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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Golpe de mestre - Capitulo 7



7.

Evy

Depois de discutir com a minha mãe tentei pegar no sono, mas não consegui, fui dormir já eram por volta de 10 da manhã, faltei à faculdade, estava sem vontade de fazer nada, só tinha vontade de ir correndo para uma certa casa na rocinha, nunca me arrependi tanto de ter essa regra de nunca dormir com ninguém.
Fiquei puta quando o celular começou a tocar e eu tive que levantar às duas da tarde, quando vi que era a Gleice resolvi atender.
- Oi amiga.
- Oi!  Evy o que foi que aconteceu com você que o Mau veio aqui em casa feito um louco te procurar?
- Ele fez isso? – já me animo um pouco com a notícia.
- Fez sim, quase quebra o portão de tanto esmurrar, quando atendi só faltou invadir pra te procurar.
- Mas por que ele fez isso? 
- E sou eu que vou saber? Acho que você mesma deveria perguntar a ele, ele deixou o cartão dele aqui com o numero do telefone pra te entregar.
- Gleice eu nunca ligo no dia seguinte, por que com ele seria diferente? - Perguntei tentando me fazer de forte, mas por dentro eu mesma respondia a minha pergunta: porque ele é perfeito mulher! Sorri pra mim mesma.
- Ah sei lá amiga, eu vou dar uma passada na sua casa mais tarde e te entrego o cartão você faz com ele o que você quiser.
- Tá bom amiga, até mais tarde.
- Até mais!
Desliguei a ligação, voltei pra cama não tinha vontade de comer nada, depois de um tempo voltei a dormir. Acordei por volta das sete da noite com minha mãe me gritando.
- Evelyn sua amiguinha ta subindo, você sabe que eu não suporto essa garota.
Levantei e fui direto esperar a Gleice na porta, quando ela saiu do elevador fui na direção dela peguei sua mão e levei-a para o meu quarto, não queria que minha mãe menosprezasse minha amiga. Chegando no quarto fui direto pro banho, não queria ficar em casa nem mais um minuto, mas a Gleice foi logo me entregando o cartão.
- Aqui amiga ta entregue, agora o que você vai fazer com ele é escolha sua.
- Tá, vou tomar banho depois eu penso nisso
Tomei banho e resolvi vestir um vestidinho soltinho vermelho com uma rasteirinha, não estava com humor para roupa curta hoje, completei o look com uma maquiagem bem leve, só marcando mesmo os olhos, passei um perfume e tudo pronto, peguei minha bolsa e quando cheguei à sala minha mãe não estava.
- Me diz onde é o incêndio?
- Ai, eu não quero ficar aqui Gleice, é melhor aproveitar que a coroa não tá em casa, vamos dar uma volta na praia, sei lá, fazer qualquer coisa menos ficar aqui!
- Tá bom amiga, vamos pra minha casa e mais tarde vamos curtir um barzinho com música ao vivo?
- Boa ideia não to com disposição pra curtir baladão hoje, um barzinho ta ótimo.
- Ixi, to vendo que um certo marimbondo de quase dois metros te mordeu hoje. - Ela disse as gargalhadas.
- Tenho que rir com você Gleice, você acha que com aquele corpo, aquele rosto, aquela voz e aquele olhar eu estaria de mau humor por causa dele? - Agora foi minha vez de rir.
- É verdade amiga, se fosse eu com esse picolé na boca não iria sobrar nem o palitinho.
Rimos alto e juntas, passamos por alguns vizinhos que nos olharam meio atravessado quando estávamos saindo do meu prédio, bando de gente mal amada não pode ver ninguém feliz que incomoda. Uma vez ouvi um ditado que dizia assim: Não pode ver ninguém feliz que sofre! Acho que tem total razão, mas. porra! Isso é uma musica do Revelação! Fiquei rindo sozinha. Pegamos um táxi e fomos pra casa da Gleice, chegando lá me joguei no sofá e ela foi tomar banho, me peguei pensando no Mau outra vez, o que será que esse cara fez comigo, acho que ele me hipnotizou, só pode né? Nunca me senti assim, como se faltasse alguma coisa, ou alguém. Gente para tudo, eu to com saudades dele! Mas que saudade é essa se só fiquei com ele uma vez? Ah quer saber foda-se, peguei meu celular, disquei o número que estava no cartão e esperei alguém atender.
- Alô? - Ele respondeu, respirei fundo pra tomar coragem e respondi.
Quando ele perguntou o porquê que eu sumi eu realmente queria bancar de fodona, mas ele parecia tão sentido que só pedi desculpas. Aproveitei e chamei ele pra sair agora e ele logo confirmou, se despediu e me chamou de branquinha? Tem como ouvir isso e não ficar boba? Gleice apareceu e eu disse que íamos sair com o Mau e o amigo dele, ela fez uma caretinha. Eu a conheço bem o suficiente pra ter certeza que ela está me escondendo algo.
