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domingo, 20 de setembro de 2015

Resenha Cinéfila - Filmes Inesquecíveis do Cinema - O Grande Dragão Branco

Ficha Técnica

Direção - Newt Arnold
Produção - Mark DiSalle,Yoram Globus, Menahem Golan
Roteiro - Christopher Cosby, Mel Friedman, Sheldon Lettich
Música -Paul Hertzog
Cinematografia - David Worth
Edição - Carl Kress
Companhia produtora - Golan-Globus
Distribuição - The Cannon Group
Lançamento - USA 26 de fevereiro de 1988
                          Portugal 18 de novembro de 1988
                          Brasil 9 de dezembro de 1988
Orçamento - US$1.5 milhões

Receita - US$11.8 milhões (EUA)
Elenco:
Jean-Claude Van Damme como Frank Duk
Donald Gibb como Ray Jackson
Leah Ayres como Janice Kent
Bolo Yeung como Chong Li
Forest Whitaker como Rawlins
Norman Burton como Helman
Roy Chiao como Senzo Tanaka
Michel Qissi como Suan Paredes

Philip Chan comos Inspetor Chen

Sinopse

Frank Dux (Jean-Claude Van Damme) passou boa parte da vida sendo treinado por Tanaka (Roy Chiao) para participar do kumite, um torneio mundial de artes marciais onde é comum que os participantes se machuquem seriamente e, às vezes, sejam mortos. Apesar de seus superiores no exército afirmarem que precisam dele, Frank ainda assim decide partir rumo à competição. Dois oficiais são enviados para segui-lo, mas Frank consegue despistá-los em Hong Kong. Ao iniciar o torneio Frank logo percebe que seu principal adversário será o atual campeão, Chong Li (Bolo Yeung), que tem matado alguns de seus oponentes.
Comentários

Pode parecer ridículo agora, um filme tendo o nome Jean Claude Van Damme à frente dos créditos, figurar numa coluna que destaca produções inesquecíveis, e que marcaram época nos cinemas. Porém, um dos requisitos adotados por mim para alguma obra figurar nessa coluna é a sua importância para a história de um determinado gênero. Assim sendo, nada mais justo do que dar um espaço para esse filme, pelos fatores que irei comentar.

Até a época desse filme ser lançado, o gênero artes marciais estava muito carente tanto de um ídolo, alguém que se destacasse e se tornasse referência, como de uma obra que pudesse ser um destaque também. Quando se comentava a respeito do gênero, a principal influência continuava sendo o lendário Bruce Lee e seus filmes feitos há mais de uma década. Posterior a isso, vários atores-lutadores surgiram e dezenas de produções meia-bocas foram lançadas, sendo que nenhuma satisfez a necessidade de ser uma referência maior. Isso até o lançamento dessa produção.

O curioso disso tudo é que o filme foi bancado e realizado justamente pela Cannon Films, produtora que já destaquei em várias oportunidades, principalmente na coluna dos esquecíves. Mas na verdade, o filme saiu devido a insistência de seu protagonista, Jean Claude Van Damme.

Na época, ilustre desconhecido em busca de um lugar ao sol hollywoodiano, o belga esperou um dos chefões da Cannon Group, Menahen Golan, no estacionamento dos estúdios. Quando ele se dirigiu ao seu veículo, Van Damme berrou seu nome e em seguida deu um salto acrobático, daqueles que se tornariam sua marca registrada, passando a perna por cima da cabeça do produtor. Impressionado e assustado, o Golan pediu que ele lhe procurasse no dia seguinte.

Após um chá de cadeira dos bem dados, Van Damme foi recebido. A proposta inicial era o colocar como coadjuvante em alguma produção bancada pela Cannon, mas Van Damme recusou, pois queria ser a estrela de seu próprio filme. Depois de muita insistência,surgiu o projeto dessa obra. O título original se chama Bloodsport, algo que em português poderia ser "Esporte Sangrento ou De Sangue". Numa interpretação sem muito nexo dos nossos tradutores, acabou rebatizado de O Grande Dragão Branco.

Realizado ao custo de 1.5 milhões,o roteiro do filme foi em parte, baseado na história do ex-lutador Frank Dux, que entre 1975 e 1980, teria realizado 329 lutas sem ter sido derrotado. Normalmente, como toda obra baseada na realidade, o filme teve suas licenças poéticas, que não correspondem com a trajetória da pessoa em que se inspirou. Depois do sucesso do filme, muita coisa foi contestada a respeito da veracidade das informações contidas nos créditos finais. Mas o verdadeiro Frank Dux trabalhou como consultor técnico e coordenador das lutas do filme, inclusive preparando Van Damme para suas cenas de luta.

Embora o filme seja uma produção modesta, como era o padrão da Cannon, e o roteiro fosse um tanto simplório,o filme conquistou toda uma legião de fãs ao redor do mundo. Justamente, da forma como comentei, pela ausência e necessidade de uma referência. Com boas sequências de lutas, e um protagonista carismático, os fãs do gênero finalmente eram agraciados com o que tanto exigiam.

Talvez, revendo o filme atualmente, as novas gerações de fãs de cinema não vejam muitos atrativos, mas para a geração dos anos 80 e 90,trata-se de uma obra extremamente cultuada e uma das principais,senão a principal referência na carreira de Van Damme. De ilustre desconhecido, o belga foi em pouco tempo alçado à condição de astro de cinema e principal referência ao gênero marcial. Tornou-se um ídolo do público adolescente e adulto nos anos 90, todos adoravam o cara.

Também vale destacar nesse filme,a presença de dois astros. O primeiro é o veterano ator marcial asiático, Bolo Yeung, que interpreta o maior vilão do filme,o Chong Li. Com uma presença marcante em cena, e várias frases de efeitos, ele chega em dados instantes a roubar a atenção do protagonista, tornando-se um vilão memorável. 

O segundo é um então ainda mais desconhecido Forrest Withaker,(ao menos na época do lançamento do filme), dando vida a um personagem sem muito interesse ao espectador. Ninguém naquela época diria que anos depois ele conquistaria um Oscar de Melhor Ator por O Último Rei da Escócia.

Entretanto,ao ser concluídas as filmagens, a Cannon não tinha intenção de lançar o filme,pois ele precisava ser editado e a trilha sonora, segundo os produtores, não era boa. Van Damme entrou em ação mais uma vez, participou do processo de edição e nem sequer foi creditado. Por fim, o filme foi lançado e tornou-se sucesso mundial. Nos States, arrecadou perto de 12 milhões. Ao ser lançado em VHS, foi um dos filmes mais locados da metade da década de 90. O filme teve também 3 sequências, realizadas sem a presença de sua maior estrela. Todas foram lançadas diretamente em vhs e são ignoradas pelos fãs do primeiro filme. Já faz um bom tempo que rolam os boatos de um possível remake, mas até hoje a história não se confirmou. Entre os fãs do gênero artes marciais,se for feita uma enquete e um top 10,certamente essa produção irá figurar nas primeiras colocações.O filme tornou-se clássico da sessão da tarde da Globo,e vez ou outra é incluído na sua grade de programações.

E quanto a Van Damme???

Seu reinado duraria até o final dos anos 90, mas isso está sendo destacado na coluna Universo Pop.



2 comentários :

  1. Assistir várias vezes este filme.
    A resenha ficou ótima!!!

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  2. Curto muito esse filme! Hoje eu estou com 21 anos nasci em 1995 e ainda vejo esse filme, que marcou minha infância.

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