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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Resenha Cinéfila - Especial Star Wars - Episódio V - O Império Contra Ataca

Ficha Técnica

Direção - Irvin Kershner
Produção - Gary Kurtz
Roteiro - Leigh Brackett, Lawrence Kasdan e George Lucas (argumento)
Gênero - Aventura, Ficção Científica
Música - John Williams
Cinematografia - Peter Suschitzky
Edição - Paul Hirsch
Companhia produtora - Lucasfilm
Distribuição - 20th Century Fox
Lançamento:
Estados Unidos - 21 de Maio de 1980
Brasil - 18 de Setembro de 1980
Idioma - Inglês
Orçamento - US$ 33 milhões
Receita - US$ 538.375.067

Elenco

Mark Hamill como Luke Skywalker
Harrison Ford como Han Solo
Carrie Fisher como Princesa Leia
Billy Dee Williams como Lando Calrissian
David Prowse como Darth Vader
Anthony Daniels como C-3PO
Kenny Baker como R2-D2
Peter Mayhew como Chewbacca
Alec Guinness como Obi-Wan Kenobi
Frank Oz como Yoda (voz)
James Earl Jones como Darth Vader (voz)

Ian McDiarmid como Imperador Palpatine


Quando uma produção é um sucesso sem precedentes na história do cinema e marca para sempre, geralmente os estúdios querem uma sequência para o mais breve possível. Mas não foi assim que aconteceu com Star Wars. O segundo filme só viria ganhar as telas de cinema três anos depois.

Por aquela época, Lucas já era um nome de respeito. As dificuldades vistas no filme anterior, quando ele não tinha nome no mercado, a falta de credibilidade, as brincadeira, o desdém e a desconfiança, tudo ficou para trás. Star Wars já era uma marca de respeito. Até o elenco, agora com dinheiro no bolso, resolveu se comportar, e levar a série com mais respeito. Lucas como visto, detinha o controle total da produção, não estava subordinado ao estúdio, e a arrecadação do filme anterior lhe garantiu recursos suficientes para bancar os filmes sucessores. Dessa vez, ele optou em não sentar na cadeira de diretor, contratou o Irwin Kershner para comandar a obra.

Como ele tinha a liberdade criativa, diante de suas funções, tomou essa decisão, bem como escolheu outra pessoa para desenvolver o roteiro. O produtor escolheu a escritora de Sci Fi, Leigh Bracket para a tarefa. Em 1978 ela entregou a ele um rascunho de roteiro, sem o parentesco entre Vader e Luke, mas com muito do que seria visto nas telonas. Lucas não aprovou o que ela escreveu, e infelizmente ela faleceu um tempo depois, não dando a oportunidade de discutirem seu trabalho. Com isso, George resolveu trabalhar em cima desse rascunho, e foi desenvolvendo sua versão para o segundo capítulo. Lawrence Kasdan, que iria trabalhar com Lucas no roteiro do mítico Caçadores da Arca Perdida, entrou em cena, e começou também a desenvolver o roteiro, juntamente com o diretor e um produtor.

Essa colaboração seria fundamental para o desenvolvimento da saga, os personagens e tudo mais, ela praticamente definiria todos os rumos a serem tomados com a franquia. Não por menos, é o capítulo que tem o maior diferencial dessa primeira trilogia. O trio de personagens centrais (Luke, Han e Leia) ganham um melhor desenvolvimento. O elenco original foi mantido e todos retornaram, até mesmo o Alec Guiness, que, segundo contam, não estava satisfeito em permanecer na série, mas por obrigação contratual, tinha que retornar.

O segundo episódio simplesmente superaria o incrível antecessor em tudo o que se possa imaginar, principalmente nos efeitos e nas grandes sequências de perseguição pelo espaço. É nesse filme que são apresentados mais alguns personagens mitológicos, como o Imperador Palpatine, Mestre Yoda, Lando Calrissian e o caçador de recompensas Boba Fett, que, embora tenha uma participação um tanto discreta em toda a saga, é adorado pelos fãs. Não por menos, o segundo filme da série é tido por fãs e crítica como o melhor episódio dessa primeira trilogia.