- O que aconteceu ontem? – pergunto a olhando intensamente
- Nada, por quê? – percebo que parece desinteressada demais, aí tem...
- Se você não contar vou descobrir e vou encontrar uma forma de fazer você passar vergonha!
Ela estremeceu, mas contou cada detalhe. Como assim ela era virgem? Ela sempre se mostrou mais experiente...
- Pára tudo! Eu sou mais rodada que você sua vaca! -  E rimos muito, se a situação não fosse tão trágica seria cômico.  - Já sabe o que vai fazer? - Ela sabia, eu tinha certeza que esse tal de Rick ia se arrepender de mexer com Gleice Kelly.
Nesse momento, ouço alguém batendo no portão, corro pra atender, respiro fundo pra acalmar meu coração e ao abrir a porta dou de cara com...
- William?
O que esse infeliz tá fazendo aqui? Isso só pode ser macumba, porque ter esse encosto me perturbando o tempo todo tá foda!
- Minha gatinha! Sabia que você estava aqui! 
- Para de enrolar e fala logo!
É agora que a magia começa! Ele abaixa a cabeça, fecha bem os olhos e quando abre vejo exatamente o gato de botas do Shrek.
- Gatinha, já passou da hora de você esquecer o que aconteceu! Estou com saudade!
- Sabe o que é melhor em você? Você me faz rir! Tá na hora de você me esquecer! - Ele me pegou pelos braços e me colou ao seu corpo. - Gatinha tá na hora de parar a palhaçada...
- O que tá acontecendo aqui?
Merda! Ele tinha que aparecer logo agora? Olhei na sua direção e ele parecia irado. Veio até mim e me tirou dos braços de William.
- Tá tudo bem branquinha? Ele te machucou? - Eu abri e fechei a boca varias vezes tentando responder, isso lá é hora do gato comer minha língua? Ele foi em direção ao William, na verdade bem próximo, será que estou em uma daquelas lutas de MMA e não to sabendo? - Vou avisar uma vez, uma única vez e espero que você tenha limpado seu ouvido hoje porque não vou repetir. Chega perto dela de novo e acabo com você! – ele esbraveja na cara do William
- Tudo bem, mas isso não acaba assim gatinha! – William não se manca mesmo! Cara babaca!
- Chama ela de gatinha de novo e quebro teus dentes! 
William só se virou e foi embora, ele nunca é dos que agem sozinho, mas ele vai voltar em algum momento e tenho muito receio disso.
- Vem Mau, deixa ele pra lá!
Acho que ele acordou de um transe assim que ouviu minha voz, voltou pra perto de mim e me beijou. E totalmente me perdi em seu beijo, foi calmo e devagar. Ele também sentiu minha falta, mas isso não prova muita coisa. Ouvi alguém limpar a garganta
- Ah! Evy esse é meu melhor amigo o Rick! - Assim que eu ouvi o nome eu estourei.
- Porque você machucou a Gleice? - O Mau fez cara de que não tava entendendo nada e ele ficou completamente sem graça.
- Olha Evy, é que. é que... – o coitado tenta se explicar
- Meu filho é só cuspir! - Ou ele me explicava ou eu taco ele ladeira a baixo.
- Eu errei tá bom! Eu não sei usar as palavras direito e eu preciso pedir desculpas! 
- Ele parecia sincero, então vou ser também! - Um conselho: Rasteje! Só pedir desculpas não vai adiantar! – digo olhando bem nos olhos dele.
Ele me olhou com cara de quem realmente era capaz de fazer isso se precisasse, acho que ele gosta dela, mas então por que falar tudo aquilo? Ah quer saber, ele que são brancos que se entendam eu já tenho muitos problemas pra tentar resolver os problemas deles também. Chamei eles pra entrar e quando estávamos chegando no sofá a Gleice estava saindo do banheiro só de toalha, a cara que o Rick fez foi no mínimo hilária, ele ficou branco e com a boca aberta batendo quase no peito, faltou pouco pra eu cair na gargalhada.
- Será que daria para você colocar uma roupa? - Disse o Rick que agora estava ficando vermelho de tão irritado que estava.
- Primeiro, quem você acha que é para tentar mandar no que eu visto ou não? Segundo, se eu quiser andar pelada eu vou andar onde e quando eu quiser e terceiro vai se fuder e me deixa em paz! - Gente fiquei até com um pouco de pena do rapaz, ela foi mais dura do que eu esperava.
- Quem sou eu? Você quer realmente saber quem sou eu? - Rick disse pegando ela pelo braço e levando ela de volta para o banheiro, do lado de fora eu só escutava os gritos da Gleice e o Rick tentando conversar.
- Branquinha, quais são seus planos pra hoje à noite além de me deixar agarrar você a noite toda? - Disse o Mau me puxando pra sentar no colo dele.
