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domingo, 17 de janeiro de 2016

Resenha Especial - Jogos Vorazes - Esperança parte I



Ficha Técnica
Título Original - The Hunger Games - Mockingjay - Part I (Jogos Vorazes - A Esperança - Parte 1)
Direção - Francis Lawrence
Produção - Nina Jacobson
Roteiro - Danny Strong & Peter Craig
Baseado em "A Esperança'', de Suzanne Collins
Gênero - Aventura, Suspense, Ficção científica & Guerra
Música - Lorde (musical) & James Newton Howard (instrumental)
Cinematografia - Jo Willems
Edição - Alan Edward Bell & Mark Yoshikawa
Companhia produtora - Color Force
Distribuição - Lionsgate
Lançamentos:
Brasil - 19 de novembro de 2014
Portugal - 20 de novembro de 2014
Estados Unidos - 21 de novembro de 2014
Angola - 21 de novembro de 2014
Idioma - Inglês
Orçamento - US$ 125 milhões (US$ 250 milhões - dividido com a Part 2)
Receita US$ 755.400.000 Milhões - Part 1


Jennifer Lawrence como Katniss Everdeen
Josh Hutcherson como Peeta Mellark
Liam Hemsworth como Gale Hawthorne
Julianne Moore como Presidente Alma Coin
Woody Harrelson como Haymitch Abernathy
Donald Sutherland como Presidente Snow
Elizabeth Banks como Effie Trinket
Sam Claflin como Finnick Odair
Philip Seymour-Hoffman como Plutarch Heavensbee
Willow Shields como Primrose Everdeen
Jeffrey Wright como Beetee
Stanley Tucci como Caesar Flickerman
Natalie Dormer como Cressida
Jena Malone como Johanna Mason
Stef Dawson como Annie Cresta
Evan Ross como Messala
Mahershala Ali como Boggs
Patina Miller como Comandante Paylor
Wes Chatham como Castor
Elden Henson como Pollux
Robert Knepper como Antonius


Após ser resgatada do Massacre Quaternário pela resistência ao governo tirânico do presidente Snow (Donald Sutherland), Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) está abalada. Temerosa, e sem confiança, ela agora vive no Distrito 13, ao lado da mãe (Paula Malcomson), e da irmã, Prim (Willow Shields). A Presidente Alma Coin (Julianne Moore) e Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman) querem que Katniss assuma o papel do tordo, o símbolo que a resistência precisa para mobilizar a população. Após uma certa relutância, Katniss aceita a proposta desde que a resistência se comprometa a resgatar Peeta Mellark (Josh Hutcherson), e os demais Vitoriosos, mantidos prisioneiros pela Capital.


O terceiro filme se difere dos seus antecessores totalmente. Primeiro, porque não existem os jogos que originaram a obra. Com isso, a personagem central ganha mais profundidade e carga dramática, porém, o filme fica carente de cenas mais memoráveis,(aliás, os antecessores também não possuem nada digno de referência nesse sentido). O tom político, e a manipulação da mídia e da propaganda são o foco da vez. Há também uma certa perda de dinâmica na narrativa, muito devido a sequências alongadas demais e o próprio tom reflexivo que norteia parte do filme. Ainda é cedo para dizer se a culpa é da decisão em dividir um livro em dois filmes, mas esta Parte 1 poderia perder tranquilamente de 15 a 20 minutos caso passasse por uma edição mais rigorosa.

Em relação ao ritmo, o filme é ainda mais lento e repleto de diálogos e pouca movimentação. O filme se perde em sua maioria, em apresentar o jogo de gato e rato entre vilões, mocinhos, revolucionários, etc e tal. Precisando de um ícone para incentivar os distritos a se rebelarem contra a Capital, os comandantes da resistência não pensam duas vezes em aproveitar a popularidade de Katniss. Não importa como ela esteja, mas o que representa - e, para tanto, nada melhor do que uma maquiagem para vender bem o produto. Cria-se então a guerra da propaganda entre os presidentes Snow (Donald Sutherland, esbanjando sorrisos maléficos) e Coin (Julianne Moore, a nova integrante do elenco).

No mais, pode-se afirmar que o terceiro capítulo é o mais enfadonho e sonolento dessa saga, que como já dito, só o tempo ira se encarregar de mostrar se sobreviverá. Dificilmente irá se tornar um Star Wars ou Senhor dos Anéis. Também não acredito que seus personagens entrarão na lista dos 100 maiores de todos os tempos. O novo filme foi lançado agora, e já está dividindo a opinião dos críticos, mas deverá cumprir sua função, e fazer o dinheiro desejado. Embora tenha arrecadado abaixo de esperado em sua estreia nos EUA, contrariando a previsão dos produtores, o filme deverá fazer um bom dinheirinho até o fim de sua exibição.

O balanço geral é, até agora, a saga cumpre o previsto. Mas a única razão para dividir o terceiro episódio em duas partes é evidente, o primeiro só enche linguiça, e o segundo fecha o arco de toda a série, com melhores cenas de ação, diante de uma escorregada aqui e ali. O triângulo amoroso entre os personagens é extremamente mal resolvido, e diga-se de passagem, nenhum dos dois pretendentes conquistam torcida. Em parte por culpa de um certo desleixo dos próprios roteiristas, (ou talvez da escritora mesmo do best seller), que criam toda uma trama de manipulação da imprensa, mídia exagerada, totalitarismo, conflitos políticos e de personalidade da protagonista, deixando o arco do romance um tanto de lado, e carecendo de um desenvolvimento melhor. 


Fica evidente em toda a saga que a Katniss se preocupa com o destino da família, depois, com a sobrevivência do seu distrito, e no decorrer, se torna um símbolo na guerra contra o governo, deixando um tanto de lado os seus sentimentos reais em relação ao amor. Enquanto isso, os pretendentes, Peeta e Gale ficam nos bastidores. Aliás, o Gale é tão sem graça, e sem importância para a história, que dá sono mesmo. Totalmente dispensável, sua única função é protagonizar a tentativa de se  criar o triângulo. Todos os filmes carecem de uma grande sequência de ação, quem sabe o último compense isso.









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