No segundo filme, Vader está obcecado em capturar o jovem Luke, principalmente ao tomar conhecimento de quem ele seria filho. Escondido no planeta gelado de Hoth, junto com a Aliança Rebelde, a base é atacada e os revoltosos são obrigados a se dispersarem. Luke, orientado pelo espectro de Obi-Wan, vai até o sistema Dagobah, em busca do antigo Mestre Jedi Yoda, para completar o seu treinamento, antes iniciado por Kenobi. Enquanto isso, Darth Vader captura Han e Leia na cidade das nuvens, e os usam para atrair Luke  para uma armadilha. O jovem finalmente enfrenta Vader em um duelo de sabres, mas ainda não é páreo para o vilão, e no decorrer da batalha, Vader revela a verdade a respeito de sua ligação com Luke.

A evolução da produção fala por si só. O filme é superior ao antecessor em praticamente tudo. Por aquele tempo, a famosa ILM, empresa fundada por Lucas, especialista em efeitos especiais, estava solidificada e a tecnologia de um filme para outro salta aos olhos. Os efeitos gerados em Chroma Key cedem lugar ao que de melhor a tecnologia poderia produzir por aqueles tempos. Os exemplos são a magnífica batalha no planeta Hoth e a adrenalinesca sequência de perseguição à Milleniun Falcon, de Han. Vale destacar também as espaçonaves utilizadas tanto por rebeldes como pelos agentes do Império, simplesmente espetaculares, principalmente os visuais. Outro destaque são as criaturas vistas em cena, e o design de alguns personagens.

Já a escolha do Kershner foi de devera importância para o sucesso. Diretor inegavelmente muito mais talentoso do que o Lucas, desenvolve e trabalha bem melhor com os atores e seus personagens, lhes fornecendo muito mais personalidade. O maestro John Willians retorna também, e cria outro trabalho fantástico, que inclui a intimidante Marcha Imperial, marca registrada do infame Darth Vader. Foi nesse filme que pela primeira vez o famoso tema de Vader foi executado. Esse tema se tornaria um ícone do cinema.




Vale citar que na época, e porque não dizer, até hoje, ao menos para quem é leigo em Star Wars, que foi certamente de toda a trilogia, o episódio que teve a revelação mais impactante, ou umas das mais, de todos os tempos. O momento em que Vader revela-se a Luke, deixou fãs perplexos no mundo todo.





A presença dos novos personagens, o Mestre Yoda mostra ser uma grata surpresa. Interpretado pelo ator Frank Oz, o aparente frágil e sereno ser só mostraria mesmo do que é capaz na segunda trilogia, mas desde sua primeira aparição, tornou-se um dos mais cativantes personagens da saga. Outro destaque seria o Lando Calrisian, personagem do Billy Dee Willians. Extremamente carismático, não se sabe o que esperar realmente dele, mas posteriormente, se tornaria importante na conclusão da saga, ao comandar uma das maiores batalhas espaciais dessa trilogia. Palpatine não tem mais que poucos momentos de cena, ele também só teria maior destaque no filme seguinte, mas sua presença em cena já deixa claro de quem dá as ordens no Império. Agora, o que desafia as explicações é o caçador Boba Fett. Com pouco tempo de cena e quase monossilábico, ele se tornaria extremamente querido pelos fãs, não se sabe explicar o porquê.

Tal qual o filme anterior, a sequência foi um enorme sucesso, embora tenha tido uma bilheteria inferior. O filme arrecadou mais de 500 milhões de dólares nos cinemas mundiais. Em 2010, o filme foi selecionado para preservação no National Film Registry, pela Biblioteca do Congresso, por ser "culturalmente, historicamente e esteticamente significativo".










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