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domingo, 17 de janeiro de 2016

Resenha Cinéfila - Creed - Nascido para Lutar


Título - Creed - Nascido Para Lutar
Direção - Ryan Coogler
Produção - Irwin Winkler, Robert Chartoff, Sylvester Stallone e Kevin King Templeton
Roteiro - Ryan Coogler e Aaron Covington
Gênero - Esportivo e Drama
Música - Ludwig Göransson
Cinematografia - Maryse Alberti
Edição - Claudia Castello e Michael P. Shawver
Companhia produtora - Metro-Goldwyn-Mayer e New Line Cinema
Distribuição - Warner Bros.
Lançamentos:
USA 25 de novembro de 2015
Portugal 31 de Dezembro de 2015
Brasil 14 de janeiro de 2016
Idioma - Inglês
Orçamento - US$ 35 milhões
Receita - US$ 120 032 493 
Elenco
Michael B. Jordan como Adonis Johnson Creed
Sylvester Stallone como Rocky Balboa
Tessa Thompson como Bianca
Tony Bellew como 'Pretty' Ricky Conlan
Graham McTavish como Tommy Holiday
Phylicia Rashād como Mary Anne Creed
Andre Ward como Danny "Stuntman" Wheeler
Sinopse
Adonis Johnson (Michael B. Jordan) nunca conheceu seu ilustre pai, o ex-campeão dos pesos pesados ​​de boxe do mundo, Apollo Creed que morreu no ringue antes do seu nascimento. Adonis vai para a Filadélfia para obter ajuda com o lendário Rocky Balboa (Sylvester Stallone) campeão que não só conseguiu vencer Apollo no ringue, mas também foi seu melhor amigo. Deixado sozinho, Rocky Balboa não conseguiu estabelecer um relacionamento com seu filho e perdeu todas as pessoas próximas a ele. Ele vê em Adonis a força e determinação, que uma vez que ele viu no Apollo, e concorda em desempenhar o papel de treinador e mentor do novato boxer durante a segunda vez em sua carreira. Mesmo apesar do fato de que ao mesmo tempo ele tem que lutar com um rival mais mortal do que qualquer daqueles com quem ele já enfrentou no ringue.


Stallone e Rocky se confundem num só <<<Impossível desligar um do outro>>>. O improvável aconteceu então, quando se imaginava que após o excepcional retorno do personagem há 9 anos, ele não mais retornaria às telonas, Balboa ressurge em uma nova versão que destoa por completo daquilo que conhecemos, embora a fórmula seja a mesma.

O retorno se dá em um spin off, no qual pela primeira vez, o boxeador se torna praticamente um coadjuvante, o foco é outro!!!Tanto que, o Sylvester nem assina o roteiro, nem senta na cadeira de diretor. Quem se responsabiliza pela direção é Ryan Coogler, dividindo o roteiro com  Aaron Covington. Mas o novato em Rocky Balboa não faz feio. Nostálgico, ele se rende à magia do personagem, se mantém fiel aos seus elementos clássicos, e realiza uma obra digna do legado de Stallone. O foco do roteiro dessa vez fica em torno de um personagem inesperado. Na trama, somos colocados em Los Angeles de 1997, na qual um jovem órfão negro, filho ilegítimo de Apollo, migra de orfanato para orfanato, com paradas em reformatórios para menores de tempos em tempos. E é em um desses reformatórios que Mary Anne Creed (Phylicia Rashad), ex-mulher de Apollo, encontra o jovem Adonis. Ela o acolhe e apresenta a ele a história do seu pai. Mary Anne, então, cria o garoto para ser um bom homem, mas Adonis carrega no sangue o espírito de lutador de seu pai. Com o passar do tempo, Adonis, agora adulto, participa de lutas clandestinas, e tem o desejo de seguir seus instintos. Mas Adonis carrega em seus ombros a sombra do legado de seu pai. Com medo de toda a responsabilidade do nome ‘Creed’, Adonis adere o sobrenome de sua mãe, Johnson. Ele então embarca em uma jornada para Philadelphia para encontrar Rocky Balboa, antigo amigo de seu pai, para treina-lo.

