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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Especial X-Men - X-Men - Dias de um Futuro Esquecido - 2014


E aqui vamos nós para mais uma resenha, do nosso especial que homenageia os mutantes mais conhecidos do planeta, os X-men. Nesta produção para as telonas vamos conferir porque Bryan Singer é de definitivamente aquele que sabe fazer desta equipe, os super hérois que apreciamos.


Direção - Bryan Singer
Produção - Lauren Shuler Donner, Simon Kinberg, Hutch Parker, Bryan Singer
Produção executiva - Stan Lee, Todd Hallowell, Josh McLaglen
Roteiro - Simon Kinberg, Jane Goldman (história), Simon Kinberg (história), Matthew Vaughn (história), Bryan Singer(história)
Baseado em Dias de um Futuro Esquecido por Chris Claremont, John Byrne
Gênero - Ficção científica, Ação, 
Música - John Ottman
Cinematografia - Newton Thomas Sigel
Edição - John Ottman
Companhias produtoras - 20th Century Fox, Marvel Entertainment, Bad Hat Harry Productions, The Donner's Company
TSG Entertainment, Distribuição 20th Century Fox
Lançamentos:
Brasil/Portugal 22 de maio de 2014
Estados Unidos 23 de maio de 2014
Idioma - Inglês
Duração - 131 minutos
Orçamento - US$ 200 milhões
Receita US$ 748 121 534 

Hugh Jackman — Wolverine/Logan
James McAvoy e Patrick Stewart — Professor X/Professor Charles Xavier
Michael Fassbender e Ian McKellen — Magneto/Erik Lehnsherr
Jennifer Lawrence — Mística/Raven Darkhölme
Halle Berry — Tempestade/Ororo Munroe
Nicholas Hoult — Fera/Dr. Hank McCoy
Ellen Page — Lince Negra/Kitty Pryde
Shawn Ashmore — Homem de Gelo/Bobby Drake
Peter Dinklage — Bolivar Trask
Evan Peters — Mercúrio/Peter Maximoff
Daniel Cudmore — Colossus/Peter Rasputin
Fan Bingbing — Blink/Clarice Ferguson
Omar Sy — Bishop/Bispo
Adan Canto — Mancha Solar/Roberto da Costa
Booboo Stewart — Apache/James Proudstar
Josh Helman — Major William Stryker
Lucas Till — Destrutor/Alex Summers
Anna Paquin — Vampira/Marie D'Ancanto

Em 1973, Mística assassinou Bolívar Trask, um cientista que odiava mutantes e planejava criar os robôs Sentinelas para caçá-los, durante os Acordos de Paz de Paris. 60 anos depois, uma versão avançada das Sentinelas com poderes de transfiguração estudados de Mística exterminou a maior parte da humanidade, tendo morto tanto os mutantes quanto humanos normais que poderiam gerar filhos com mutação. Nesse futuro distópico, uma aliança entre os X-Men e a Irmandade de Mutantes está escondida em um antigo monastério na China, e decide que o único jeito de parar os Sentinelas seria mudar a história, impedindo a morte de Trask. Como Wolverine estava presente em 1973 e tem poder de cura, Lince Negra usa nele seu poder de mandar a consciência de alguém ao passado. Após despertar nos anos 70, Wolverine vai até a Mansão X, que está dilapidada após o jovem Professor Xavier, que ainda mora lá junto de Fera, fechar a escola. Wolverine o convence a tentar deter Mística, e o trio vai tentar libertar Magneto, preso desde seu envolvimento no assassinato de John F. Kennedy uma década antes, para ajudá-los nesse plano.


Bryan Singer parece fazer bem aos X-Men e vice-versa. Ao abandonar a série em 2006, o terceiro título com os personagens resultou na produção mais fraca até o momento da franquia. Da mesma forma, a carreira do diretor só acumulou fracassos pós-X-Men. Superman - O Retorno até hoje é detestado pelos fãs, e não arrecadou o esperado pelos produtores, fazendo bem menos dinheiro que o próprio X-Men 3. O filme seguinte dirigido por ele, Operação Valkíria, estrelado por Tom Cruise, não fez sucesso. Para completar, seu trabalho seguinte foi o vexatório, Jack - O Caçador de Gigantes, umas das produções mais toscas dos últimos anos a ser dirigida por um diretor de grife, e mal recuperou os custos da produção.


