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domingo, 21 de maio de 2017

Resenha Cinéfila - Alien Vs Predator - 2004

Todos imaginavam que Alien 4 colocava um ponto final no terror perpetrado pela raça xenomorfa, que desde o final dos anos 70 espalhava o caos pelas galáxias. Eis que 7 anos depois,as criaturas retornam e muito mal acompanhadas. Dessa vez,os monstrengos se batem com adversários bem mais difíceis que a raça humana:são os temíveis Predadores.
Alien vs Predador
Paises - Estados Unidos, Reino Unido, República Tcheca, Canadá, Alemanha
Ano - 2004
Duração - 100 
Direção - Paul W. S. Anderson
Produção - John Davis, Gordon Carroll, David Giler, Walter Hill
Coprodução - Chris Symes
Produção executiva - Wyck Godfrey, Thomas M. Hammel, Mike Richardson
Roteiro - Paul W. S. Anderson, Dan O'Bannon, Ronald Shusett
Género - Ficção científica
Música - Harald Kloser
Direção de fotografia - David Johnson
Figurino - Magali Guidasci
Edição - Alexander Berner
Companhia produtora - Davis Entertainment Company
Brandywine
Distribuição - 20th Century Fox
Lançamento - 12 de agosto de 2004
Idioma - inglês
Orçamento - US$ 60 milhões
Receita - US$ 172.5 milhões

Sanaa Lathan – Alexa Woods
Lance Henriksen – Charles Bishop Weyland
Raoul Bova –Sebastian De Rosa
Ewen Bremner – Graeme Miller
Colin Salmon – Maxwell Stafford
Tommy Flanagan – Mark Verheiden
Carsten Norgaard – Rustin Quinn
Tom Woodruff, Jr. – Alien
Ian Whyte – Predador
Joseph Rye – Joe Connors
Agathe De La Boulaye – Adele Rousseau
Sam Troughton – Thomas Parkes
Petr Jákl – Stone
Pavel Bezdek – Bass
Kieran Bew – Klaus
Carsten Voigt – Mikkel
Jan Pavel Filipensky – Boris
Adrian Bouchet – Sven
Andy Lucas – Juan Ramirez


Quando os satélites do bilionário Charles Bishop Weyland detectam uma pirâmide enterrada sob o gelo antártico, ele monta uma equipe de cientistas, arqueólogos e engenheiros para explorá-la. A equipe descobre que a pirâmide abriga duas espécies de alienígenas. Uma delas(o Alien) considera os humanos incubadores para seus jovens. A outra espécie (Predador)é de atletas intergaláticos que caçam seus opostos por diversão. A equipe de Weyland fica no meio do fogo cruzado.

Assim como os próprios Aliens, os Predadores não necessitam de grandes apresentações. É, ao lado deles, outra raça alienígena bastante famosa e conhecida do universo pop em geral. Logicamente, em tempo oportuno os personagens ocuparão o seu espaço aqui no blog, da forma que lhe é devida, pois tratam-se também de personagens famosíssimos do cinema. E uma nova produção com eles se encontra em andamento, com previsão de lançamento para março de 2018.Ou seja,nesse mês,se Deus permitir,o espaço será todo deles.

A primeira aparição do personagem foi num dos maiores clássicos do cinema de ação dos anos 80, O Predador, estrelado pelo mítico Arnold Schwarzenegger. Ao contrário do colega intergaláctico,essa criatura estrelou até essa produção, somente dois filmes, mesmo assim, tornou-se extremamente memorável para os fãs do cinema, que jamais o esqueceram. O sucesso do personagem era tamanho que por muito tempo a ideia de unir ambos os personagens numa espécie de crossover sempre ganhou força. O conceito de "Alien versus Predador" surgiu com a história em quadrinho homônima (Aliens versus Predador) de 1989, que foi publicada após a aparição de uma caveira Alien na sala de troféus na nave espacial do Predador no filme O Predador 2.É bom destacar que nas hqs,ambas as raças já enfrentaram nada menos que o Super-Homem e o Batman.

Não seria difícil reunir os personagens na mesma produção,uma vez que ambos pertenciam ao mesmo estúdio, a 20th Century Fox. A história Alien Vs. Predator atravessou virtualmente todas as formas de mídia antes de se apresentada na forma de filme em 2004, já foi uma bem sucedida série de revistas em quadrinhos, linha de brinquedos, vários videogames, trilha sonora (do jogo para PC) e, inclusive, uma série de cartas. O responsável por trazer a possibilidade desse encontro para as telonas veio através de um conhecido diretor hollywoodiano, o superestimado Paul W.S. Anderson, roteirista e produtor da conhecida franquia Resident Evil (confira a trajetória do Residente na coluna Nossas Resenhas). Por 8 anos ele desenvolveu um possível roteiro com os dois monstros e o apresentou ao produtor John Davis. O figura aprovou o roteiro e deu carta branca para a produção. O próprio Anderson seria o diretor.

Um dos conceitos do roteiro seria a ideia que civilizações antigas foram capazes de construir gigantescas pirâmides com ajuda alienígena, uma ideia baseada na mitologia asteca. Anderson introduziu esses conceitos em Alien vs. Predator, descrevendo um cenário onde Predadores ensinaram civilizações humanas antigas a construir pirâmides e usaram a Terra para seus rituais de passagem, que ocorriam a cada 100 anos e, onde os Predadores deviam caçar Aliens. Para explicar como essas civilizações desapareceram sem deixar pistas, Anderson introduziu o conceito de que os Predadores, sobrepujados pelos Aliens, usaram suas armas de auto-destruição e mataram todas as formas de vida da área.