Quem interpreta o personagem central é o jovem Michael B Jordan e ele se sai muito bem, oferecendo até um novo fôlego ao tema. Coogler consegue construir uma narrativa dinâmica, inovadora, e ao mesmo tempo presta diversas homenagens a tão amada saga. Seja em diálogos, menções a personagens antigos, ou o design de produção. Um dos elementos chave da franquia sempre foi a trilha sonora. Dessa vez, o cargo de compositor do filme ficou nas mãos de Ludwig Göransson. Göransson acertou ao mesclar elementos da trilha original de Bill Conti junto com os gêneros em que ele é especialista: Hip Hop, trap e R & B.

Sylvester Stallone brilha na pele de Rocky Balboa. Stallone nasceu para ser Rocky. Testemunhamos sua ascensão e seu declínio. Sua juventude e sua velhice. Sabemos quem é esse personagem e seu passado. Stallone mergulha emocionalmente em sua personagem de um modo nunca visto antes em sua carreira. E ele também trava uma luta pessoal absurdamente linda neste filme. O astro mostrou-se relutante em revisitar o boxeador,pois achava que já havia dado a ele a aposentadoria merecida. Mas ao tomar conhecimento das ideias e conceitos dessa produção, resolveu voltar ao personagem. Com uma atuação perfeita, o grande ídolo começa a colher os frutos dessa decisão. A crítica se rendeu a sua interpretação mais uma vez, a tal ponto que ele recebeu uma premiação do Globo de Ouro e recentemente saiu a  indicação ao Oscar de Melhor coadjuvante. Ficaremos na torcida, pois o veterano astro bem que merece, pelo conjunto da obra. Seu personagem até hoje inspira e emociona pessoas no mundo todo.

O filme aposta suas fichas no impacto da cena de luta. Coogler usa e abusa das ferramentas do ultrarrealismo, com suor, sangue espirrando e corpos caindo brutalmente no chão. Existe igualmente espaço para humor e para alguns comentários sobre envelhecimento e proximidade com a morte, embora estas questões já tenham sido abordadas com maior sensibilidade em Rocky Balboa. A conclusão deve trazer uma sensação de déjà vu - positiva ou negativa, a gosto. O fato é que o roteiro discute com propriedade a questão do legado, da transmissão de uma marca às gerações posteriores.

Adonis Creed é uma mistura perfeita dos dois maiores ícones da saga: ele tem o sangue, a aparência e o vigor do pai Apollo, mas é construído como um azarão deslocado socialmente, aos moldes de Rocky. Creed constrói simbolicamente um filho de Rocky e Apollo, um homem que só pode ter sucesso quando abandona seus traumas, sua vida de luxo e sua imagem pré-fabricada pelo marketing para lutar com suas próprias motivações, pelas ruas pobres e barulhentas da Filadélfia. Neste sentido, o sétimo filme da franquia se insere muito bem na mitologia popular e humanista da saga Rocky. O filme foi lançado nos USA em dezembro, e só agora chega nos nossos cinemas. A crítica abraçou a obra de forma favorável, e para seus fãs é mais um agradável retorno do Balboa. Já surgem especulações que no próximo ano deverá ser lançada a sequência.



2 comentários :

  1. Leno,
    Fui assistir ontem!
    Muito bommmmmmmmmmm.
    Vale à pena conferir!

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  2. Eu acho que eles fazem um monte de química na tela Michael B. Jordan e Sylvester Stallone, acho que é maravilhoso, filmes Rocky Balboa são divertidos e deixar uma mensagem, eu cresci com eles, tem um dos melhores discursos que eu vi, muito reconhecimento de tudo uma história de sucesso, ganhou, fala-aperfeiçoamento, o conhecimento de nós, os sonhos que podemos alcançar, acho que em Creed nascido para lutar o drama é bem dosado com uma história de amor que experiente muito bem ver o Sr. Stallone é a alma da sequela é uma jóia, eu estava à beira das lágrimas de tanta nostalgia, são tiros espectaculares lutas é uma garantia.

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