- Estava pensando em ir a um barzinho em Ipanema que tem música ao vivo, o que você acha? 
- Esse barzinho fica perto da praia?
- Fica sim, por quê?
- Nada só por curiosidade. - Disse ele com cara de levado puxando meu cabelo pra me dar mais um daqueles beijos enlouquecedores, quando nos separamos ele ficou olhando dentro dos meus olhos, me parecia estar buscando respostas dentro de mim e, para minha tristeza, ele estava encontrando todas elas.
Depois de um tempo os dois resolveram sair no banheiro, a Gleice não estava com cara de feliz, mais pelo menos me pareceu mais calma, foi para o quarto se arrumar, ela saiu do quarto vestida pra matar, vestidinho preto tomara q caia com as costas abertas preso só por uma correntinha metálica, rasteirinha dourada no pé e pra completar o visual uma trança linda jogada no ombro. Pegamos nossas bolsas e saímos, pra minha surpresa o Mau vem com a mão no meio das minhas costas durante todo o caminho até o fim da favela onde pegamos um táxi em direção a Ipanema, o Mau ficou o tempo todo me abraçando, falando coisas baixinho perto da minha orelha e às vezes dando mordidinhas que me arrepiava toda, acho que hoje eu deveria ter trago umas 20 calcinhas por que a minha já estava arruinada há muito tempo.
Chegamos ao Bar do Beto em Ipanema e pegamos logo uma mesa, o ambiente é super aconchegante e a música muito boa, todos preferimos beber cerveja e engatamos num papo super bacana, percebi que o Rick estava sempre tentando fazer a Gleice sorrir e puxar papo com ela que tentava disfarçar mais não conseguia esconder um sorriso bobo. Já o Mau falava sempre olhando pra mim, sorria sempre, ai gente ele fica tão lindo quando sorri que tenho certeza que fiquei varias vezes com cara de babaca.
- Um beijo por seus pensamentos. - Ele disse me pegando de surpresa e eu quase caí da cadeira com o susto. - Porra branquinha cuidado, me desculpe não queria te assustar.
- Nada, não foi culpa sua, eu que sou distraída demais e me assusto a toa.
- Será que poderíamos dar uma volta só nós dois?
- Podemos sim, mas e eles dois? – digo preocupada com minha amiga.
- Deixa eles tentarem conversar, uma hora eles se entendem. - Fiz que sim concordando com ele e nos levantamos pegando os dois de surpresa, eles tentaram reclamar mais acabaram aceitando acho que eles queriam ficar sozinhos também só não queriam assumir, saímos de lá e ele me levou para a praia, tirei a sandália, ele segurou a minha mão e fomos caminhar na areia.
Depois de um tempo caminhando em silêncio ele me levou para um cantinho vazio da praia e me fez sentar na areia e para minha surpresa ele se sentou atrás de mim me colocando entre suas pernas.
- Ainda não consegui entender o que você fez comigo. - Mau fala colocando seu queixo sobre a minha cabeça.
- Eu... é... como assim? – meu coração acelera. 
 - Você mexeu com a minha cabeça, nunca fui atrás de uma mulher na minha vida como fui atrás de você. - Ele falou enquanto cheirava meu pescoço. - Seu cheiro, seu corpo, me diz Evy qual foi o feitiço que você jogou em mim, desde ontem não consigo parar de pensar em você.
 - Me desculpe, mas, não acredito mais em palavras doces. - Eu disse fugindo do seu abraço e correndo em direção ao mar, já com lágrimas nos olhos, ele veio atrás de mim e não demorou muito para que me alcançasse, me abraçando pelas costas ele me fez parar e me virou de frente para ele.
 - Não são palavras doces, nem mentiras para te enganar, são as verdades dos meus sentimentos. Isso também me assusta, mas Evy você realmente mexeu comigo. - diz olhando em meus olhos.
- E o que isso significa realmente? - Perguntei fazendo cara de quem não ta nem aí, mas por dentro eu estava tremendo.
- Significa que eu quero você, minha branquinha e mesmo se você fugir eu vou atrás de você, não vou te deixar ir. - Ele disse me puxando para o seu peito me abraçando forte.
 - Mau é... eu não sei o que te dizer! – me sinto confusa, nunca me envolvi com ninguém, que é isso que sinto por esse homem?
- Só me diz que você vai ser minha, só minha. – ele me segura forte como se nunca quisesse me soltar.
- Eu... não... - comecei a gaguejar, não conseguia pensar e falar uma resposta pra ele.
- Apenas me responda com sinceridade minha branquinha. – diz sério.
- S... im, sim, eu sou sua! – respondo soltando a respiração e pra minha surpresa me sinto aliviada e totalmente dele.
 
