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domingo, 4 de dezembro de 2016

Romance em 3D - My All - Capítulo 23

_Perla.
_Hum.
_Precisamos conversar.
_Depois.
_Não posso esperar o assunto é urgente.

_Você está me assustando.
_Não foi minha intensão, mas o assunto é realmente urgente e muito sério. Não vou ficar fazendo rodeios, vou direto ao ponto e espero que seja sincera comigo. Quero saber de toda a tua historia.

_A que historia você se refere?
_Quero saber como e quem tirou a sua filha de você? Quero a historia do início ao fim.
_Como você soube da minha filha?

_Sou investigador, não foi difícil descobrir. Quero saber o que aconteceu.

_Não acho que seja uma boa ideia recordar o meu passado, só quero minha filha de volta. Mais nada.
_Preciso saber Perla. Não vou julga-la. Confia em mim.
_Eu confio.

Eu tinha quinze anos...
_Você engravidou aos quinze anos?
_Não! Quando eu tinha essa idade meu pai cismou que eu tinha que ter um segurança, na verdade um babá de terno. Nessa época eu estava começado a namorar um menino da minha classe e ele tinha medo que eu lhe arrumasse um neto. E colocou uma pessoa para me tomar conta, ficar no meu pé. Aonde eu ia ele estava lá, era a minha sombra.
_Se eu fosse pai também não iria gostar que a minha filha de quinze anos tivesse namorado e pior ainda que fosse mãe tão jovem.
_Ele contratou esse segurança, o cara era sério, nunca falava. E quando falava muito mal dizia: Bom dia ou onde a senhorita deseja ir?  Foi assim durante um ano. Quando fiz dezesseis anos já não conseguia ter um namorado ou até mesmo ficar com alguém.
_O segurança os intimidava. Óbvio.
_Não. Eu não queria os meninos da minha idade, não me interessavam. Eu os achava irritantes e imaturos.

_Meu segurança não era insuportável como achei que seria quando o conheci. Era um homem calado, muito serio sempre com o semblante fechado e nunca sorria, mas também era gentil, educado. Dava-me espaço, não era o cão de guarda que meu pai queria que ele fosse e não era fofoqueiro não contava tudo que eu fazia. Mais um ano se passou eu já estava com dezessete anos e um dia entrei no carro após a aula  estava muito nervosa e acabei chorando. Ele me olhou e não disse nada, estava envergonhada pelo papelão de chorar na frente dele e fiquei aliviada e grata por ele não me perguntar nada. Mais uma vez ele foi discreto e silencioso. Estávamos indo para casa quando ele desviou o caminho e parou em uma praça desceu do carro e quando voltou me trouxe um algodão doce. Fiquei surpresa com a situação e não consegui evitar sorrir. Ele disse: Ninguém resiste a um algodão doce. E sorriu também, foi a primeira vez que o vi sorrindo. E ele me perguntou o que tinha acontecido.
_E o que tinha acontecido? O que a fez chorar?
_Minhas notas. Estavam muito baixas eu ficaria reprovada, foi o que eu disse a ele.
_E?
_E ele me ajudou. Passou a estudar comigo todas as tardes, me ensinou o que eu não conseguia aprender na caríssima escola que meu pai pagava. Consegui recuperar as notas e não perdi o ano letivo. A proximidade fez com que eu me apaixonasse por ele apesar...

_Apesar?...
_Meu pai o contratou porque tinha a metade do rosto queimado. Não contava que eu me fixaria no interior, na beleza da alma e não na do rosto.

_Você é muito especial Perla, soube disso no momento que há vi. Mesmo que eu venha te perder valeu a pena cada minuto que passei com você.

_Você sente algo por mim Rafa? Não é só atração? Pele e cama?
_Eu não sei.

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