Como Alien vs. Predator é uma sequência dos filmes do Predador e uma continuação da série Alien, Anderson foi cauteloso para não ser contraditório com a continuidade das franquias. Ele escolheu como set de filmagem a remota Ilha Bouvet na Noruega justificando sua escolha por considerar aquele o ambiente mais hostil da Terra e provavelmente o mais próximo que uma superfície alienígena poderia parecer.E não utilizou nesse filme um ambiente urbano, como por exemplo, a cidade de Nova Iorque para não quebrar a continuidade da série Alien, pois nesses filmes, que se passam no futuro, Ellen Ripley, a protagonista, não tinha conhecimento da existência das criaturas até seu primeiro contato com elas.

Os produtores escalaram um elenco com poucos rostos conhecidos. Para os fãs da série Alien,eles trouxeram o Lance Henriksen, o andróide Bishop de Alien-O Resgate, aqui vivendo o bilionário Charles Bishop Weyland, um personagem que possui vínculo com a Weyland-Yutani Corporation da série Alien. Uma nova atriz seria a protagonista, a  Sanaa Lathan. A Sigourney Weaver,ao tomar conhecimento da produção, disse se sentir feliz por não ter sido convidada pois desejava que sua personagem não tivesse vínculo algum,pois o conceito do filme lhe parecia horrível.

Na parte técnica, quem ficou responsável pelos efeitos foi a empresa de efeitos especiais Amalgamated Dynamics Incorporated (ADI) que já havia trabalhado anteriormente nos filmes Alien 3 e Alien: Resurrection. Eles ficaram responsáveis pela confecção também das fantasias e miniaturas.Se existe um ponto positivo na produção,é que 70% dos efeitos foram feitos utilizando bonecos e efeitos práticos,como ocorreu nos primeiros filmes.

Um boneco hidráulico Alien foi criado pela ADI permitindo a execução de movimentos mais rápidos e dando ao Alien uma aparência mais esguia e esquelética do que se um ator em uma fantasia fosse utilizado. O boneco requereu que seis pessoas o conduzissem, três para a cabeça e corpo, dois para os braços e a sexta pessoa para certificar-se que os sinais chegassem ao computador. O boneco foi usado em seis cenas, incluindo a cena de luta entre um Alien e um Predador que demorou aproximadamente um mês para ficar pronta. A produção tentou utilizar o mínimo possível cenas de computação gráfica. 


O disse-me-disse em torno do encontro de dois personagens lendários do cinema tomou conta dos fãs e a expectativa e curiosidade em ver o resultado final foi grande. Mas existia um problema: o diretor. 

Quem acompanhou a resenha da franquia Resident Evil aqui no blog, já sabe do que estou falando. O Paul é limitadíssimo tanto como roteirista como diretor. Ele é sempre lembrado por quase fazer um filme dar certo de verdade, todos os que ele meteu as mãos padeceram de algum detalhe.

O filme se inicia de forma interessante. Como provavelmente nem todos assistiram a todas as produções com ambos os personagens, Paul trata de fazer uma espécie de apresentação,criando o clima perfeito para o embate entre as criaturas. Mas da metade em diante começam a surgir os problemas e ele se perde todo. A tensão e o suspense, que sempre foram os elementos fortes de ambos, é ignorado. Os efeitos são decentes, isso é inegável, mas o exagero de certas cenas vai tornando o filme intragável, ainda mais por querer fazer da nova protagonista uma segunda Tenente Ripley. 


Em dado momento da história se torna um clichê só,com repetições de várias situações já vistas em tempos passados. A ambientação do filme é aquilo que os fãs de ambas as franquias já conhecem:os personagens humanos ficarão encurralados e sofrerão mortes horrendas nas mãos de ambos os alienígenas. Aliás,o descaso com esses personagens é total,são apenas iscas para os verdadeiros "astros" da produção.Onde o filme realmente não decepciona,é no embate entre as duas raças,o pau come solto mesmo. Mas se existe algo que até hoje não se engoliu foi a "parceria" entre a heroína e um Predador.

Paul também não trata com respeito o histórico dos Aliens e falha principalmente ao reduzir drasticamente o ciclo de reprodução das criaturas: da `contaminação` dos humanos até o `nascimento` e amadurecimento dos aliens, apenas poucas horas se passaram, o que é no mínimo absurdo. Por outro lado, dá maior ênfase aos Predadores, lhes dando personalidade e chegando ao cúmulo de nossa torcida e simpatia ficar ao lado dos figuras,que são tão repulsivos quanto seus arqui-inimigos.

Concluindo a resenha, esse filme aqui não foi mais que um caça-níquel, querendo extrair as últimas cédulas dos fãs de ambos os alienígenas. O filme teve problemas sérios e conseguiu causar danos irreparáveis aos dois universos. Como por exemplo, explicar o encontro de uma criatura dos anos 80 com outra que daria as caras num futuro muito distante mesmo? A bagunça na cronologia de ambos não foi sequer explicada. A crítica caiu matando nos monstrões e com razões indiscutiveis. Até hoje o filme figura como um dos mais detestados por fãs de ambos os monstros. Mas cumpriu sua função de fazer dinheiro. Com um orçamento de 60 milhões, fez ainda pouco mais de 172 milhões e o pior, deixou um gancho para uma horrenda sequência em três anos.




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