não 

-Acho que posso mimar minha namorada um pouquinho, não posso?

Depois que eu enviei a mensagem que eu percebi que tinha chamado ela de minha namorada, mas não era isso que ela era? 

- hum... namorada?

Porra, esqueci de pedir ela em namoro, mas acho que posso resolver isso mais tarde, então resolvi mudar de assunto.

- Vem jantar comigo mais tarde?

- Nossa você na cozinha deve ser muito sexy.

A safada gosta de me provocar, só de ler essa mensagem, fiquei de pau duro dentro do táxi, tive que disfarçar colocando braço sobre meu colo.

- Branquinha, você acaba de me deixar de pau duro dentro de um táxi!

- Fiquei até com água na boca agora!

Ela só poderia estar de brincadeira! Se ela continuasse falando assim eu iria gozar nas minhas calças igual a um adolescente.

- Se você está tentando me provocar, você realmente conseguiu, e continua falando assim que mais tarde a sobremesa vai ser você!

- Mais tarde vamos ver quem promete o que.

Terminei a conversa por que chegamos em casa, fomos arrumar nossas coisas e quando terminamos o Rick saiu para a casa dos pais dele e eu aproveitei para sair e fazer compras para o jantar pensei em fazer algo romântico para minha branquinha, comprei os ingredientes para fazer uma massa ao molho branco, vinho e sorvete de sobremesa já que eu não sabia fazer nada de doce, no caminho comprei rosas vermelhas e quando estava quase chegando em casa passei na frente de uma lojinha de bijuterias e vi uma correntinha que achei perfeita para o momento, comprei também e pedi que embrulhassem para presente.
Arrumei a casa, preparei o jantar e fui tomar um banho, quis me arrumar pra ela então coloquei um jeans escuro e uma camisa de botão preta com as mangas dobradas até o cotovelo, arrumei meu cabelo, passei meu perfume predileto e fui arrumar a mesa pra nós dois. Forrei um lençol sobre tapete no chão e coloquei varias almofadas que eu tinha em casa, fiz um cantinho pra nós dois ficarmos mais a vontade, quando estava quase terminando alguém bate na porta, já sabendo que é ela vou abrir a porta com o meu maior sorriso.
- Oi minha branquinha. - Digo puxando ela pros meus braços.
- Oi meu amor, porque que você não me avisou que seria tão formal eu teria me arrumado mais.
- Você está perfeita assim. - E estava mesmo, ela vestia um vestido branco comprido até os pés, com um cinto fininho marrom e uma sandália baixinha da mesma cor do cinto, parecia um anjo. Peguei-a pelas mãos e a levei até o nosso cantinho, coloquei ela sentada e fui buscar as flores que eu tinha deixado na cozinha, o sorriso que ela me deu quando as viu não tinha preço.
- Ai meu amor, são lindas, eu nunca tinha recebido flores.
- Então vamos acostumar por que com você eu vou ser muito romântico. - Ela me puxou para um beijo, foi um beijo quente que veio acompanhado de outro, mais outro e quando eu vi já estávamos deitados sobre o lençol.
- É melhor a gente parar se não o jantar esfria e não vamos conseguir comer nada. - Ela me fala sorrindo com seus lábios ainda colados aos meus.
Levantei-me peguei nossos pratos e o vinho, jantamos conversando 
sobre vários assuntos diferentes, faculdade, praia, cinema, nós gostávamos das mesmas coisas e isso me impressionou, cada minuto que passava me mostrava que ela é mais perfeita pra mim. Depois que acabamos de jantar resolvi abordar um assunto que não podia mais ser adiado.
- Evy, sei que ontem conversamos sobre nós dois e percebi que não fui muito claro sobre um assunto.
- Que assunto? - Ela me olhou com olhos assustados.
- Te falei que queria você só pra mim, mas esqueci de te fazer uma pergunta.
- Fala logo por que você já está me deixando nervosa.
- Primeiro deixa eu te dar um presente que eu comprei pra você, não é um presente desses que eu sei que você merece, mas eu vi e resolvi comprar pra você. - Retirei o embrulho debaixo de uma das almofadas e entreguei a ela, era um cordão e na frente estava escrito a palavra MINHA seus olhos se 
encheram de água.
- É lindo Mauricio! Eu amei, você coloca em mim? 
- Eu adoraria, mas primeiro você tem que me responder a minha pergunta. 
- Qual pergunta? – ela me olha preocupada.
- Você quer namorar comigo Evy? 


Evy

Meu coração estava a ponto de explodir, será que ele ainda tinha duvidas sobre a minha resposta? 
- Deixa eu pensar.... - Eu disse colocando a mão no queixo. Sua cara de desespero quase me fez rir.
 - SIMMMMMMMM! – Eu gritei, seu sorriso se abriu no instante que eu respondi, pulei nos braços dele beijando o rosto dele todo, quando eu parei em seus lábios ele me beijou com fome, parecia que iria me devorar inteira, me pegou pelo cabelo me puxando forte pro seu peito, com a outra mão começou a descer as alças do meu vestido que caiu até a altura do cinto que não deixou que descesse mais, com um rosnado saindo de sua garganta ele agarrou meus seios e os levou até sua boca.
- Ahh... - Gritei quando ele mordeu um de meus mamilos, suas mãos começaram a levantar meu vestido, chegando até a minha calcinha.
 - Me desculpe minha linda mais essa vai ser rápida, eu preciso estar dentro de você. - depois de dizer isso senti ele rasgar minha calcinha, seu toque era desesperado quase como se fosse morrer se não me tocasse. Seus dedos começaram a brincar comigo, mais não por muito tempo, levei minhas mãos até o seu jeans e abri o botão e o zíper, empurrei a sua calça para baixo, sua urgência tinha se tornado a minha urgência eu não podia mais esperar, então puxei seu pau até a minha entrada, ele entrou em mim em um golpe forte e rápido.
- Vai meu amor... mais forte! - Falei ao seu ouvido o fazendo arrepiar.
- Como você é deliciosa minha branquinha, essa sua bocetinha apertada me deixa louco.
Ele me apertava contra o seu peito e metia mais forte, seu pau latejava dentro de mim de repente ele parou e me colocou sentada sobre ele.
- Agora quero ver você rebolar no meu pau igual você rebola no baile, vai minha branquinha mexe gostoso pra mim.
Comecei a fazer um movimento de sobe e desce fingindo que ia sentar no seu pau mais não sentava, ele já estava quase me pegando pela cintura quando comecei a rebolar descendo e sentei de uma vez colocando ele todo dentro de mim.
- Porra - Ele gritou quando eu comecei o meu ritmo, eu subia e descia no seu pau feito uma louca. Ele segurava meus quadris e se movimentava comigo, meu orgasmo me pegou de surpresa o fazendo vir junto comigo, senti quando ele gozou dentro de mim me inundando por dentro.
- Minha - Ele gritou enquanto ele gozava.
- Sua - Eu respondi olhando nos seus olhos, e foi nesse momento que eu percebi a seriedade das minhas palavras.

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