Maurício 

Feliz era pouco, eu estava quase pulando e dando socos pro ar igual o Pelé comemorava os gols dele. Quando ela me respondeu com uma voz tão baixa que quase não escutei. Não sei o que deu em mim, mas essa garota mexia com uma parte de mim que nenhuma mulher tinha mexido antes, peguei meu celular do bolso, coloquei uma música que achei perfeita para o que eu estava sentindo. Just a Kiss- Lady Antebellum começou a tocar.
- Dança comigo? - Perguntei pegando ela pela cintura.
 - Você só pode estar louco. - Ela disse quando começamos a dançar em frente ao mar, eu comecei a cantar a música baixinho no seu ouvido.
 
Lyin' here with you so close to me  
(Ficar aqui com você tão perto de mim) 
It's hard to fight these feelings 
(É difícil lutar contra esses sentimentos)
When it feels so hard to breathe
 
(Quando parece tão difícil de respirar)
I'm caught up in this moment 
(Estou presa neste momento)
Caught up in your smile 
(Presa no seu sorriso) 
I've never opened up to anyone 
(Eu nunca me abri para ninguém)
So hard to hold back when I'm holding you in my arms 
(Tão difícil me segurar quando estou com você em meus braços)
We don't need to rush this 
(Nós não precisamos nos apressar)
Let's just take it slow
 
(Vamos devagar) 
Just a kiss on your lips in the moonlight 
(Apenas um beijo em seus lábios ao luar)
Just a touch in the fire burning so bright 
(Apenas um toque do fogo tão ardente)
And I don't want to mess this thing up 
(Eu não quero bagunçar as coisas)
I don't want to push too far 
(Eu não quero forçar a barra)
Just a shot in the dark that you just might 
(Apenas um tiro no escuro e você poderá)
Be the one I've been waiting for my whole life 
(Ser a que eu vou esperar a minha vida toda)
So baby I'm alright, with just a kiss goodnight
 (Então, baby, eu estou bem, com apenas um beijo de boa noite)
 
Eu não sei o que aconteceu comigo ou quando aconteceu, a única coisa que eu tenho certeza é que os meus braços é onde ela deve estar e eu não vou deixar ela sair. Mesmo que o golpe vá por água abaixo.