Com a carreira em baixa, restou a Singer voltar aos personagens que o colocaram no mapa hollywoodiano. Os chefões da Fox colocaram uma pedra em cima da saída dele da série e o receberam de braços abertos como produtor do título anterior. O projeto seguinte foi a adaptação de um dos mais famosos arcos dos mutantes nos anos 80, a saga Dias de Um Futuro Esquecido, da dupla Chis Claremont/John Byrne. A adaptação iria reunir pela primeira vez, duas gerações de X-Men. Alguns integrantes da primeira trilogia retornariam para dividir as atenções com os integrantes do Primeira Classe. Patrick Stewart, Ian McKellen, Hugh Jackman, Halle Barry se uniriam a James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence em duas tramas paralelas.


Matthew Vaughn, diretor do excelente filme anterior, deveria comandar essa segunda produção, mas ele se afastou para cuidar de um outro projeto, e deixou a vaga aberta justamente para o Singer voltar à direção. Seu retorno foi comemorado tanto pelos fãs como pela mídia especializada em cinema, principalmente por conta do seus primeiros trabalhos com os personagens. As notícias do retorno de Singer, o elenco que se uniria para essa produção mais a adaptação de uma saga famosa, gerou enormes expectativas entre todos.

Em 2023, o mundo se tornou um verdadeiro inferno. O planeta é guardado por Sentinelas, robôs programados para aniquilarem qualquer membro da minoria mutante e quaisquer simpatizante da causa destes. Os X-Men restantes resistem como podem, liderados pelo Professor Xavier (Patrick Stewart) e seu melhor inimigo, Magneto (Ian McKellen), mas estão no limite de suas forças. Em um plano desesperado, a consciência de Logan/Wolverine (Hugh Jackman) é enviada ao seu corpo mais jovem, em 1973, para impedir que Mística (Jennifer Lawrence) assassine o industrial Bolívar Trask (Peter Dinklage), criador dos sentinelas e ativista anti-mutantes, evento que causaria a distopia onde eles vivem. Para tanto, Wolverine terá de recrutar as versões mais jovens de Xavier e Magneto (James McAvoy e Michael Fassbender, respectivamente), que romperam ligações de maneira traumática após os eventos de“Primeira Classe”.


Vale frisar que na história original, quem é enviada ao passado é Kitty Pryde, a Lince Negra. Mas como o foco dos X-Men nos cinemas sempre foi Wolverine, ele é quem ocupa essa função na trama. Felizmente o roteiro e a experiência de Singer não limita a trama a um único protagonista, e todos os demais recebem a atenção merecida. A trama que envolve viagens no tempo e duas realidades onde eventos estão acontecendo, é bem orquestrada e dividida. Não perde-se o foco em nenhuma delas. Existe ainda uma participação especial de um conhecido personagem marvelístico, o Mercúrio, um velocista que rouba a cena em sua participação de alguns minutos.

Destaque também para as interpretações de James McAvoy, que novamente se destaca,criando um personagem totalmente contrastante com o que vimos no filme anterior. Seu Xavier agora é um sujeito depressivo, cujo otimismo e ideais nobres foram cedendo com o passar dos anos, e ele já não acredita mais em nada. Mas novamente é Hugh Jackman com seu Wolverine quem merece os maiores louvores, seu personagem não é mais aquele sujeito raivoso e agressivo, mas a voz da razão. Já a ameaça maior, os Sentinelas, são aqueles clássicos "vilões"que os fãs dos quadrinhos tão bem conhecem. Ameaçadores desde suas primeiras aparições, eles deixam o ar tenso quando surgem.

Apesar de manter o foco da produção no elemento humano, Bryan Singer não decepciona nos aspectos técnicos. O diretor atua com duas lógicas visuais que se complementam. O futuro desolado  se mescla a um passado setentista que jamais se torna excessivamente camp ou exagerado. Mesmo assim, para variar,existe o calcanhar de Aquiles, com o excesso de personagens e tramas paralelas, Dias de um Futuro Esquecido peca aonde Primeira Classe acertou, no roteiro. Furos na cronologia da franquia (como o retorno inexplicado de Professor X após os eventos de X-Men 3, a informação que Mística estaria aprisionada desde os anos 70, contrariando sua presença nos primeiros filmes), personagens adicionados apenas para vender brinquedos e viradas na trama que excedem a necessidade de surpreender o espectador. O roteiro acaba ao final, deixando mais dúvidas que respostas, ao sugerir que tudo o que vimos acontecer ao longo de uma década e meia, foi modificado.


No fim das contas, mesmo com seus altos e baixos, os fãs ficaram satisfeitos. O filme teve a maior bilheteria da história da série, com mais de 748 milhões arrecadados. Não foi tão perfeito quanto o antecessor, mas cumpre sua função e fortalece a mítica dos personagens no cinema.












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