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- Gostaria de saber mais sobre você! Digo, depois de um tempo segurando minha branquinha, realmente quero saber tudo dela.
- O que você quer saber? – ela responde preguiçosa em meus braços, incrível como se encaixa.
- Tudo! Quantos anos você tem, sua família, se você estuda e principalmente daquele babaca do William! - Eu sei que não devo me meter, mas o cara tava próximo demais dela. Eu conheço o William há muitos anos, só não imaginava que logo a Evy fosse ficar com ele.
 - Eu realmente preferia não falar, mas você precisa saber antes que ele arranje algum problema. Eu o namorei durante um ano, ele começou a querer me controlar e não deixava eu sair com a Gleice mais. Minha... primeira vez foi com ele. Resumindo, ele me traiu e eu vi, na verdade ele tava trepando com uma loira peituda em cima da pia em uma cozinha lotada.
Eu vou matar esse babaca! Como ele teve coragem de fazer isso com ela? 
 - Como você pôde se envolver com um cara como ele Evy? Ele não presta.
Percebi um olhar triste em seu rosto e foi nesse momento que eu entendi tudo. - É por causa desse otário que você criou sua regra de não dormir com ninguém?
- Essa e muitas outras, me decepcionei com ele e deixei de acreditar em sentimentos e relacionamentos, até que...
- Até que o que Evy? Você não precisa ter vergonha de falar comigo sobre nada, estamos aqui para tentarmos nos conhecer, não é?
- Tá bem, eu não acreditava em sentimentos até que eu fiquei com você. - Me senti o homem mais rico e feliz do mundo.
- O mesmo aconteceu comigo branquinha, nunca tive uma ligação tão forte com ninguém. - Digo olhando bem dentro dos olhos dela torcendo para que ela acreditasse.
- Mas será que podemos ir devagar? Ainda é muito difícil confiar em um homem.
- Eu te entendo, sei o que você passou, também tive um relacionamento complicado que não acabou muito bem, então vamos tentar nos ajudar ok? Mas eu preciso te pedir uma coisa Evy.
- O que?
- Sei que ainda é cedo e começamos a nos relacionar agora, mas Evy eu não gostaria de dividir você com mais ninguém, fico tenso só de pensar em alguém tocando no seu corpo que não seja eu, então você toparia ficar só comigo?
Ela pensou por um tempo em silêncio, foi um tempo longo e que me deixou com medo da sua resposta.
- Não sei Mau, e se acontecer de novo? E se eu me machucar de novo por confiar em você e eu não ser o bastante, você é um cara bonito, pode ter a mulher que quiser e...
- Eu quero você, só penso em você e não vou te machucar. – a interrompo tentando mostrar o quanto quero que ela acredite em mim.
 - Então você também não vai ficar com mais ninguém? – ela me olha nos olhos 
- Te prometo minha branquinha que esse corpinho aqui é todinho seu! - Eu digo em um tom de brincadeira pra descontrair e consegui tirar um sorriso dela.
- Então eu topo! - Ela me disse com seus olhinhos brilhando para mim.
Ficamos conversando por mais um tempo, tentei desviar a conversa sobre o meu passado e consegui, quando olhei para o relógio já eram quase 4 da manhã.
- Branquinha vamos pra casa que já está ficando tarde.
 - Que pena, a hora passou tão rápido que nem vi a noite passar.
- Mas a nossa noite ainda não acabou, vamos para minha casa quero dormir abraçadinho com você.
Ela fez um gesto me confirmando com a cabeça e era tudo que eu precisava para sairmos da praia e como na madrugada não tinha transito chegamos à Rocinha rapidamente, prefiro levar ela pra lá pode ser bem mais pobre do que o apartamento em Copa, mas quero que ela se sinta a vontade e sei que lá ela se sente bem.
Entramos em casa e fui logo abraçando ela por trás, cheirando seu pescoço e beijando a sua nuca, ela se rendeu e fomos pra cama, fizemos amor lentamente dessa vez, mas não deixou de ser muito intenso. Ainda ficamos nos beijando e fazendo carinho um no outro até os primeiros raios de sol saírem então peguei no sono.
Acordei assustado com medo de estar sozinho outra vez, mas quando abro os olhos ela está lá, a minha Evy, minha branquinha estava dormindo ao meu lado com a cabeça em meu peito dormindo que nem um anjo.




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